Os números da internet em 2009

90 trilhões de e-mails enviados. 81% deles eram spam. 47 milhões de novos sites. 126 milhões de blogs. 27.3 milhões de mensagens publicadas por dia no Twitter. 350 milhões de contas cadastradas no Facebook. 4 bilhões de fotos no Flickr. 2.5 bilhões de fotos publicadas por mês no Facebook.  12.2 bilhões de vídeos vistos por mês no Youtube (números relativos apenas aos EUA). 81.9% dos vídeos embarcados em blogs são do YouTube.

1.73 bilhão de internautas no mundo.

Esses são apenas alguns dos números da internet em 2009. Você encontra outros dados aqui.

Imagem via Flickr de hotdiggitydogs

Qual o valor do produto digital? New York Times e YouTube cobrarão por conteúdo online

E a semana termina com dois grandes players da comunicação investindo na cobrança de conteúdo online. Depois de muita especulação, o New York Times confirmou que irá cobrar pelo conteúdo. Não é para agora, mas 2011.

O usuário poderá ler alguns textos gratuitamente por mês. Ultrapassado o limite, terá de pagar. Ainda não se sabe quanto. No momento, parece uma daquelas medidas para sondar a opinião do público.

Já o YouTube irá cobrar pela exibição de alguns vídeos. Começa com cinco filmes do festival alternativo Sundance. O Google espera ajudar cineastas independentes a encontrar sua audiência. Cada vídeo vai custar 5 dólares.

Um dos filmes é The Cove, documentário que explora a matança anual de mais de 2.500 golfinhos no Japão. Trailer abaixo:

Essa não é a primeira iniciativa do YouTube em prol do cinema alternativo. No ano passado, ele lançou a seção The YouTube Screening Room, cujo objetivo é “auxiliar filmes de todo o mundo a encontrar a audiência  que merecem”.

Pelo que se sabe sobre a decisão do New York Times, a publicação irá adotar o modelo freemium, em que parte do conteúdo é liberada e outra fica disponível apenas mediante pagamento.

Já a proposta do YouTube me parece tímida diante de outros exemplos bem-sucedidos, como a locadora online Netflix. Além disso, videogames como Xbox 360, Playstation 3 e, mais recentemente o Nintendo Wii, vendem online vídeos de alta definição (alguns, compatíveis com o Netflix).

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Conhecimento coletivo + eixo organizativo

Socializou geral: a criação individual (e, eventualmente, o egoísmo) passou a ser questionada por uma série de artistas, produtores de conteúdo e até comerciantes. São os tempos, como dizem alguns, da “cultura wiki” (de Wikipédia, a enciclopédia online construída por milhões de autores anônimos). Mas será mesmo possível que o conhecimento seja criado coletivamente? Melhor dizendo: quais são as fronteiras entre individualidade e coletivo na solução de um problema? Dentro da nova consciência de socialização do pensamento trazida pelo colaboracionismo na web, é possível sobreviver sendo um individualista extremo? No telecatch entre competição e colaboração, quando é que acontece a passagem de bastão entre a mentalidade das Décadas do Eu (70, 80, 90) para a nova mentalidade colaborativa dos anos 00? E afinal: existe mesmo uma criatividade coletiva? Se sim, ela pressupõe o fim da autoria?

Trecho da matéria da revista Vida Simples sobre conhecimento coletivo. O texto faz uma ressalva:  mesmo socializada, a inteligência colaborativa não dispensa um eixo organizativo.

Mini-documentário sobre o wikigoverno norte-americano; Inglaterra segue mesmo caminho de governo aberto

Acima, vídeo sobre o governo 2.0 dos EUA. A empresa de consultoria Delib, responsável pelo documentário, utilizou até o Skype para gravar as entrevistas.

Uma das que participam é Beth Noveck, professora de direito contratada por Obama para criar uma plataforma de governo mais colaborativa. A revista SuperInteressante a entrevistou na edição de dezembro de 2009.

