Bob Dylan em São Paulo

O IG Pop comenta o show de Bob Dylan em São Paulo. Apesar da torcida, Eduardo Suplicy não escutou a sua preferida “Blowin’ in the Wind”. Eis abaixo a lista das músicas do show:

“Leopard-Skin Pill-Box Hat”
“It Ain’t Me, Babe”
“I’ll Be Your Baby Tonight”
“Masters of War”
“The Levee’s Gonna Break”
“Spirit on the Water”
“Things Have Changed”
“When the Deal Goes Down”
“High Water (For Charlie Patton)”
“Stuck Inside of Mobile with the Memphis Blues Again”
“Workingman’s Blues #2”
“Highway 61 Revisited”
“Nettie Moore”
“Summer Days”
“Like a Rolling Stone”
“Thunder on the Mountain”
“All Along the Watchtower”

Kevin Connolly: Rolling Exhibition

Como somos percebidos pelos outros? Um fotógrafo americano, que não tem pernas, passou por 15 países e registrou os olhares das pessoas diante de sua condição física. Para se locomover, Kevin Connolly utilizou um skate. O trabalho virou um site: “Rolling Exhibition“. Foram mais de 32 mil fotos.

Connolly, que nasceu sem pernas, explica porque criou o projeto: “Na Ucrânia vieram me perguntar se eu era um homem santo ou um mendigo. Em Viena, a tendência das pessoas acharem que eu era um indigente aumentou, e eu comecei a me sentir isolado. Então comecei a fazer as fotos”.

Ele diz também que teve de “aprender” a carregar o “fardo de ser encarado pelas pessoas” e a se sentir confortável nesta situação. Seu próximo passo é fazer um documentário sobre o assunto.

Isso me lembra um texto antigo meu intitulado Somos todos freaks, sobre as fotos de Diane Arbus (uma em especial, a de Eddie Carmel). Citava um texto de Contardo Caligaris: “Ele [o freak] é um protótipo de herói moderno porque sabe como ninguém que a insistência dos olhares não é cura para a solidão”.” Quando menciona o termo freak se refere a algo fora do comum. Não há traço de preconceito aí.

A internet vai acabar com as empresas de entretenimento?

A mudança que aconteceu no mercado de música está acontecendo agora na área de vídeo. Você vê novos videomakers surgindo, produzindo porções de conteúdo sem muito custo e tendo também sua base de fãs. Pode ser um caminho para testar um show de televisão e cinema. É tão caro criar um piloto hoje em dia, mas é barato criar cinco episódios de três minutos de um novo show para internet e ver se as pessoas gostam. Hoje, apenas 10% dos pilotos acabam rendendo algo que vai ao ar. E você vê a mudança que aconteceu agora com as eleições [primárias, para presidente dos EUA]. Todos os candidatos têm um perfil no MySpace.
Nós tivemos o candidato Barack Obama no MySpace [em eventos on-line] antes de Iowa e New Hampshire, então não nos surpreendemos quando ele foi bem [em Iowa, onde venceu], porque antes ele havia vencido a primária no MySpace [em enquete].

Chris DeWolfe, um dos fundadores do MySpace, em entrevista sobre redes sociais. A resposta acima se refere à pergunta: “A internet vai acabar com as empresas de entretenimento?”

Hoje, o caderno Informática da Folha de S. Paulo publica uma extensa matéria sobre o assunto.

Run: clipe do Gnarls Barkley censurado

O vídeo da nova música do Gnarls Barkley, a excelente “Run”, foi censurado pela MTV norte-americana. O motivo alegado é que o clipe – que conta com a participação de Justin Timberlake – pode desencadear crises epilépticas.

“Run” me lembrou os vídeos do disco “Very”, do Pet Shop Boys. Não me recordo de celeuma parecida, na época.

Você não vê lá, mas vê aqui. Assista o vídeo abaixo.

A música fará parte de “The Odd Couple”, álbum ainda a ser lançado pelo duo. Eis as faixas do disco:

“Charity Case”
“Who’s Gonna Save My Soul”
“Going On”
“Run”
“Would Be Killer”
“Open Book”
“Whatever”
“Surprise”
“No Time Soon”
“She Knows”
“Blind Mary”
“Neighbors”
“A Little Better”

 

 

Uma máquina de gratidão

O mundo anda cheios de lugares comuns, frases feitas e discurso vazio. Isso tudo temperado com uma dose exacerbada de políticamente correto. Uma solução é a ferramenta online de criação de discurso de agradecimento no Oscar.

É importante para quem não é bom de improviso, de deixar a emoção comandar a fala. Teria sido muito importante para Sally Field, por exemplo. Quando ganhou o segundo Oscar, fez um discurso em que disse coisas como “You liked me, you really liked me”, fazendo menção à aceitação dos seus pares.

Karaokê do Pânico

Apesar dos excessos (que não são poucos), o Pânico na TV continua a ser um dos melhores programas de humor do Brasil. Aliás, mostra uma capacidade impressionante de recuperação. Recentemente, perdeu dois humoristas para o Show do Tom – Mendigo e Gluglu – mas agregou novos quadros e “comediantes”, como um Gluglu “oriental” e o karaokê do Pânico. Essa tradução de “Vertigo”, do U2, é excelente.

Com parcos recursos, conseguiram criar algo muito divertido. Já experiências de outras emissoras, como o já citado Show do Tom, Zorra Total e Praça é Nossa, embora invistam muito mais, são apelativos. Pior: são sem graça mesmo.