Hello!

Vídeo que apresenta a agência de comunicação interativa Hello, de São Paulo. O material pode ser visto em melhor qualidade no site da empresa.

Via Viu Isso?

Blogs corporativos no Brasil: quando?

Jonathan Schwartz, da Sun Microsystems, mantém um blog pessoal há algum tempo. O endereço tornou-se referência no mundo da computação.

Segundo ele, que dedica bastante tempo ao espaço, é fundamental comunicar-se: com acionistas, funcionários, programadores etc. O blog é traduzido para 11 línguas, incluindo o português.

E no Brasil, quando executivos de grandes empresas irão criar e manter com dedicação blogs? Ou a tendência não vai chegar por aqui?

Versão móvel

Youtube inaugurou sua versão para celular: m.youtube.com. Não está só. Yahoo! e Microsoft também querem ocupar esse espaço e lucrar com publicidade em dispositivos móveis.

Segundo pesquisa do eMarketer,  anúncios para celular vão movimentar US$ 16,2 bilhões no mundo até 2011, dez vezes mais do que hoje.

NME Awards, os ganhadores

Peter Doherty, o “herói do ano”? Há decisões esquisitas na lista de ganhadores do NME Awards, mas há também prêmios merecidos. Como o destaque dado ao Arctic Monkeys. Levaram melhor banda, melhor canção (”Fluorescent Adolescent”) e melhor vídeo (”Teddy Picker”).

O curioso é que a premiação é bem diversificada, indo de melhor blog de música a mais mal vestido do ano (ganho por Amy Winehouse). Há também melhor filme (”Control”), melhor site (Facebook) etc.

Lista completa dos vencedores:

Melhor Banda Britânica – Arctic Monkeys
Melhor Banda Internacional – Killers
Melhor Artista a Solo – Kate Nash
Melhor Banda Nova – The Enemy
Melhor Banda ao Vivo – Muse
Melhor Álbum – Myths of the Near Future , Klaxons
Melhor Música – «Fluorescent Adolescent», Arctic Monkeys
Melhor Vídeo – «Teddy Picker», Arctic Monkeys

Herói do Ano – Pete Doherty
Vilão do Ano – George Bush
Melhor Vestido – Noel Fielding
Pior Vestido – Amy Winehouse
Pior Álbum – Blackout , Britney Spears
Pior Banda – The Hoosiers
Homem Mais Sexy – Noel Fielding
Mulher Mais Sexy – Kylie Minogue

Prémio «Godlike Genius» – Manic Street Preachers
Prémio Revelação – Glasvegas
Prémio John Peel de Inovação Musical – Radiohead
Melhor Música para a Pista de Dança – «Let’s Dance To Joy Division», Wombats
Melhor Capa de Álbum – The Good The Bad and the Queen , The Good the Bad and the Queen
Melhor Blog de Banda – Radiohead
Melhor Blog de Música – The Modern Age

Melhor DVD de Música – Unplugged In New York , Nirvana
Melhor Evento ao Vivo – Festival de Reading / Leeds
Melhor Programa de Televisão – Mighty Boosh
Melhor Programa de Rádio – Zane Lowe (Radio 1)
Melhor Filme – Control
Melhor Site – Facebook
Melhor Sala de Espectáculos – Wembley

Hard Candy, novo disco da Madonna, sai em abril

No dia 28 de abril, sai o novo álbum de Madonna, “Hard Candy”. O primeiro single, “Four Minutes”, será lançado um mês antes. O disco conta com a produção de Pharrell Williams, do onipresente Timbaland e de Nate “Danja” Hills.

Além disso, conta com a participação de Justin Timberlake em várias faixas. É algo recorrente na carreira da cantora: usar nomes em evidência para lhe acompanhar. Artistas como Britney Spears, Bjork, Massive Attack, Prince, Lenny Kravitz e produtores como Nelle Hooper, Babyface foram alguns dos seus colaboradores.

Não há crítica na observação, até porque ela também trabalha com quem está começando (diretores de clipes, produtores etc.). Numa dessas, foi esnobada pelo Prodigy, que não quis produzir seu álbum “Ray of Light”.

“Hard Candy” marca a despedida de Madonna da Warner Music, sua casa desde sempre. Em seguida, seu passe passa para a Live Nation Inc. O contrato não envolve apenas discos, mas também os shows da cantora.

TTC: quando Charles Aznavour encontra o Outkast

Chico Buarque já declarou recentemente:

“O pessoal da periferia se manifestava quase sempre pelas escolas de samba, mas não havia essa temática social muito acentuada, essa quase violência nas letras e na forma que a gente vê no rap. Esse pessoal junta uma multidão. Tem algo aí.”