Não é o único caso. A Inglaterra recentemente liberou o banco de dados do Governo para a criação de aplicativos. Tim Berners-Lee, o criador da World Wide Web, participou do projeto.

São bons exemplos de implementação do conceito Linked Data. Já falei sobre plataformas de dados abertas anteriormente.

Gorillaz libera novo single, Stylo

A música, que tem participação do Mos Def (o rapper tocou no ano passado no Brasil) & Bobby Womack, é o primeiro single do próximo disco do grupo cartoon, Plastic Beach. Você pode escutar a canção aqui.

Abaixo, a lista de faixas do álbum e a capa do trabalho, que chega às lojas no dia 9 de março.

Plastic Beach Tracklist:
1. Orchestral Intro
2. Welcome To The World Of The Plastic Beach f. Snoop Dogg & Hypnotic Brass Ensemble
3. White Flag f. Kano & Bashy
4. Rhinestone Eyes
5. Stylo f. Bobby Womack & Mos Def
6. Superfast Jellyfish f. Gruff Rhys & De La Soul
7. Empire Ants f. Little Dragon
8. Glitter Freeze f. Mark E Smith
9. Some Kind Of Nature f. Lou Reed
10. On Melancholy Hill
11. Broken
12. Sweepstakes f. Mos Def & Hypnotic Brass Ensemble
13. Plastic Beach f. Mick Jones & Paul Simonon
14. To Binge f. Little Dragon
15. Cloud Of Unknowing f. Bobby Womack
16. Pirate Jet

YouTube lança recurso de busca específico para músicas

O canal de vídeos do Google lançou uma ferramenta de buscas musicais, o YouTube Music Discovery Project. Ao procurar um artista ou grupo, o resultado entrega uma playlist com canções do músico, bem como uma biografia e artistas relacionados. Ademais, pode-se criar mixtapes e divulgá-las via e-mail.

Ontem, no texto com dicas para encontrar músicas online, já havia falado sobre o o hábito de fazer pesquisas musicais no YouTube. A nova ferramenta só facilita o processo.

Onde escutar música online e descobrir novos sons; buscador vasculha rádios online em tempo real

Ipod

Há diversos sites para escutar canções online. Nessas páginas, não é necessário fazer o download do arquivo: o visitante escuta a música, de forma legal, na web (streaming). Cada vez mais, inclusive, as novas gerações optam por essa via. Entretanto, nem todos os serviços estão disponíveis no Brasil, como Spotify, um dos mais badalados.

Há também sites que funcionam como agregadores de conteúdo. São ideais para descobrir novas músicas, como We Are Hunted e The Hype Machine. Outra opção são as redes sociais específicas sobre música, como Last.fm, MySpace, Blip.fm (os links mostram meus perfis nesses sites de relacionamento) etc.

Mas e as pessoas que apreciam escutar rádio? No Brasil, há o site Rádios ao Vivo, um catálogo com quase 20 mil rádios do mundo. Outra opção é o internacional Radio Locator.

Busca em tempo real

Todavia, para quem quer fazer buscas mais específicas, o RadioTuna seria o mais indicado. Trata-se de um mecanismo de pesquisa de rádios em tempo real. O site entrega, por exemplo, um ranking das músicas mais tocadas no mundo.

Além disso, se você quiser escutar um artística específico, o site encontra em que estação ele está tocando. No banco de dados do site, há mais de 10 milhões de faixas originais catalogadas, dos gêneros musicais mais distintos (pop, punk etc.) Estão cadastradas não apenas grandes estações de rádio online, mas também as de pequena audiência, de nicho.

Evidentemente, há muitas formas de escutar músicas online. Muitas pessoas preferem ir direto ao Youtube, por exemplo. Todavia, o público-alvo do RadioTuna é quem quer escutar músicas no formato “rádio”, com seus programas temáticos, especialistas em gêneros específicos etc.

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