A blogosfera cubana

Falei recentemente sobre Yoani Sánchez, blogueira cubana que entrevistou Barack Obama.

Obviamente, embora Sánchez seja considerada a pioneira, ela não é a única voz da blogosfera cubana. O CPJ publicou uma matéria sobre o tema.

Páginas locais ampliam a cobertura de assuntos que não são abordados pela imprensa oficial. Apesar dos obstáculos legais e técnicos, blogueiros -geralmente adultos jovens de diversas formações- comentam, por exemplo, questões econômicas e sociais.

Laritza Diversent, formada em direito, explica que reflete sobre as frustações das pessoas. “Mesmo sentindo medo, é uma oportunidade para falar o que pensamos”, avalia.

A maioria dos blogueiros escreve em casa, salva o arquivo em pen drive e envia por e-mail para amigos no exterior, que atualizam os blogs. Muitos não conseguem ter acesso aos seus próprios textos publicados.

A maioria da audiência é internacional, que comenta bastante o que é publicado (participação polarizada, contra e pró-regime). Para divulgar seus textos em Cuba, gravam os posts em CDs e pen drives, que são distribuídos em livrarias independentes e em grupos.

Apenas 13% dos moradores de Cuba tem acesso à internet. A maioria não acessa de casa. O provedor do governo, ETECSA, tem de aprovar todas as conexões. Os cubanos tem o acesso mais lento das Américas. Uma hora de internet num cyber café pode custar seis dólares (1/3 do salário de muitos cubanos).

O blogosfera cubana data do início de 2007.

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