Que blogs devo acompanhar?

Vez por outra, alguém me pergunta sobre dicas de blogs para seguir. Nos sites que mantenho, sempre há um blogroll com algumas sugestões (lista na tabela lateral direita).

Outra opção é conferir a seleção com 101 blogs gringos criada pelo site BloggingTips. Há páginas sobre design, produtividade, escrita, mídia social, SEO, marketing etc.

Qual blog internacional acrescentaria nessa lista?

Atualização
Depois que publiquei esse post, vi mais duas seleções de páginas internacionais essenciais. Uma foi feita pela TED e a outra é do blog Techradar.

Impressões sobre minhas andanças em Manaus para debater comunicação e cultura digital

Na semana passada, estive em Manaus-AM para abrir a XII Semana de Comunicação Social Uninorte. Falei sobre comunicação, novas mídias e cultura digital. Em destaque, o papel do comunicador on-line, como o leitor se porta nesse novo ambiente, jornalismo colaborativo, os novos sites de notícias hiperlocais, o que é realmente engajar a audiência (e não apenas criar espaço de comentário nos sites) como a tecnologia pode colaborar no processo jornalístico, a narrativa transmídia, a cultura do remix etc.

Falei de pontos práticos, alguns já abordados no e-book Comunicação em Rede, outros aprofundarei por aqui, como o conceito de beat blogging e Linking data.

Acho que o papo foi proveitoso, com manifestações positivas sobre a palestra.

Sempre bom encontrar pessoas acolhedoras. Após uma entrevista ao vivo na TV, a apresentadora me deu um abraço apertado. Sem esquecer também as iguarias do local, como cupuaçu (até ontem comia doces da fruta que trouxe da viagem) e peixes.

Sobre o evento em si, meu objetivo foi mostrar que, mais que desafios, há oportunidades nesse novo cenário. Muitas vezes, quando converso com estudantes e profissionais de comunicação, vejo que há uma ansiedade, uma busca por respostas definitivas. Não há. O futuro não virá, será sempre uma realidade em transformação (como sempre foi, aliás).

Como defendi em entrevistas e na palestra, os impactos são amplos. E estamos apenas no início da criação de uma sociedade conectada. Atualmente, são mais de 1 bilhão e meio de internautas no mundo. De acordo com uma pesquisa da empresa comScore World Metrix, 60% dos internautas usaram redes sociais on-line em março.

São pessoas que estão interagindo, criando conteúdo, fazendo manifestações on-line, criando arte coletivamente, compartilhando conhecimento etc. Com a ampliação do número de pessoas que utilizam as novas mídias, a influência tende a aumentar ainda mais.

Antes, a indústria da informação era dominante, agora convive com outros agentes, já que qualquer internauta pode criar sua própria publicação on-line: blogs, podcasts, twitter etc.  Para Chris Anderson, editor da revista Wired, os meios tradicionais de comunicação deixaram de ser um monopólio, a única maneira de distribuir notícias.

Independente de serem meios tradicionais ou novos, o que vale é o capital social, a visibilidade e a credibilidade que se tem junto a um determinado público.

No caso da cultura, a criação coletiva se faz presente. Fãs dedicam-se à cultura do remix, em que retrabalham criações de outros artistas. Não só: as possibilidades multimídia da internet permitem cada vez mais a implementação de projetos transmídia, quando uma mesma estória trafega por diversos meios de comunicação (TV, internet, videogame, cinema, livro etc.).

Atualmente, há diversos tipos de dispositivos eletrônicos que permitem a comunicação e a colaboração entre as pessoas. Todavia, como defende Henry Jenkins, autor do livro Cultura da Convergência, a verdadeira convergência não ocorre por meio de aparelhos, mas sim entre cada indivíduo e as interações sociais que constroem. As novas tecnologias respondem a essa demanda, são o meio para que esse processo ocorra.

Hoje, os dois setores mais afetados por essas inovações são comunicação e entretenimento. Mas a evolução das novas tecnologias será vista em diversas áreas.

