Crie seu e-mail no MySpace

Como já havia comentado por aqui, o MySpace pretendia lançar seu serviço de webmail.  E, desde ontem, o MySpace Brasil liberou, em fase beta, a criação de seu endereço eletrônico (seunome@myspace.com).

Um dos recursos interessantes é que você pode exportar sua lista de contatos de outros webmails, como Gmail, Yahoo, Hotmail e UOL.

Outro detalhe interessante é que você pode modificar seu endereço no serviço (www.myspace.com/seunome). Antes, já era possível personalizar a url, mas depois de criada, não poderia mais modificar. Agora você tem mais uma chance para fazer isso. Não precisa se preocupar em atualizar o endereço anterior, já que ele vai redirecionar, automaticamente, para a nova página.

O serviço em si ainda é muito simples. Não lembra as inovações do Gmail. Parece mais uma versão antiga do Hotmail. Espero que a versão definitiva seja mais robusta.

De toda forma, é uma mão na roda para bandas personalizarem suas formas de contato, já que muitas usam o MySpace como base de divulgação.

Meus espaços por lá são:
www.myspace.com/charlescade
www.myspace.com/non-stop (projeto como DJ)

Japão e tecnologia

http://vimeo.com/2721992

Como prometido, a visão do Japão por um brasileiro. Na verdade, o texto foca apenas sobre o aspecto tecnológico. Deixei o texto, basicamente, da forma que recebi. Ou seja, com cara de e-mail.

O autor é o Matheus Carvalho, que faz pesquisas na área de biogeoquímica isotópica. Já morou no Japão e em Taiwan e atualmente reside na Austrália.

Tóquio

Tecnologia de ponta

Passei muito tempo no Japão, então conheci muitas pessoas. Eh difícil saber por onde começar.

O Japão eh um país que sabe que eh avançado e tem orgulho disso. Em vários programas de televisão a gente vê reportagens em que os japoneses mostram campeonatos entre universidades para ver quem faz o melhor robô, por exemplo. As vezes eh um jogo de basquete entre robôs, as vezes os robôs tem que cumprir alguma tarefa predeterminada no menor tempo possível. Existem competições de quem faz o melhor planador sem motor, ou seja, os universitários (tem que ser alunos!) constroem um planador, escolhem um piloto, que vai pedalando dentro do aparelho, e põem o bicho pra voar. Quem chegar mais longe ganha.

Visitei uma vez um museu de alta tecnologia, com um protótipo de carro do futuro, com 8 rodas. Não precisa de rua, ele pode passar por cima de obstáculos. Não precisa nem de motorista: pode ser controlado de casa como num videogame. Outro dia estava passando na televisão um egípcio que estudava as pirâmides, cheio de mistérios pra desvendar. Pois os japoneses mostraram uns 3 tipos de robô-cobra que entram em qualquer buraco, e o cara ficou doido, disse que ia levar o robô no avião e usar assim que voltasse pras pirâmides.

Tóquio

Símbolo tecnológico

Talvez o sinal mais evidente de alta tecnologia na vida dos japoneses seja o celular. Os modelos são bem mais avançados que no Brasil, sem duvida. São amplamente usados.

Um possível estereotipo do japones eh que qualquer criança sabe usar muito bem um computador. Isso eh um mito. Encontrei varias pessoas na casa dos 20 anos que nem tinham uma conta de email (no celular tinham, claro), não sabiam fazer nada no Office da Microsoft etc. Então imagine a geração mais velha. Tem muitas pessoas que nunca usaram um computador. Entre os jovens, eu diria que há muitos que usam muito pouco.

Hotel Cápsula

Hotel Cápsula

Acho que japoneses gosta de coisa simples. Computador ainda eh muito complicado. Mas coisa simples pega. Por exemplo, máquina de vender refrigerante automática tem em todo canto. E essas máquinas são adaptadas pra tudo, até pra pagar conta de hotel.

