As ’50 melhores animações’ do mundo

A seleção saiu na revista britânica Time Out. O cineasta Terry Gillian colaborou.

1. “Meu vizinho Totoro” (1988), de Hayao Miyazaki
2. “Branca de Neve e os sete anões” (1937), de David Hand
3. “Pernalonga e Papaléguas – o filme” (1979), de Chuck Jones e Phil Monroe
4. “Fantasia” (1940), vários
5. “Toy story” (1995), de John Lasseter
6. “A viagem de Chihiro” (2001), de Hayao Miyazaki
7. “Yellow Submarine” (1968), de George Dunning
8. “As bicicletas de Belleville” (2003), de Sylvain Chomet
9. “South Park: Maior, melhor e sem cortes” (1999), de Trey Parker e Matt Stone
10. “Robin Hood” (1973), de Wolfgang Reitherman
11. “Bambi” (1942), de David Hand
12. “Grave of the fireflies” (1988), de Isao Takahata
13. “Dumbo” (1941), de Ben Sharpsteen
14. “Gandahar” (1988), de René Laloux
15. “O gigante de ferro” (1999), de Brad Bird
16. “Akira” (1988), de Katsuhiro Otomo
17. “The brave little toaster” (1987), de Jerry Rees
18. “Mowgly, o menino lobo” (1967), de Wolfgang Reitherman
19. “When the wind blows” (1988), de Jimmy T Murakami
20. “Pinóquio” (1940), de Hamilton Luske & Ben Sharpsteen

DicaVia

Como trabalhar remotamente de forma colaborativa

Depois que escrevi sobre minha atuação como consultor de comunicação sem “respeitar” diferenças geográficas, algumas pessoas me perguntaram, na prática, como faço isso. Na verdade, muitas vezes brinco dizendo que não trabalho em casa, mas durmo no trabalho.

Para quem quer saber mais sobre o assunto, o Webdesign Depot  produziu um guia sobre como trabalhar à distância colaborativamente. Mostro algumas das ideias abaixo, adaptando ao cenário nacional e adicionando práticas minhas.

A aproximação

O primeiro passo é construir confiança mútua. Reuniões via Skype ou telefone podem ser úteis.

Se optar pelo vídeo, não esquecer de se vestir apropriadamente, bem como estar num local que lembre uma atuação profissional (mesmo que seja na sua residência). Outra tática é envolver o cliente no processo, para que ele se sinta ouvido, colaborando no trabalho.

Esse contato inicial deve servir também para você sondar o terreno. Não fique entusiasmado com possibilidade do novo trabalho e esqueça dos demais fatores. Ao invés de apenas agradar ao contratante, aproveite também para conhecer um pouco mais sobre ele. Pesquise a reputação da empresa. Pode ser na internet. O ideal seria checar no mercado, para saber se o contratante tem temperamento difícil, é mal pagador etc.

Pagamento: honorários, impostos etc.

Não caia no erro de cobrar pouco pelo serviço. Pode estar colocando um teto de preço baixo no valor do seu trabalho, que servirá de referência para futuros contratos.

Se não é pessoa jurídica, terá de acordar o tipo de recibo. Pode optar por nota avulsa (na Secretária da Fazenda do município onde reside) ou RPA (recibo de pagamento a autônomo; modelo e dicas de preenchimento aqui). Precisará de alguns dados seus e do cliente. Dependendo do que foi acordado, você também terá de recolher impostos: INSS (11% do valor bruto; pode fazer sua inscrição de contribuinte no site do INSS), ISS (novamente, na Secretária da Fazenda do município onde reside) e imposto de renda, quando o valor passa de um certo teto (no site da Receita, você pode calcular a alíquota que incide sobre seu serviço).

E como você recebe? Não embarque no “depois a gente conversa”. Pode fatiar o pagamento em duas parcelas: na metade e no final do trabalho. Pode receber via depósito bancário ou sistema online. No Brasil, PagSeguro ou o Paypal são opções. Mas há taxas.

Desenvolvimento

Depois da prospecção, não inicie logo as atividades. Não esqueça de ter um contrato assinado, com texto claro, que diga quais são as obrigações e responsabilidades de cada parte. No caso de textos ou trabalhos visuais, você tem de estipular o número de revisões do cliente. Do contrário, pode estar dando boas vindas ao retrabalho, estouro de orçamento, prazos dilatados etc.

É importante que saiba qual o trabalho a ser realmente realizado. Não comece a atividade com ideias gerais ou com poucas informações.

Se o cliente possui vários subordinados, é importante definir quem é o responsável pela aprovação do material e quem vai servir de suporte (envio de material para pesquisa, por exemplo, ou para tirar eventuais dúvidas).

É necessário estipular os prazos do projeto (e das etapas). Não apenas seus, mas também dos clientes (aprovação, envio de materiais etc.) Se houver atraso, muitos contratantes esquecem que demoraram a remeter o que foi acordado, mas lembram-se de cobrar o material final. Por isso, deixe claro que a protelação da entrega pode refletir em mais custos.

