Google ensina como sites de notícias podem obter destaque nas buscas

O Google divulgou um vídeo de 15 minutos com informações sobre como funciona seu sistema de ranking de notícias, dando dicas sobre as melhores práticas na publicação de textos, como ele pode aparecer numa melhor posição no buscador.

O Google classifica textos novos em melhor posição que antigos. Notícias locais tem mais peso.

O gigante das buscas procura imitar o comportamento dos usuários na escolha das fontes. Para isso, monitora os hábitos dos internautas, classificando as seções mais renomadas dessas publicações (se um jornal é conhecido por sua editoria de esportes, por exemplo).

Através desse monitoramento, o Google descobriu que os leitores não estão interessados apenas nas últimas notícias.

Em casos de arquivos multimídia, como vídeos e imagens, é necessário trazer as transcrições do vídeo ou descrição textual do arquivo.

Para quem procura outras dicas, o blog Novo em Folha traduziu um texto do site Journalism.co.uk com dicas para escrever um texto “achável” pelos sistemas de busca. Vale a visita.

“Hoje o mangue beat não passaria de duas comunidades no Orkut”

“Tenho participado de debates sobre cultura e percebo que, a despeito de toda a questão do acesso democrático e da maior visibilidade que chegaram com a internet, um fato inegável é que a web tem desestruturado quase todas as cadeias que se envolvem com a digitalização, do jornalismo à música. Hoje é moda celebrar a web, dizendo que finalmente nos livramos dos malas da indústria fonográfica. Tudo bem, a indústria até tinha um aspecto predatório, mas uma coisa é você defender a ausência da indústria, a ausência da cadeia produtiva. Se o mangue beat tivesse surgido num ambiente parecido com o que rola hoje, com gravadoras em crise, talvez o mangue beat tivesse se limitado a uma ou duas comunidades de Orkut, uma coisa de gueto. [No início dos anos 90] A Sony foi a Recife, contratou o Chico Science e bancou o primeiro clipe da banda, que rodou direto na MTV. Finalmente a indústria olhava para nós. E teve um efeito multiplicador forte. As pessoas esquecem isso. Hoje há uma situação sem indústria, sem cadeia produtiva. Está se instalando uma religião da tecnologia, um fundamentalismo tecnológico. Fala-se muito em economia sustentável, mas na cultura não existe consumo sustentável.”

Fred Zero Quatro, do Mundo Livre S/A, fala sobre a nova economia da música.