Matrix, 10 anos

Há 10 anos, Neo escolhia a pílula vermelha. No dia 31 de março de 1999, chegava aos cinemas norte-americanos Matrix, um clássico da ficção científica. Para comemorar a data, está sendo lançado nos EUA a versão em Blu-Ray do primeiro filme. Segundo o New York Times, o longa dos irmãos Wachowski era “um desses filmes com o raro poder de cristalizar momentos da sensibilidade urbana”.

Para o suplemento Link, do jornal Estado de São Paulo, o lançamento de Matrix marca o início da primeira década da era digital:

A eleição de Barack Obama, a produção de conteúdo colaborativo, a febre das redes sociais, equipamentos portáteis cada vez mais poderosos, a troca de arquivos P2P, filmes e programas de TV que se desdobram online como Lost, a revolução da computação em nuvem, a ascensão da internet móvel e a distribuição digital são eventos recentes que, de uma forma ou de outra, têm em sua gênese aquele ano no final do século passado.

Além disso, há uma boa análise sobre a ficção científica.

Imagem via flickr de Joanna-M

Via Láctea 3D

Esse Telescópio é uma escultura interativa com simulação em 3D de todo o universo conhecido. Apontando o telescópio em qualquer direção, imediatamente é exibido o que existe naquela região do espaço. Concebido e desenvolvido por uma equipe de Melbourne.

Via electronicmiracles.com

Clint e a natureza humana

“CLINT EASTWOOD é o melhor cineasta dos EUA. Não vejo nenhum herdeiro de sua coragem. Quase todo mundo teme a opressiva esquerda cultural americana que faz de qualquer pessoa uma vaquinha de presépio. Eastwood é um herdeiro da narrativa trágica norte-americana: enquanto o homem enfrenta sozinho a vastidão do ódio e da indiferença, testemunha os detalhes da beleza solitária de alguns dos seus semelhantes.
A cultura contemporânea é vítima da mania de ver a si mesma como agente do “bem comum” e, neste movimento, acaba por repetir, a exaustão, a ideia de que o homem seja capaz de escapar do destino. Esta posição é presa de uma dedução falsa: (1) sou “progressista” (otimismo social), logo, (2) tenho coragem. A lengalenga politicamente correta, que só agrada aos amantes de clichês (o “outro” é bom, os gays são bons, mães solteiras são legais, a democracia é linda, o multiculturalismo é o Éden), estimula a covardia estética.
Qual destino? Nas palavras do personagem que Eastwood interpreta em “Gran Torino” (um carro modelo 1972, grande objeto de desejo no enredo do filme que carrega seu nome): “o mundo nunca foi justo”.
[...]Eastwood leva ao limite a consciência trágica de que o ser humano está enredado numa teia que o esmaga, mas nem por isso os valores humanos como coragem, amor, generosidade, valem menos, se você está disposto a enfrentar essa teia.
Esta é a máxima que escapa aos olhos cegos de medo de que, ao final, o homem seja uma paixão inútil. Seríamos nós uma sombra que se bate contra o vento que passa?
[...]Eastwood é o velho “conservador” que se revela capaz de superar as “diferenças” em nome da resistência que esses adolescentes oferecem a violência de seus irmãos de sangue. Relendo as velhas cenas de duelos, Eastwood define a essência do heroi: quem quer verdadeiramente vencer o mal, não pode temer a morte. O filme supera o maniqueísmo bobo que a cultura barata da esquerda americana nos obriga a respirar. Para além da falsa oposição entre reacionários e progressistas, o cineasta aponta para o verdadeiro nó da condição humana, hoje e sempre: quem tem coragem de enfrentar o mundo sem ser parte do rebanho?”

Luiz Felipe Pondé, em texto publicado na Folha de São Paulo.

O processo criativo de Kutiman

“Primeiro penso com qual tipo de música vou trabalhar: funk, reggae, rock… Depois eu procuro um baterista. Acho que qualquer músico iniciaria o processo pela bateria. Depois procuro um bom “loop” [pequeno trecho de um instrumento repetido], um baixista, e só aí vou atrás de todo o resto.”

O produtor israelense Kutiman explica como fez o projeto Thru-YOU (já falado por aqui). Para criar sua orquestra coletiva, ele utilizou o software de edição de imagens Vegas, da Sony.

Romulo Fróes espalha sua música

“Nunca um disco meu rendeu tanto comentário antes mesmo de ser lançado, e isso comprova que esses blogs são a melhor forma de um artista nas minhas condições divulgar sua música”

Romulo Fróes, que disponibilizou o disco “No Chão sem o Chão” via download gratuito um mês antes de chegar às lojas em sua versão física. “Para viver de música hoje, eu preciso de um público que queira me ver ao vivo. Para chegar a isso, preciso espalhar meu som”, avalia. “Rádio e TV não fazem isso. Tenho que aproveitar que a internet faz. É minha única aliada.”

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