Crime e tecnologia

“Muitas vezes o criminoso conhece bem sua vítima, vai executar o golpe sabendo sabendo informações que encontrou facilmente na internet. É a velha engenharia social”

José Mariano de Araújo Filho, Delegado do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, na revista InfoExame de julho, que analisa a tecnologia do crise. Para ele, é perigoso expor informações pessoais na web, em blogs e redes sociais. Segundo Araújo, surge um novo tipo de criminoso, o ladrão 2.0.

A tecnologia, em muitos casos, é neutra. O que difere é o seu uso. Criminosos, por exemplo, optam por usar VoIP -transmissão de dados via internet, como conversas online – ao invés de celular, visto que os dados são criptografados. Ou seja, são mais difíceis de interceptar, ao contrário de um telefone, que pode ser grampeado.

O Google Earth também é utilizado pelos criminosos. Ele é usado para mapear eventuais falhas de segurança nos condomínios.

Celulares (helicópteros e pombos correios já foram utilizados para levar telefones móveis para os presídios), chupa-cabras (equipamentos que memorizam as informações de cartões de crédito) e pequenas câmeras coladas perto dos caixas eletrônicos (até mesmo em suporte de panfletos) são outras táticas utilizadas.

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