O ideal seria utilizar ferramentas on-line, desde gerenciamento de projetos (Basecamp) até suíte de aplicativos (como o Google Docs). Todavia, a maioria dos clientes vai utilizar apenas o e-mail mesmo, até por pouca vivência desses aplicativos on-line. Seja cético mesmo quando eles prometem que vão utilizar esses recursos. Muitos aderem no início e vão abandonando com o tempo.

Por outro lado, seja criativo. Busque soluções alternativas. Muitas vezes, o cliente pode prometer, mas não cumprir (envio de imagens, informações etc.) Procure na internet, por exemplo, material que opera com licença creative commons. Ganhará pontos.

Outro detalhe importante é não atrelar sua atividade a outra demanda (exemplo: você fez os textos, mas outro profissional ficou responsável pelo design). Pagamentos e prazos devem ser distintos, a não ser que seja contratado para desenvolver todas as etapas do projeto.

Como o contato será feito de forma virtual, tome cuidado com a comunicação. Evite ser direto ou coloquial demais, bem como não inunde o cliente com mensagens repetitivas. Eu utilizo relatórios (semanais ou quinzenais) que lembram o andamento das atividades e solicitam feedbacks do que está sendo realizado. Isso é ótimo também para transcrever contatos via telefone. Dessa forma, evita-se problemas de comunicação. Afinal, não será possível dizer depois “não foi isso que acordamos por celular”. Nos relatórios, deixe claro o que já foi feito e, caso seja aprovado, informe que está partindo para outra etapa. Seja pró-ativo, é melhor do que ser cobrado. Ademais, permite que você se organize melhor.

Também seja acessível. Responda prontamente e-mails e fique disponível no horário comercial. Também mando lembretes via SMS. Não é para escrever tudo de novo. Pode ser uma mensagem breve, ou uma simples sugestão para que ele confira o e-mail, com mais detalhes.

Guarde todas as mensagens trocadas (vai por mim, garante sua segurança). Se possível, peça automaticamente a confirmação de e-mail (já me evitou bastante confusão, no estilo “não recebi tal e-mail”, “não foi o que combinamos” etc.). Caso não receba resposta, envie novamente. E, se notar que a comunicação está truncada, ligue para ele.

Conclusão

Entregue o trabalho no prazo. Depois de conversar sobre ajustes, realize-os e entregue a versão final ( tipo de arquivo gerado no software estipulado). Deixe claro, de forma polida, que o trabalho chegou ao fim. Isso evita que o serviço “ressurja” novamente para ser revisado ou até mesmo passe por profundas mudanças, porque algum pitaqueiro próximo ao cliente resolveu mostrar seu talento como diretor de arte ou editor de jornal no momento inapropriado.

Acabou? Ainda não. Depois, espalhe o seu bom trabalho no blog que mantém, perfis nas redes sociais segmentadas, como o DeviantArt… Apesar de ser mais geral, o Flickr é outra opção. Convide o cliente também para dar depoimento. O LinkedIn, por ser a maior rede profissional digital, é o melhor destino para isso.

Pode parecer que as dicas dadas são mais vantajosas para os contratados, mas são tão relevantes quanto para os contratantes (no texto Home Office Agora é Lucro! há mais vantagens para os clientes). A maioria deles está envolvida em outras atividades, até porque muitas das demandas solicitadas não fazem parte do seu core business. Por isso, se ele está tercerizando determinada atividade, é melhor também que você assuma as rédeas do projeto.

Teria mais alguma dica? Compartilhe nos comentários.

#ficaadica
Se é iniciante, use sua imaginação para construir seu portfólio. Mantenha um blog e faça bons textos. Se é designer, crie um tumblr ou use uma rede específica para criativos visuais, como a já citada DeviantArt, para soltar sua inventividade. Também pode realizar trabalho para ONGs ou instituições de caridade. Enfim, há muitas opções, não ter emprego não é desculpa para não possuir experiência.

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50 aplicativos para freelancers

Imagem via Flickr de DarthNick

Atualização: 10/01/2012

Podcast Hit me! # 4 – Especial funk

Mais uma edição especial do podcast Hit me! Em destaque, o funk nacional. O programa não tem a intenção de analisar sociologicamente o assunto, tampouco abarca todas as principais músicas do estilo. É algo, basicamente, divertido.

[escute aqui ou saiba como assinar o programa no final do post]

Em 2009, comemora-se os 20 anos do funk. O marco inicial é o disco “Funk Brasil”, do DJ Marlboro, lançado em agosto de 1989.

No funk, cada vez mais o público também virou artista, falando sobre seu cotidiano. Com o tempo, a temática feminina começa a aparecer, ocorreram fusões com outros gêneros (para além do miami bass original) novos assuntos ganharam destaque e o funk expandiu seu território, não se restringindo à periferia carioca.

