Kevin Connolly: Rolling Exhibition

Como somos percebidos pelos outros? Um fotógrafo americano, que não tem pernas, passou por 15 países e registrou os olhares das pessoas diante de sua condição física. Para se locomover, Kevin Connolly utilizou um skate. O trabalho virou um site: “Rolling Exhibition“. Foram mais de 32 mil fotos.

Connolly, que nasceu sem pernas, explica porque criou o projeto: “Na Ucrânia vieram me perguntar se eu era um homem santo ou um mendigo. Em Viena, a tendência das pessoas acharem que eu era um indigente aumentou, e eu comecei a me sentir isolado. Então comecei a fazer as fotos”.

Ele diz também que teve de “aprender” a carregar o “fardo de ser encarado pelas pessoas” e a se sentir confortável nesta situação. Seu próximo passo é fazer um documentário sobre o assunto.

Isso me lembra um texto antigo meu intitulado Somos todos freaks, sobre as fotos de Diane Arbus (uma em especial, a de Eddie Carmel). Citava um texto de Contardo Caligaris: “Ele [o freak] é um protótipo de herói moderno porque sabe como ninguém que a insistência dos olhares não é cura para a solidão”.” Quando menciona o termo freak se refere a algo fora do comum. Não há traço de preconceito aí.

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