Youtube: um canal para chamar de seu

Criei um novo perfil no Youtube. Lá você encontra clipes, virais, comerciais criativos… Com isso, uso uma das características mais importantes do serviço: seu vasto conteúdo.

Como o YouTube virou uma midiateca global colaborativa, é possível encontar tudo por lá.

(O livro que abre esse post, Youtube e a revolução digital, de Jean Burgess e Joshua Green, é ótimo para explorar a história do serviço e as mudanças que ele gerou. Na verdade, a obra é bem mais ampla. Parte do Youtube para fazer um bom retrato da cultura participativa online. Imperdível).

Todavia, para exibir conteúdo próprio, acho o Vimeo melhor. Há tempos, por exemplo, permite postar vídeos de alta definição. Por isso, estou em ambos os espaços. É mais uma questão de mostrar seu trabalho numa embalagem melhor. Para ganhar dinheiro, o YouTube é a solução indicada. Mas isso é para para outro post. Por hora, fique com algumas dicas abaixo.

Social: Charles Cadé

http://www.vimeo.com/charlesc
http://www.youtube.com/cadedigital

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Atualização: 10/08/2010

Tiptoes, um filme rejeitado

Trailer de Tiptoes, filme de 2003 que, por não ter sido bem avaliado, foi lançado diretamente em DVD. No elenco, Kate Beckinsale, Matthew McConaughey, Patricia Arquete e Gary Oldman (que interpreta um anão).

Respeito, não condescendência

“Um dos maiores artistas vivos da música pop, Bob Dylan merece respeito, não condescendência. Se anunciar a aposentadoria, ou quando morrer, merecerá todo o espaço do mundo, mas, até lá, seus discos devem ser avaliados pelo que são, não por quem ele é.
[...]O que importa, para a Ilustrada, para o “Times”, para a “Blender”, para a “Uncut”, para a “Mojo” e para algumas outras publicações, é que “Together through Life” é um disco de Dylan; por isso, deve ser enaltecido e elogiado sem qualquer pudor.
***
Escrevi neste espaço, tempos atrás, sobre como o Brasil é um país que cultiva suas vacas sagradas. Em 2009, vemos que nada mudou. Caetano Veloso lançou “Zzzzzzzzzzzz zzz”, disco capenga, bobo, feito de composições que cairiam bem para um calouro de ciências sociais da PUC, e mesmo assim colheu elogios e confetes.
Chico Buarque publicou novo livro, “Leite Derramado”, e foi chamado de “novo Machado de Assis”. Enquanto isso, há gente nova e interessante publicando, gravando, compondo, filmando que não recebe um décimo dessa atenção porque seu “pedigree” ainda não está estabelecido.
Mas, vamos lá: Bob Dylan está melhor do que nunca; Caetano é um gênio e Chico Buarque se mostra um estilista das letras.”

Thiago Ney, na Folha de São Paulo. Já escrevi sobre temas similares aqui e aqui.

O que cabe no Twitter?

Um dos temas mais recorrentes no Twitter é monitorar quais seriam os assuntos “permitidos”. Não seria de bom tom falar excessivamente de esporte (Futebol ou F1), cotidiano, citar músicas no Blip.fm, usar o Twitter como comunicador pessoal (um MSN coletivo e aberto) etc.

Acho normal esse debate, até porque se trata de uma nova forma de comunicação. Acredito que se deve ter cuidado com o que se escreve no Twitter, mas isso é uma opção individual. Da mesma forma que temos zelo em relação a nossa vida pessoal, não confiando em qualquer pessoal, soa imprudente revelar tantas informações privadas numa ferramenta aberta.

Até porque Twitter é ferramenta, assim como blog. Usa-se da forma que quiser. Ademais, você escolhe quem segue. Posso achar desinteressante os aspectos mundanos de uma pessoa, mas para um ciclo restrito de contatos isso pode ser extremamente importante. Para quem opta por esse caminho, há sempre a opção de tornar privado o perfil.

Quem se deve seguir?