Já Nelson Motta foi mais longe:

“O rap -acrônimo de Rhythm and Poetry-, inventado por negros americanos pobres (como o jazz e o funk), é a mais livre e democrática forma musical já criada. Embora muitos ainda duvidem que seja música.

O fato é que a consagração popular em todo o planeta o confirma como um novo formato musical do século 21. Como foram a ópera no século 19 e a canção popular música-e-letra no século 20.”

O rap, já não tão novo assim, agora é reinventado. Da França – que já nos deu uma leitura mais “humana” da eletrônica com o Air – vem o TTC. Seu álbum mais recente, “Bâtards sensibles”, é um achado. São músicas dançantes, que fogem da regra música-gritada-e-refrão-feminino vigente no gênero.

Destaques para “Le chant des hommes”, “Bâtard sensible” e “Catalogue”. Para quem se interessou, tem para todos os gostos: há o disco normal, com doze músicas; o álbum duplo (sendo o segundo CD apenas instrumental) e a versão incidental do mesmo disco.

Há ainda outros nomes bacanas surgindo: Streets, na Inglaterra e Orichas, de Cuba. Atualmente, o rap já não pertence somente aos EUA. Nada mais natural. Não andam dizendo que o rock japonês e o canadense fazem todo o sentido?

Uma sonoridade menos barroca: Sigur Rós

Eis um grande disco que foi pouco comentado no Brasil: “Takk”, do Sigur Rós. Ao contrário de “()”, esse não é eclipsado por esquisitices. O estranho disco intitulado “parênteses” possui músicas longíssimas (7 minutos é pouco) e nenhuma das faixas tem título. Outras peculiaridades persistem: a banda toca num dialeto próprio (fãs de Tolkien?).

“Takk” não tem nenhuma música tão boa quanto às do primeiro álbum da banda. O que não chega a ser demérito. Em “Agaetis Byrjun” existia a bela “Svenfn g Englar”, cujo polêmico clipe trazia portadores de deficiência mental vestidos de anjos. No final, um beijo na boca entre eles. Há quem tenha visto “apelação”.

Muitos encaram dessa forma: se não for fácil de pronto, já é logo tachado de “cabeça”, algo pejorativo. Como ocorreu há algum tempo no extinto Free Jazz (atual Tim Festival), quando o Sigur Rós fez uma apresentação que dividiu o público. Muita gente saiu no meio da apresentação pois achou o som “tedioso”. Decerto, não tinha escutado a música do grupo antes e foi conferir a apresentação apenas por causa do grande alarde em torno da banda.

Para quem não sabe, o Sigur Rós é da Islândia, país de 200 mil habitantes que já deu ao mundo a extraordinária Bjork. O ex-VJ da MTV Fábio Massari já esteve por lá e gostou tanto que escreveu um livro sobre a cena musical do local. Outro que baba pelo país é Damon Alban, o vocalista do Blur (atualmente mais vocalista de outros projetos, como o Gorillaz).

Voltando a “Takk”. Além de deixar muitas das esquisitices de lado (agora as músicas têm nomes), o álbum é o mais palatável da banda. No que perde em rebuscamento em relação ao primeiro disco, ganha ao se aproximar do público (o que não deve se entendido como concessão). Com isso, o Sigur Ros se distancia de outros grupos dos quais geralmente é associado, como Mogwai, Mum ou Godspeed You Black Emperor.

Destaque para as músicas “Glosoli”, “Hoppipolla” e “Gong”.

Diablo Cody brilha no Oscar 2008

Havia falado, na minha avaliação do Oscar 2008, que existia uma separação acentuada entre o gosto da “Academia” e do público, o que poderia se refletir na aceitação do público. E eis que o Oscar desse ano teve a pior audiência da história nos EUA: média de 32 milhões de espectadores sintonizados. Na bilheteria brasileira, a resposta é similar.

Para os vencedores, isso pouco importa. E esse ano teve até participações divertidas, que iam além do discurso ensaiado. Nas entrevistas pós-Oscar, brilhou Diablo Cody. A roteirista de Juno disse coisas como:

“Olha, vocês [jornalistas] podem me lembrar que fui stripper, não é problema. Eu nunca me envergonhei de ser stripper e entendo que vocês tenham curiosidade. É meu passado, minha história. E hoje estou aqui recebendo o Oscar. Eu sou quem eu sou. Tudo se completa. Hoje tenho outra profissão, mas me lembro bem de onde eu vim.”