Punk Marketing

“Punk Marketing” é “uma atitude de rebelião contra o tradicional”, definem os autores Richard Laermer e Mark Simmons. Eles completam: “uma nova forma de marketing que rejeita o status quo e reconhece o deslocamento do poder das corporações para os consumidores.”

A dupla adota o termo a todo tipo de anúncio ou campanha de marketing que desafie as táticas tradicionais, como as que se espalharam pelo YouTube ou através de Marketing de Guerrilha.

Em suma, uma atitude punk seria: se levantar e bater na cara das pessoas. O marketing do punk é sobre sempre ter idéias frescas. Nós vemos uma necessidade para uma atitude do punk agora”.

Infelizmente, o livro ainda não foi lançado no Brasil.

daqui

As canções dos fins-de-semana

Vez por outra, surge uma música que tem forte apelo dançante. A década passada foi inaugurada por um sucesso desses: “Groove is in the Heart”, do Deee Lite. De lá para cá, outras canções também atingiram o mesmo panteão: “Hey Ya”, do Outkast, “Moove your Feet”, do Junior Senior são das minhas faixas favoritas. Aliás, foram responsáveis por eu ter virado DJ.

Muitas vezes nem se trata de uma música com grande esmero técnico. Sua função é evocar uma sensação de diversão potencializada, mesmo sem motivo específico. Por vezes, soa como “veneno antimonotonia”.

É quase impossível escutar tais canções e não dançá-las. Trata-se de uma exaltação, algo vibrante, que serve num determinado contexto. Fora de seu habitat natural, ela perde um pouco do sentido. Por outro lado, ela é tão boa que, apenas ao escutá-la, você sente a necessidade de ser transportado para outro ambiente (ou pelo menos consegue lembrar de momentos como esse).

Agora, é a vez do The Go! Team, com a canção “Ladyflash”. Aliás, vale conferir o disco de estréia deles, “Thunder, Lightning Strike”. A banda esteve entre os indicados para o prêmio Mercury Prize desse ano. Quem saiu vitorioso foi o depressivo Antony and the Johnsons, com o disco “I Am A Bird Now”.

O som do Go! Team é algo meio gritado, um indie rock propositadamente desleixado (o que pode ser percebido pela capa do disco). Por vezes, lembra o Le Tigre. Difere desse grupo por investir em mais misturas musicais. No caldo do The Go! Team também entram hip hop, funk…

Além de “Ladyflash”, também merecem destaque “Junior Kickstart” e “Bottle Rocket”. Há também canções apenas instrumentais, como “Feelgood by Numbers”, “Huddle Formation” e “Everyone’s a v.i.p. to Someone”, mas que também possuem alto poder dançante.

Alphabeat

O grupo dinamarquês Alphabeat vem ganhando certa notoriedade na Europa com suas belas canções pop. Confere abaixo.

Você já inovou hoje?

Esse é o título da entrevista publicada que a Você S/A fez com o professor norte-americano Gary Hamel, da escola de negócios inglesa London Business School.

Segundo Hamel, para inovar em qualquer área, você tem de questionar o que acredita constantemente. “Os gestores têm crenças sobre como liderar, organizar, motivar, só que tratam algumas delas como regras científicas”, completa.

Como exemplo, ele cita o Google e uma empresa indiana de tecnologia chamada HCL Technology, cujo modelo é construído em torno do princípio da responsabilidade inversa. A máxima é: “Nós queremos os gerentes puxando o saco dos empregados”.

Se o funcionário tem uma dúvida, reclamação ou discorda de uma decisão, ele preenche uma ocorrência para o chefe e aquilo fica disponível para consulta de todos. A ocorrência só pode ser encerrada pelo próprio empregado.

O gerente tem de ir ao subordinado, conversar, descobrir qual o problema e resolver a situação. Os chefes são avaliados pelo número de ocorrências que recebem e o tempo gasto para solucionar a questão.

“Acho que a maioria das companhias não estaria disposta a implantar um sistema em que o empregado, como um policial de trânsito, pode pedir ao gerente que encoste o carro para multá-lo”, avalia.

Ao ser questionado sobre quais as competências fundamentais para um líder nos dias de hoje, recomendou:

“Em primeiro lugar, humildade. Você tem de reconhecer que aquilo em que acredita é apenas uma hipótese e deve estar aberto a outros pontos de vista. Em segundo lugar, a missão. O líder tem de enxergar no negócio mais do que um modo de ganhar dinheiro. As verdadeiras grandes organizações têm um propósito que transcende a riqueza dos acionistas. Se você quer inspirar pessoas, atrair os melhores funcionários e retê-los, tem de ajudar a estabelecer uma missão para a sua organização que vá além da lucratividade.

Também é preciso ter empatia. Líderes têm de ser bons ouvintes e pensar não apenas em fazer sua equipe perseguir os objetivos da organização, mas criar um ambiente no qual eles possam alcançar seus próprios objetivos. Em quarto lugar, a curiosidade. Muitas vezes, as mudanças no mundo surpreendem os gestores. Um líder tem de dedicar algum tempo para olhar além da esquina, para áreas como tecnologia, ambiente regulatório e mercado consumidor.”