Essas coisas práticas existem em todo lugar e todo mundo usa, porque são simples, eu acho. Não existe um gosto por tecnologia por si só no grosso das pessoas. Acho que existe uma admiração, e existem muitos engenheiros no Japão fazendo o trabalho duro, esses sim devem ser uns maníacos. Lembre-se: eh normal trabalhar no Japão ate depois de meia noite, especialmente nas universidades. A produtividade pode ate nem ser tão alta, mas com tantas horas de trabalho acaba saindo alguma coisa boa sempre.

Revolução artesanal

Parece que antes da revolução industrial houve o que eles chama de “revolução artesanal” (esse termo eh meu, em inglês eh “industrious revolucao”). Antes de chegar a industria no Japão, os japoneses foram muito criativos e inventaram muitas formas legais de artesanato. Essas coisas se mantém até hoje e obviamente os japoneses são bem orgulhosos delas. Pudera, os artesanatos são muito bem feitos mesmo. Estou mencionando isso porque se você for ver, por exemplo, miniaturas, as mais bem feitas são no Japão. Viaje para qualquer país do mundo, você não acha lembrancinhas tão bem feitas quanto as do Japão em canto nenhum.

Trem bala

Trem bala

Eu acho que isso explica um pouco também o sucesso dos japoneses na área tecnológica. Os caras capricham. Sabe quando a gente trabalha 8 horas e consegue 90% do que quer, mas precisa trabalhar 20 pra conseguir os 100%? Pois eh, os caras vão até os 100% sempre (ok, quase sempre!).

O que eu acho que quero dizer eh que no Japão existe um ambiente em que o esforço (individual ou coletivo) eh muito valorizado. Isso estimula as pessoas a trabalhar muito. Além disso, existe uma valorização muito grande do que eh novo e bom. O velho eh valorizado também, mas se o novo for melhor eh o novo que predomina.

Curiosidade
No Japão eu vi varias vezes pessoas usarem processadores de texto, aquelas coisas entre uma máquina de escrever e o word. Eu nunca tinha visto antes, achei interessante. Obviamente só quem usa são os mais velhos e estão caindo em desuso bem rápido, Mas demonstram que antes do uso do computador explodir no Japão a tecnologia já andava.

As fotos também são de Matheus Carvalho. As duas primeiras são da cidade de Tóquio.

O futuro dos blogs. Aliás, blog tem futuro?

“Com a proliferação de ferramentas que pulverizam a publicação e o compartilhamento de conteúdos, creio que o caminho está na transformação dos blogs em “lifestreamings”, agregando tudo que um blogueiro produz nas diversas contas que possui em mídias sociais. Além disso, é fundamental que um blogueiro esteja atento para a necessidade da implementação de um sistema de integração de trackbacks e comentários feitos não apenas no espaço de seu blog, mas também no Twitter, Facebook, Google Reader etc., usando plugins ou serviços de social media comments, como Chat Catcher, Disqus e Tweetbacks. Afinal de contas, blogs são conversações, e elas estão acontecendo a todo instante e nos mais diversos ambientes”.

Alexandre Inagaki, em entrevista ao site Nós da Comunicação.

O caderno Link  aborda o futuro dos blogs. Acho uma equívoco falar, de tempos em tempos, sobre o fim da blogosfera. Primeiro o culpado seria o RSS, agora o algoz é o Twitter.

Ademais, como escrevi no meu ebook Comunicação em rede, geralmente, quem mantém blogs também disponibiliza informação em outras frentes: mensagens curtas no Twitter, fotos no Fotolog ou Flickr, vídeos no YouTube, faz curadoria de conteúdo em fóruns e comunidades de redes sociais… Por isso, o termo blogueiro soa limitador. Falei também sobre presença online no texto Vida Digital 3.0.

Algo mais apropriado seria produtor de conteúdo. Já jornalista é um termo guarda-chuva mais eficiente. Apesar de profissionais da área se dedicarem a um segmento específico (radiojornalista, por exemplo), não deixa de ser caracterizado apenas como jornalista.