No novo século, o funk ganha outro gás. Nacionalmente, toma o carnaval de 2002. Músicas como Cerol na Mão e Jonathan da Nova Geração preenchem o lugar das marchinhas em diversos carnavais pelo país.

O estilo também começa a ser bastante divulgado em outras áreas. Discotecas paulistas promovem noites temáticas e o Skols Beats de 2006 dedica grande espaço ao estilo.

Assine o podcast

Você pode escutar o programa aqui, cadastrar seu e-mail para saber quando há novos episódios ou acompanhar o podcast via RSS (http://feeds.feedburner.com/hitmepodcast). Recomendo utilizar o programa iTunes. Depois de instalar o programa, clique em ADVANCED e depois SUBSCRIBE TO PODCAST. Sempre que houver atualizações, o seu micro receberá uma cópia da nova edição do podcast.

O "revolucionário" Kindle

Época Kindle

A revista Época dessa semana destaca o Kindle. A Veja também traz uma matériasobre o assunto, um dos temas mais debatidos na internet brasileira na semana passada. O produto já pode ser comprado do Brasil. Custará caro: R$ 1.024,895 (com os impostos de importação, pode chegar a R$ 1.639,83!).  Por esse valor, você adquire um belo Netbook.

O leitor de e-books da Amazon me atrai, até porque possui um sistema de entrega de conteúdo (similar à dupla Ipod -Itunes Store). No país, a tecnologia 3G permitirá que você baixe livros (a cobertura será restrita a capitais e parte do litoral). O primeiro jornal brasileiro disponível no serviço é O Globo.

Adoraria concentrar num único aparelho meus livros, as anotações que fiz neles, fazer pesquisas facilmente… Não só. Esses recursos apenas emulam e tornam mais fáceis tarefas que já realizamos. Que tal um produto realmente adaptado para o meio digital?

Com ele, criaríamos comunidades e debateríamos on-line com outras pessoas que apreciaram o mesmo livro… Não vi esse último recurso em nenhum produto desse segmento, mas acho que seria ótimo. Poderiam ser criadas comunidades (quem sabe reuniões virtuais com autores). Daríamos notas para os livros, e o sistema nos recomendaria outros títulos correlatos. Encontraríamos pessoas com gostos similares, tornando o processo de leitura mais coletivo: novos curadores surgiriam, o sistema também poderia publicar novos autores etc. Imagina as possibilidades de se ter tantos leitores on-line para obras multimídia? ‘Tou viajando…

(Estou vasculhando o Scribd, rede social com livros e revistas digitais, e achando muita coisa boa por lá)

Voltando ao Kindle. O e-reader precisa de melhorias. Não é colorido, não é touchscream, só tem dois 2GB de espaço… Na Ásia, há modelos mais avançados. Lembro de, certa vez, ler uma matéria (acho que no Link) sobre o Kindle em que alguém afirmava que ele não é o Ipod dos livros, mas sim o Walkman.

Há outros questionamentos relevantes. Em fevereiro, quando foi lançada a nova versão do aparelho,escrevi por aqui:

O novo produto é leve e bonito. Entretanto, pode ser um gadget que perdure apenas por alguns anos. Isso porque os consumidores de livros ainda optam pela versão impressa do produto. E também já surgem aplicativos que permitem que celulares possam ler arquivos digitais de livros (o Iphone, por exemplo, já possui um software para isso).

(No Japão surgiu até uma vertente literária criada especialmente para celulares)

Outro ponto que me incomoda é avaliar, de forma prematura, produtos e características como revolucionários atualmente (já fiz comentário similar sobre o Google Wave). Claro, a evolução tecnológica me causa alumbramento seguidamente. Todavia, é importante que muitas dessas inovações mostrem sua força no cotidiano. A história está repleta de produtos/conceitos inovadores que não “vingaram” num primeiro momento, voltando tempos depois com mais força.

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O que eu faria no comando de uma empresa de notícias?

Peguei essa dica no blog Ponto Media. Algumas estratégicas defendidas: acesso gratuito ao arquivo da publicação, serviço de notificação dos usuários, participação da audiência no processo jornalístico etc.

Certas práticas já adoto por aqui, como recomendar bastante conteúdo de outros sites. Como o texto explica, “não somos um oráculo, mas sim guias”.

Outro ponto que me chamou atenção foi a defesa da transparência. Já falei sobre o assunto nesse blog. Cada vez mais isso não será uma opção, uma questão de escolha. Se quiser ter credibilidade, uma postura mais aberta será necessária (veja também: Crowdsourcing, a prestação de contas on-line)

Mas a abordagem que o texto dá se refere ao trabalho jornalístico (algo que citei no artigo Jornalismo Beta). Nos textos, os jornalistas deveriam dizer as coisas que não sabem em relação ao tema abordado.

Por isso, daqui para a frente, sempre que essa lacuna for presente, vou convidar você para ampliar a discussão. Após o texto, citarei numa sessão “Coisas que não sei” os temas que desconheço, e que poderiam complementar a história. Aí, entra você.