No site da rádio, texto ganha destaque

A NPR  (National Public Radio), já citada por aqui como exemplo de quem está fazendo um bom trabalho online, lançou a nova versão do seu site.

Além das mudanças para melhorar a parte visual da página, a maior alteração foi ampliar o espaço de outras formas de divulgação. O texto, por exemplo, passou a ter um papel bem maior que anteriormente. O conteúdo focará em notícias, cultura e trechos dos programas de rádio mais populares.

Na prática, a NPR quer investir em conteúdo multimídia, não importanto o suporte da informação.

Outra vertente é dar mais visibilidade para as estações locais, incluindo suporte técnico, conhecimento e infraestrutura. As rádios locais seriam as mais afetadas pela internet, na avaliação da NPR.

Falando em rádio….  James Cridland analisa o futuro do veículo. Para ele, as empresas de rádio erram ao não investir no público jovem. Como solução, uma proposta que já está virando mantra: investir em múltiplas plataformas (celular, internet etc.)

2045, o ano em que os humanos serão eternos?

Muitas criações tecnologias recentes causam alumbramento. Mas tudo isso parece pequeno comparado com o que prevê o cientista Ray Kurzweil. A partir de 2045, seremos eternos. Não exatamente nossos corpos viverão para sempre: será uma espécie de continuidade de nossa mente, já que será possível transferir esses dados.

Além disso, os humanos vão se misturar com máquinas (trans-humanos) e serão mais inteligentes. O conceito foi batizado de singularidade.

Há mais. Problemas que nos aflingem atualmente serão facilmente solucionados. Como a poluição, que será combatida com nanorobôs.

Seria fácil tratar de forma irônica as ideias de Kurzweil. O que prega é tão inusitado que transformar suas crenças em chacota não seria trabalhoso. Ele quer, por exemplo, ressuscitar seu pai. Não voltaria numa forma humana, mas sim como “avatar”. Ademais, nesse ano foi criada a Universidade da Singularidade.

Recentemente, Ray Kurzweil virou matéria na Rolling Stone Brasil, InfoExame e Galileu. Apesar de apontarem que muitos desdenham das ideias de Kurzweil, os textos mostram o prestígio do inventor, que já ganhou muito dinheiro com suas criações. Ademais, previsões dele já se concretizaram anteriomente (o vídeo acima mostra um pouco da história de Ray Kurzweil).

Fantasiosas ou não, você tem de durar mais 36 anos para comprovar as ideias de Kurzweil. Ele mesmo se preocupa com isso. Toma mais de 100 complementos para se manter saudável.

Frase
“Já somos uma mescla de tecnologia biológica e não biológica. Algumas pessoas têm dispositivos eletrônicos implantados no cérebro, por exemplo. A última geração desses aparelhos permite que programas médicos sejam transferidos para um computador dentro do cérebro. Então, se considerarmos que, daqui a 25 anos, essas tecnologias serão mil vezes menores e bilhões de vezes mais poderosas, podemos ter noção do que será possível. E, mesmo que a maioria dos indivíduos não tenha computadores implantados no corpo, essas máquinas já são parte de nós”. (Ray Kurzweil)

Dica cultural
Documentário Transcendent Man, que conta a história de Ray Kurzweil. Trailer no começo do post.

Ray Kurzweil explica a singularidade

Há mais aqui.

Número de usuários de redes socias dobra em dois anos

Nos Estados Unidos, o número de usuários de redes sociais dobrou desde 2007. Atualmente, 55.6 milhões de adultos – ou quase um 1/3 da população – visita pelo menos uma vez por mês redes sociais online (dados da empresa de pesquisa Forrester).

Sites de relacionamento são mais populares que programas de conversa online (como o MSN). Todavia, ver vídeos, fazer compras online e utilizar e-mail são atividades mais populares que acessar redes sociais.

Por aqui, o domínio é todo do Orkut. Chega a ter frequência de uso quase 10 vezes maior que os demais.

Via

Revista Time usa imagem da internet como capa. Custo? 30 dólares

Recentemente, segundo o Nieman Lab,  a revista Time usou como capa uma foto do serviço de hospedagem de imagens Istock (veja a ilustração original e a versão da Time). O custo? 30 dólares.

Não é a primeira vez que a publicação faz isso. No ano passado, na matéria sobre a personalidade do ano (Barack Obama), a revista utilizou fotos publicadas no Flickr.