Até uma próxima.

Na imagem, Shopping Manauara, centro comercial que mantém uma mini-reserva florestal. Ela já existia no local onde seria construído o shopping, que optou por mantê-la no projeto. Foto publicada no meu Flickr.

Manaus

Como busco não ser um blogueiro mesquinho, sempre que posso procuro interagir com outras pessoas: pedindo dicas, recebendo sugestões de pautas, propondo debates, recebendo autores convidados etc. Além de ampliar as visões, possibilita divulgar o trabalho de outras pessoas.

Nesse conceito de blog “código aberto”, inauguro outra seção. Quando visitar uma cidade, vou divulgar um texto sobre ela. Não apenas versar sobre os pontos turísticos, mas também descobrir o que é menos visado, mas que pode ser agradável ser descoberto.

Na estreia, texto do biólogo Alexander Vieira sobre Manaus-AM.

Manaus é uma cidade de cerca de 1.700.000 habitantes e em parte não foge muito a regra de qualquer cidade grande: um mundo urbano de concreto com seus prédios, carros, trânsitos complicados, shoppings etc. Na questão da estrutura física, como qualquer outra cidade grande, Manaus tem de tudo para todos os gostos: Shoppings, restaurantes, baladas (de todos os tipos para todas as tribos), cinema, teatro, eventos culturais etc. Claro que proporcionalmente ao tamanho da cidade.

No final das contas, hoje em dia, o que faz uma cidade especial não é tanto sua estrutura física e sim sua localização geográfica e principalmente as pessoas que vivem ali, sua cultura e seus costumes.

Apesar de Manaus ser uma cidade grande, as pessoas ainda guardam um ar de simplicidade interiorana, isso pode ser porque migrações dos interiores são constantes e recentes e/ou porque a cidade cresceu muito rapidamente após a instituição da Zona Franca e não houve tempo das pessoas perderem essa característica (tomara que não percam).

Manauaras são bastante calorosos e amistosos, destaque faço ao jeito todo especial de falar que mostra bem isso, por exemplo, quando conversamos com alguém ouvimos coisas como “Meu amor, você tem quem fazer assim” ou “Paixão, isso é assim”. É difícil de explicar, existe uma “amorozidade” bem particular no jeito de ser e falar. Só vivenciando para entender.

Manaus é uma cidade quente (coloca quente nisso). Se digitar o nome da cidade na busca do Twitter verá que um dos assuntos principais (se não o principal) é o calor, mas não poderia ser diferente devido a localização geográfica do município. Então, andando por aqui é sempre bom não esquecer de usar protetor solar e andar com uma garrafinha de água.

Turismo

Entretanto, essa localização geográfica é bem interessante do ponto de vista turístico porque a cidade está no coração da floresta amazônica com muitos atrativos para visitação. Além de museus, centros culturais etc., você pode visitar o Rio Negro, os banhos/balneários nas estradas e nas cidades vizinhas; é muito fácil ir para Presidente Figueiredo e usufruir dos inúmeros atrativos naturais, como as famosas cachoeiras desse município.

Uma coisa que percebo é que o turista comum acaba não aproveitando todo o potencial turístico da região por desconhecer outras opções. Pode-se fazer muita coisa sem gastar muito.

Vale falar também da culinária local, com pratos feitos com os peixes da região, uma delícia. Cuidado com um peixe chamado jaraqui, pois dizem que “quem come jaraqui não sai mais daqui”.

Não se pode, também, deixar de tomar um bom Café Regional com tapioca, cuscuz, bolos, macaxeira, pamonha, pupunha etc. Quem não comer pão e/ou tapioca com tucumã não veio a Manaus. Também não pode deixar de provar o tacacá.

Manaus também é uma cidade cosmopolita. Com sua economia vibrante e crescente, atrai gente de todo o lugar do país: você anda pela cidade e vai ouvindo sotaques diferentes e vai vendo jeitos diferentes.

