Comprando o livro pela capa: o design dos produtos eletrônicos

Curioso como algumas empresas sedimentam percepções nos clientes. Afora toda sua pujança financeira, a Microsoft é vista também por um prisma nada abonador: empresa pesada, que fornece produtos caros e nada simples.

E isso se reflete no design dos seus produtos. O vídeo abaixo, em tom de humor, revela como seria a caixa do Ipod feito pela empresa de Bill Gates. Sai o design minimalista e entra…

Les Derniers Touristes: Sebastien Tellier, Matmos e Aphex Twin

Recentemente, escrevi por aqui sobre o Sigur Rós. Banda que flerta com o experimentalismo, mas que oferece um produto final “consumível”. Já outros procuram na experimentação um fim em si, sem que disso surja uma música palatável.

Mesmo nesses casos, há experiências que se tornam interessantes, nem que seja apenas pela curiosidade. Até porque, como música, valem muito pouco. Não acredito que alguém escutaria certas canções com prazer.

Por isso, nada melhor do que citar alguns artistas de techno, como o francês Sebastien Tellier. Em seu CD “L’Incroyable Vérité”, Tellier quer produzir “música para induzir mudança de vida”. O álbum é lento e angustiante do começo ao fim; boa parte das faixas é instrumental. Tellier incluiu gritos, assobios e barulhos de copos incômodos. Detalhe: quem lançou o trabalho dele foi o selo Record Makers, do duo francês Air.

Esquisito, esquisito mesmo é o álbum “A Chance to Cut Is a Chance to Cure” (foto da capa acima), da dupla Matmos. Eles utilizam samples de sons de operações médicas – gravadas in loco – no mais freak das IDMs (inteligent dance music, nome que compreende parcela experimental e não dançante da eletrônica). Lipoaspiração, rinoplastia, cirurgia de olho, sons de tecido conjuntivo, cérebro humano e até consulta com fonoaudióloga estão no disco.

Quem sabe tais discos não valem pelo que são, mas sim pelo que podem gerar posteriormente. Tais experimentações, por mais estranhas que possam parecer, testam os limites da criatividade. Depois, viria um momento em que tais artifícios são utilizados de forma mais harmoniosa.

O Matmos, por exemplo, ajudou a produzir o excelente disco “Vespertine”, da Bjork. O Aphex Twin também alterna discos mais palatáveis (se é que se pode dizer isso dele), com sua obra mais “conceitual”, como o disco duplo “Drukqs”, que possui músicas como “Kladfvgbung Micshk” e “Jynweythek”.

Crítica 2.0

O poder da crítica, não raro, é relativizado pelos artistas e a indústria do entretenimento. Alguns a tratam com desdém, outros oferecem argumentos mais elaborados. Como o cineasta Fernando Meirelles, diretor de “Cidade de Deus” e “O Jardineiro Fiel”, que certa vez comentou que o crítico analisa a obra que ele gostaria de ver, e não a criação em si.

Mesmo questionável, essa relação de amor e ódio ganhou uma escala diferente nos tempos atuais. Graças à internet, essa atividade que um pensador francês definiu como a arte de amar ganhou maior ressonância. Se antes uma avaliação ruim poderia ser suplantada por citações de trechos positivos de outras análises (o que pode ser visto nos cartazes dos filmes), agora uma obra pode observada a partir de um ponto de vista mais amplo.

Há sites que catalogam as resenhas mais relevantes e fazem uma média geral de como a crítica o avaliou. O site Metacritic é o maior deles. Traz dados sobre filmes, programas de tv, jogos eletrônicos, música e livros. Basta digitar o nome da obra que ele fornece a nota média obtida. Em inglês.

Há também os que atuam em nichos. Como Critical Metrics, especializado em música. Tem o diferencial de você ter acesso ao material analisado, pois o serviço traz dados do YouTube, do Yahoo!Music e do Rhapsody.

A foto é do Flickr de Jon Jordan.

Viagem mais rápida para o além

Segundo o vídeo, deveria evitar:

1. Esportes Radicais
2. Pára-quedismo
3. Nadar com tubarões
4. Roleta Russa
5. Juiz de Futebol
6. Freqüentar os estádios
7. Participar das Bandas
8. Noitadas nos Bares, Drogas, Cigarros, EXCESSO DE DIVERSÕES etc.

Reality (freak) shows

Agosto de 1971. um estudo (A Simulation Study of the Psychology of Imprisonment) era realizado pela Stanford University (EUA) para simular as condições encontradas em uma prisão. Alunos se ofereceram para participar do experimento. Houve uma divisão aleatória de quem seria guarda ou prisioneiro.

Ou seja, não existia diferença entre os grupos antes da simulação. Todavia, o estudo teve de ser interrompido antes do tempo. Motivo: houve uma completa perda de rumo. Os guardas abusavam de sua autoridade. Os presos, sofrendo humilhações e maus-tratos, tinham crises emocionais e tentavam organizar rebeliões.

Enquanto o experimento psicológico foi encerrado na metade, programas que exploram o mundo “real” continuam. A instabilidade não é apenas valorizada, ela é buscada. De espetáculo de voyeurismo, se transformam em laboratório de maldades.

Contam com bela audiência.

Cinema
Um filme sobre a pesquisa de Stanford, intitulado The Experiment, foi lançado em 2001. Recebeu boas críticas.