Cultura web x cultura digital; tecnologia x humanismo

Os mais atentos devem ter notado que mudei uma das temáticas abordadas por aqui. Saiu “cultura web”, entrou “cultura digital”. A mudança decorre do fato que os novos meios de comunicação fazem parte de nossas vidas, e não faz sentido dar atenção exclusiva à internet.  Muitas vezes, soa como uma conversa auto-referente, como se a internet fosse um mundo à parte dos demais.

Há algum tempo, acho mais relevante abordar como interagimos com a tecnologia, como ela está mudando a sociedade que vivemos. Falarei sobre comunicação, mídias sociais, mas também abordarei um ponto de vista mais prático, como as pessoas estão utilizando essas ferramentas.

Há uma revolução acontecendo e, muitas vezes, o assunto do dia é o debate sobre uma mudança insignificante relacionada ao Twitter. Ou seja, uma ferramenta extremamente útil como o serviço de mensagens curtas é usado para falar do… Twitter. É tão interessante quando um roterista que faz filmes apenas sobre bastidores do cinema. Como solução ocasional, pode ser interessante. Quando rotina, se torna fórmula.

Como o cientista Michael L. Dertouzos afirmou, “nós cometemos um grande erro há 300 anos atrás, quando separamos tecnologia e humanismo. É hora de colocá-los juntos novamente.”  Por isso, esse é um dos motes desse blog.

Não que não seja relevante falar sobre essas novas formas de se comunicar. Até por serem novas, cabe a reflexão. Todavia, muitas vezes soa como uma conversa que não chega a lugar algum. É necessário criar critérios baseados em relevância, e não apenas no efeito novidade. Do contrário, estaremos dando destaque a factóides, esquecendo de abordar os assuntos realmente interessantes, analisando-os sem contextualizá-los, perdendo a noção de perspectiva.

Interessa-me muitos mais os experimentos do Kutiman, as mudanças trazidas pelos smartphones… Os moradores de ruas online, sobre os quais escrevi recentemente, têm uma visão mais objetiva da tecnologia: a usam de forma prática.

PS – Recomendo o site Link, do Estadão. As novidades da página refletem um conceito do qual compartilho. A tecnologia não é para ser admirada, mas sim utilizada. Para quem busca informação descomplicada sobre o assunto, eis o local certo para conseguir.

Trabalho colaborativo x redes sociais

Texto mostra as diferentes abordagens entre utilizar ferramentas 2.0 (wikis, blogs, sites de relacionamento etc) para trabalho colaborativo – importante, entre outras coisas, para fomentar a cultura da inovação -  e a abordagem mais pessoal das redes sociais.

A indústria da informação é uma das que podem lucrar com isso. É o que defende o vídeo acima: mostra a integração de ferramentas multimídia do The Daily Telegraph. Numa única área, trabalham profissionais de várias mídias. Coisas que me chamaram atenção foram o hub, que centraliza as atividades, os diversos deadlines durante o dia…

A química por trás do amor

Palestra da antropóloga Helen Fisher, da Rutgers University de New Jersey, na TED. Ela escaneou o cérebro de dezenas de pacientes para entender a química que existe por trás dos nossos sentimentos.

Apenas o Fim

O filme, depois de receber muitos prêmios (público no Festival do Rio e na Mostra de SP no ano passado), estreia hoje nos cinemas. É o primeiro filme do diretor Matheus Souza (então com 19 anos na época das filmagens). Conta a estória da despedida de um casal. Um deles, nerd.

O cliente tem sempre razão segundo a internet

Texto do jornal Valor Econômico mostra como a internet está desafiando um preceito industrial: quando maior a produção de um produto, maior barato ele fica.

Na rede, prolifera a produção customizada, de livros a roupas. E os custos não são elevados para o consumidor final, que muitas vezes decide quais as características desse produto.

Desde fevereiro, o Clube de Autores, que edita livros customizados,  já publicou mais de 670 obras, tendo vendido 1,2 mil exemplares.

8º Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia

Recebi por e-mail e vale divulgar. É sempre bom premiar novos autores. Em tempos de internet, de proliferação de alternativas (nem sempre de qualidade), tentar peneirar os nomes que merecem ser destacados é uma iniciativa válida.

Estão abertas as inscrições para o 8º Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia. Esta edição contemplará obras em meios eletrônicos e digitais, incluindo as seguintes áreas:

-Artes Interativas (ambientes imersivos, instalações interativas, simulação computacional e games);
-Arte e Ciência (vida artificial, arte transgênica, bioarte, robótica, inteligência artificial, sistemas de visualização e nanoarte);
-Artes do Corpo (vídeo-dança, vídeo-performance, dança digital e performances ao vivo de DJs e VJs);
-Artes Sonoras (composições digitais, eletrônicas ou eletroacústicas, remixes e instalações sonoras);
-Imagem Digital e Animação Computacional (vídeo, videoinstalação, dispositivos, animação, efeitos e simulações computacionais);
-Visões de Rede (ciberliteratura, poesia visual e sonora, webarte, dispositivos móveis e mídias locativas).

No total, serão concedidos R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais), distribuídos entre 7 (sete) prêmios: 4 (quatro) prêmios para Criadores em Meio de Carreira, 2 (dois) prêmios para Criadores em Início de Carreira e 1 (um) prêmio Hors Concours. As inscrições devem ser feitas até 5 de julho no site do Instituto Sergio Motta.

Para fazer o download do edital do 8º Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia e realizar as inscrições basta acessar o site http://www.ism.org.br/

Móveis Coloniais de Acaju e os novos rumos da música

“Nós somos da geração de bandas que nasceu num momento transitório. Como muitos, nos apoiamos na internet, vimos que as pessoas querem o download gratuito. Ganhamos dinheiro não com CD, mas com show. A indústria musical ainda vai perceber isso”

O vocalista do Móveis Coloniais de Acaju, André Gonzales, mostra a estratégia de atuação online da banda, que está lançando novo disco, C_mpl_te, via download gratuito. Segundo ele, o grupo faz música para dialogar, conversar com o público, responder a eles.

Intrigas de Estado, o filme que une nova e mídia tradicional

Hoje estreia o filme Intrigas de Estado (State of Play, EUA, 2009), thriller político sobre as relações entre poder e imprensa. No filme, uma espécie de Todos os Homens do Presidente contemporâneo, nova e mídia tradicional trabalham juntas: um jornalista de redação investiga um caso conjuntamente com uma blogueira. Trailer acima.

Sugestão: seria uma oportunidade para promover uma sessão especial com jornalistas e blogueiros, para debater os novos rumos da mídia.

Texto recomendado
O estado das coisas (State of Play)