Outra discussão que ganhou destaque recentemente foi sobre quem devemos seguir. Alguns acreditam que se deve seguir quem acompanha nossas atualizações. Por outro lado, há quem defenda que o critério deve ser pessoal, sem amarras obrigatórias.

“Estou começando a achar que o Twitter seria um lugar bem melhor se não contasse a quantidade de seguidores de ninguém” comentou Peter Rojas, fundador do blog de tecnologia Engadget,  sobre o Twitter.

Para mim, o critério é a qualidade do conteúdo. Quem oferece boas informações, links interessantes, um bom texto (uma espécie de twitter-crônica), valem a pena ser acompanhados. Isso porque ampliam meu alcance, sugerindo dicas (textos, vídeos etc.) que talvez eu não tivesse acesso. Em suma, são RSS humanos, agregadores de conteúdo.

Se está preocupado em magoar alquém que conhece, mas acredita que as atualizações dessa pessoa são apenas ruído (resmungam demais, versam demasiadamente sobre aspectos pessoais), você não precisa dar “unfollow”. Há a opção de “muting”: escreva off @nomedapessoa e para voltar get @nomedapessoa.

Vida escancarada

De toda forma, acredito que há um excesso de contato. Até porque soam como um monólogo travestido de conversa. Não apenas no Twitter, mas em várias redes sociais. Muitas pessoas acabam enviando mensagem sem critério, convidando para comunidades desinteressantes, divulgando eventos e aplicativos que muitas vezes só fazem sentido para ela, e não para quem recebe. Estaríamos virando spammers pessoais?

Em nosso ciclo de contatos, há pessoas de todo tipo, que conhecemos por diversos motivos: gostos similares (música, cinema etc.), pessoas que estudam ou trabalham conosco… Achar que tudo que fazemos é relevante para essa gama heterogênea de contatos é, no mínimo, um equívoco.

Não quero censurar o uso dessas ferramentas, ou mesmo dizer como é sua utilização correta. Mas já há casos de pessoas que foram prejudicas por esse uso “desinibido” dos sites de relacionamento. Ademais, há outros perigos relacionados a essa exposição pública excessiva.

Optar por uma postura aberta é uma escolha sua. Todavia, reclamar de possíveis consequências negativas soa incoerente ou, no mínimo, revela pouco conhecimento sobre o assunto. Cada vez mais soa datado fazer distinção entre vida “on” e “off line”: se falamos coisas demais na vida “off line”, podemos ser inconvenientes, ser alvo de fofoca etc. A internet é uma nova tecnologia; o ser humano é o mesmo de sempre.

Certa vez, Tutty Vasques escreveu que “há muita reclamação de invasão de privacidade, mas há muita evasão de privacidade.” Falava de celebridades, mas a frase se encaixa ao mundo virtual.

Numa coluna do 02 neurônio, o coletivo brincava sobre o assunto. Trecho abaixo:

AS REUNIÕES de pauta são um dos momentos mais importantes do jornalismo. É quando editores e repórteres se juntam para decidir o que vai sair em um jornal, revista ou site. Nessa hora, repórteres aparecem com pautas que, muitas vezes, são gongadas pelos editores, de maneira nem sempre gentil. O repórter, no início, fica meio humilhado, mas aprende. Nem tudo interessa. E por que estamos falando tudo isso? Porque hoje existe um verdadeiro jornalismo de si mesmo. As pessoas (a gente, inclusive) escrevem no Facebook e no Twitter o que estão fazendo naquele exato momento e usam o MSN para propagar autonotícias. Meio maluco. O pior: as pessoas, definitivamente, não sabem o que é notícia!

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Citação

“Não acredito que toda a unanimidade seja burra, mas certamente é perigosa. Se você só convive com aqueles que pensam da mesma forma que você pensa, corre o risco a passar a acreditar que essa visão do mundo é a realidade, e isso tende a ser preconceituoso, fútil e limitado”.

Luli Radfahrer fala sobre a aula Magna que deu na ECA/USP.

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