Curioso. Por vezes vejo material similar em outras publicações, na publicidade… Já vi até concorrente usar a mesma foto.

Como o jornalismo pode utilizar a mídia social [dicas]

Vou começar uma nova seção no blog, cujo objetivo é fazer consultoria gratuita e aleatória.

Na verdade, vez por outra já faço isso. Mas esse é especial. Começarei dando dicas simples sobre como o jornalismo poderia utilizar a mídia social. Atendo a pedidos de um amigo, que leu meu ebook Comunicação em Rede e pediu alguns conselhos sobre o assunto.

Há muitos simplificadores de endereços. No Brasil, um dos mais populares é o http://migre.me. Recentemente surgiu o http://uiop.me/.

Tenho visto alguns jornais citarem esses serviços nos textos, ao invés dos links longos originais (www.site.com.br/endereçodolink). É uma boa. Mais interessante seria criar suas próprias ferramentas, tipo nyt.com/endereço. Até porque esses serviços geram links de difícil memorização, algo como http://tinyurl.com/dmcdnumxgonqujo.

O http://tinyurl.com/, aliás, é um dos poucos serviços que permitem personalizar o link (exemplo: http://tinyurl.com/escolhaocomplemento). Sugiro sempre utilzar links personalizados, que dão a ideia do que o leitor vai encontrar no endereço (http://tinyurl.com/sitesobretalassunto).

Ademais, essas ferramentas poderiam ser utilizadas para, quando necessário, encaminhar não apenas para um link na internet, mas para vários. Exemplo: no endereço http://tinyurl.com/hoteisdemanaus, o visitante encontraria o link direto para os sites das hospedagens.

Twitter é ótimo, mas atinge apenas 11% dos internautas brasileiros. Claro, há sempre o poder multiplicador da internet, em que uma mesma informação pode ganhar outros caminhos (uma comunidade no Orkut, texto num blog, ser enviada por e-mail etc.). Todavia, não esqueçam do Orkut, muito mais utilizado entre os brasileiros. E os fotologs, também amplamente usados, mas geralmente esquecidos.

Para além da criação de perfis e comunidades em redes de relacionamento (vide Orkut), poderiam ser criados aplicativos específicos. Um aplicativo no Orkut, por exemplo, poderia citar as opções de lazer do fim de semana. Se os usuários puderem votar nas melhores atrações, sugerir outras opções e encaminhar para seus contatos, melhor. Usar o celular para mandar essas informações via torpedos seria outra boa opção.  Ir até os leitores, nas diversas plataformas que eles utilizam.

Outra ponto relevante é utilizar nas matérias recursos da web 2.0 como complementação dos textos. Uma matéria sobre restaurantes vegetarianos pode apontar para um mapa no Google Maps com os endereços dos estabelecimentos citados. E, como esses dados são facilmente exportados, um mapa com todas as opções de lazer da cidade poderia receber essas informações, servindo de referência. Ou seja, o mapa geral seria sempre atualizado pelos mapas específicos.

Nas cidades turísticas, a cobertura poderia ser feita não apenas para quem mora na cidade, mas também para acolher visitantes. Criar uma página específica, para que ele aproveite o que há de melhor na localidade, quais as atrações do período, podem ser relevantes, principalmente no período de férias e nos feriados prolongados. Até porque muitas pessoas pesquisam em buscadores -Google!- para procurar informações sobre os locais que irão visitar. E, isso, claro, acompanhado de mapas no Google Maps. Gerais, como várias informações sobre a cidade (discotecas, pontos turísticos, parte histórica, lugares de apoio ao turista etc), e específicas (locais para sair à noite, restaurantes etc.). Pensar no todo, mas também pensar em gostos específicos.

Lembra-se dos mapas dos restaurantes que citei acima? Esses dados podem alimentar outros recursos, trafegando por muitos caminhos. A atividade diária própria do jornalismo ajudaria a manter esses dados sempre atualizados.

Ou seja, não pensar o link apenas para conectar endereços eletrônicos, mas como mentalidade para criar vínculos diversos, para gerar conhecimento.

Enfim, são alguns pontos. No ebook, há diversos casos de bons exemplos de boas iniciativas online. Faça outras sugestões nos comentários.

Sempre lembrando: minhas ideias não são open source. Em alguns casos, trabalho sob licença creative commons.

Imagem via Flickr de PPL 2A

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