Vídeo testa sua capacidade de atenção em 30 segundos
Via Magaiver
Curioso como a internet serve para resgatar hábitos antigos. Como gravar fitas para os amigos, por exemplo. No site Muxtape, você pode fazer isso facilmente. Basta puxar as músicas que deseja.
Como a idéia geralmente era fazer fitas (ou CDs, mais recentemente) temáticas, começo os trabalhos por lá só com músicas dos anos 80: Violent Femmes, com Blister In the Sun; Psychedelic Furs, com Pretty In Pink; Modern English, I’ll Stop the World and Melt With You; Madness, com Our House; David Bowie, com Modern Love; Blondie, com Call Me e a minha preferida, Railway Children, com Every Beat of the Heart.
O humorístico CQC, exibido segundas, na Band, começa a ganhar fôlego. Começou com média de 2 pontos do ibope e na segunda edição subiu para 3. Ainda é pouco, mas a audiência geral do canal também o é.
O programa parece um “Pânico na TV” mais polido. No que isso tem de bom e ruim. Ganha por ser menos histriônico, mais elaborado. Perde, todavia, em espontaneidade. De toda forma, é mais uma opção de humor de qualidade na TV aberta, povoada por humor chulo e sem criatividade.
Na primeira edição, houve momentos memoráveis, como a entrevista do repórter despreparado Danilo Gentili com Gretchen e o “top 5″ da TV brasileira na semana.
É interessante notar que, enfim, o jornalismo encontrou o bom humor. Nessa semana, destaque para a nova entrevista de Danilo Gentili. Dessa vez com Padre Marcelo Rossi. Eis o vídeo abaixo:

O suplemento de informática da Folha de S. Paulo anda editando boas reportagens. Na semana passada, o tema foi os 25 anos do caderno. Internet, celular, Windows, Ipod, videogame, processadores com dois núcleos, arquivos digitais (fotos e música), redes sociais etc. foram destaque. Acima de tudo, os textos buscam demonstrar como a tecnologia muda os hábitos do público.
Uma boa contextualização para quem quer saber um pouco sobre o que aconteceu de relevante no mundo da tecnologia nesse período. E, quem sabe, tatear o que pode vir por aí. Mas, como disse antes, “é sempre complicado traçar prognósticos de longo prazo nos tempos atuais, já que hoje mirar o longínquo é olhar para perto”.
Ontem, outra reportagem de capa interessante: “Você é a propaganda“. Em destaque, o marketing viral. Definição do jornal para o termo: “Divulgadas em blogs, fóruns e redes sociais, como o Orkut, as campanhas têm como objetivo espalhar um conteúdo boca a boca -nesse caso, link a link”.
Pena que o conteúdo é fechado para assinantes do jornal ou do UOL.
Sempre considerei a dicotomia entre velha e nova mídia falha, assim como a distinção entre on e off line. Um meio de comunicação antigo pode ser revisitado, reinventado até. Por outro lado, uma nova tendência de comunicação pode não vingar, ser abandonada sem que aja uma ampla utilização dela. Ademais, hoje os meios apontam para uma simbiose entre eles. Cada vez mais a convergência se mostra verdadeira.
E a velha mídia, tão massacrada sobre sua pouca aptidão aos novos tempos, mostra-se viva. Sempre acreditei em uma premissa simples: o que conta é a reputação. E, se uma empresa goza de prestígio em outras áreas de comunicação, ele poderia transferir seu quinhão de credibilidade também para projetos on-line.
Ainda mais com a ampliação do público que usa a grande rede, em especial dos mais velhos. Eles procurarão informações nos veículos que já confiam/conhecem. Ou seja, os espaços virtuais de empresas tradicionais podem sair ganhando.
Além disso, as empresas de comunicação, por mais que enfrentem problemas operacionais e financeiros, são projetos estruturados há mais tempo. Podem estar em crise, mas conseguem lidar com eles com mais facilidade que um novo projeto de comunicação on-line. Esses podem ser até boas idéias, mas são lançados sem business plan consistentes, dependendo de capital de risco. Para piorar, o meio on-line ainda não circula satisfatoriamente.
Há os links patrocinados, por exemplo, mas não existem muitos modelos lucrativos que servem como referência. Um passo-a-passo de como se obter resultados satisfatórios on-line. Os sites de relacionamento, por exemplo, são campeões de audiência mas não de lucro. Orkut e Facebook ainda procuram uma forma de capitalizar em cima de suas ferramentas. O MySpace lucra com uma parceria de links patrocinados com o Google, mas que não é muito interessante para a maior empresa da internet. Ou seja, dificilmente o acordo será renovado.
A grande rede, em suma, ainda é um laboratório de idéias. De toda forma, é sempre complicado traçar prognósticos de longo prazo nos tempos atuais, já que hoje mirar o longínquo é olhar para perto. O celular, antes apontado como algo que seria destinado apenas ao público mais abastado, agora é visto como uma ferramenta de inclusão digital.
![CD [por Charles Cadé]](http://cadedigital.com/wp-content/themes/basic/themify/img.php?src=http://cadedigital.com/wp-content/themes/basic/uploads/logo/cd.jpg&w=&h=)