Alexander Vieira
Biólogo, 28 anos, mora há 2 anos em Manaus trabalhando no Centro Regional de Manaus do Sistema de Proteção da Amazônia
(www.sipam.gov.br) e é colaborador da Associação Ocareté (ocarete.org.br).

Redes Sociais:
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50 aplicativos para freelancers

Cada vez mais surgem boas opções de aplicativos on-line para as mais diversas funções. Já criei, inclusive, uma lista sobre o assunto.

Há também muitas opções específicas. O site WebAppStorm, por exemplo, fez uma seleção das melhores ferramentas na web para quem trabalha de forma autônoma.

Há aplicativos para finanças, gerenciamento de projetos, becape virtual, suíte de aplicativos on-line (como o Google Docs), divulgação de portfólio etc. Vale a visita.

Como criar uma websérie de sucesso?

A página Imedia Connection analisa as webséries, cada vez mais utilizadas por empresas para divulgar seus produtos.

Para criar um verdadeiro “show social”, e não apenas emular conceitos da TV, pode-se apostar na interatividade com o público. Não se trata de criar um espaço para comentários. A audiência pode contribuir participando de jogos, quizz e pesquisas; fazendo sugestões sobre os rumos da trama e remixando vídeos.

No Brasil, um bom projeto é o 2012 Onda Zero. Para outras opções, o blog Tecneira listou as webséries mais vistas da internet.

Qual a função do jornalista na “era da informação”? [por Bruno Cardoso]

Sempre que alguém me faz essa pergunta eu respondo: A função do jornalista, ontem, hoje e, provavelmente, assim será sempre, é de informar. E outra coisa que sempre me perguntam: a Internet não extinguirá a mídia impressa, nem a TV, nem os livros e nem o rádio, pelo menos não por enquanto. O problema é que tem muita gente anda confundindo o meio com a mensagem e isso é um erro muito grande.

Estamos diante de inúmeras transformações tecnológicas que ocorrem em uma velocidade cada vez maior e afetam nossa vida de maneira irreversível. Com tudo isso acontecendo, é necessário que o jornalista, como qualquer outro profissional, se adapte a essas mudanças para garantir sua sobrevivência profissional. As máquinas de escrever estão extintas há tempos. Porém, aqui é que nasce o primeiro problema, quem deve se adaptar é o jornalista e somente ele. O Jornalismo deve e, como já disse anteriormente, deverá sempre, permanecer intacto com sua ideologia e seus princípios, ou então, perderá o sentido de sua existência.

Considero errôneo afirmar que os blogs e Cia. matarão o Jornalismo. Na minha mais sincera opinião, causará, no máximo, algumas feridas em alguns jornalistas mais desprevenidos e desavisados.  Blogs, assim como os micro-blogs, as redes sociais e todas essas Mídias Sociais, são somente meios. E, por mais que possam levar aos mesmos fins, podem ser, também, utilizados para se fazer Jornalismo, ou não.

Web 2.0? Consumidores e produtores de informação assumindo o mesmo papel? Jornalismo Cidadão? Não ainda. Pelo menos eu não considero um produtor aquele que somente re-embala o alimento. Hoje, o que mais vemos nessa “nova imprensa” (odeio esse termo), feita por anônimos, são materiais produzidos com base na mídia tradicional ou opiniões recheadas de interesses pessoais sem caráter informativo. Ah, e democracia é uma utopia.

Agora, se me perguntarem quem vai pagar pela notícia no futuro, aí sim, eu não sei responder. Creio, inclusive, que ninguém tenha essa resposta. Mas, uma coisa eu garanto: alguém vai acabar pagando, mesmo que sem saber. Nem que seja com nosso bem mais precioso: o tempo. E tempo é dinheiro. Pelo menos é o que dizem. Como transformá-lo em papel moeda é que será a grande sacada.

Código Aberto – seção dedicada a receber autores convidado no blog
Autor: Bruno Cardoso
Formado em Jornalismo e em Sistemas de Informação.
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Blog: http://blog.ojornalista.com/