Babelwith.me: tradução de conversas em tempo real

O sistema de tradução do Google é uma mão na roda para textos. E para quem procura conversar, em tempo real, com pessoas que falam outras línguas?

O site Babelwith.me pode lhe auxiliar. O serviço atua como um intérprete online: cria salas de bate papo e faz a tradução ao mesmo tempo em que você digita.

O pequeno mapa-múndi, que fica no canto superior direito, permite selecionar entre mais de 45 línguas! Escolha a opção desejada e inicie a conversa. O sistema cria um link simplificado da sala de chat.

Escrevi uma frase em português e o site verteu para o inglês de forma satisfatória. Fiz o oposto e também obtive bons resultados. Há mais: o site, que é gratuito, é compatível com o Twitter e Facebook.

Atualizações
Você também me encontra no Twitter: @charlescade

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Lost, a última temporada

Se na semana passada o grande assunto da internet foi o tablet iPad, essa será tomada por Lost: hoje será exibido nos EUA o primeiro episódio da sexta e última temporada dessa que é uma das séries mais cultuadas da TV.  Na verdade, seria mais apropriado dizer que surgiu na TV, visto que o sucesso da série se expandiu por outras mídias.

No Brasil, a nova temporada chega oficialmente no dia nove desse mês, via canal pago AXN. Todavia, logo após o programa ser exibido nos EUA, fãs brasileiros começam o trabalho de criação da legenda do episódio. Pouco tempo depois, é possível encontrar na internet. Na verdade, o episódio já vazou.

Para quem quer acompanhar a trama mas não viu as demais temporadas, o vídeo abaixo resume o que já foi exibido. Os criadores do programa dizem que quem acompanhou a primeira temporada pode assistir à última sem problemas significativos. Todavia, o seriado possui uma narrativa tão costurada que melhor seria assistir os episódios completos. É como um bom livro: o prazer não está em saber o final, mas sim na experiência. Dica de vídeo via Trabalho Sujo.

Lost é dos exemplos de narrativa transmídia, em que um universo narrativo caminha por várias mídias (tv, internet, música, literatura etc.). Um dos grandes nomes que analisam esse fenômeno é Henry Jenkins. Acadêmico de escrita fácil, Jenkins estuda aspectos da cultura pop. Seu livro mais conhecido é Cultura da Convergência.  Abaixo, uma apresentação de Jenkins.

Post atualizado às 12h

O Google também vai lançar um tablet?

Antes parceiras, Google e Apple andam se estranhando. Primeiro a Apple lança seu celular, o iPhone. Pouco tempo depois, o Google faz o mesmo. Primeiro com o G1. Nesse ano, com o Nexus One.

O gigante das buscas, que está desenvolvendo um sistema operacional “nas nuvens”, Chrome OS, também poderia entrar no segmento de tablets. As informações são do site TechCrunch.

Ontem surgiu um vídeo conceito (abaixo). A criação seria de Glen Murphy, um funcionário do Google que trabalha no Chrome.

Também apareceram imagens do protótico de um tablet no Chromium site, página que dá suporte ao desenvolvimento do novo sistema operacional.

Atualmente, o Google está trabalhando com empresas parceiras no desenvolvimento de hardwares que usariam o Chrome OS. O Google Tablet, que você vê no final do post, seria um deles.

Vale lembrar que muitos protótipos, mesmo que estejam em fase de desenvolvimento, não são lançados comercialmente. Muitas empresas, inclusive, lançam vídeos-conceitos de como imaginam o futuro.

De certa forma, o Google já atua no segmento de tablets. O leitor de livros digitais Nook, da rede norte-americana de livrarias Barnes & Noble, utiliza o sistema operacional Android, também desenvolvido pelo Google. E o futuro tablet da Dell também deve utilizar o mesmo sistema.

Volto ao tema “tablet” depois.

#musicmonday – Trilha do filme Amor sem Escalas (Up in the Air)

“A modernidade se define pela viagem, pela decisão de não aceitar que o lugar onde nascemos seja nosso destino -por exemplo, pela vontade de deixar o campo e ir para a cidade.
[...]Este é o custo básico da liberdade e da autonomia que prezamos acima de tudo: a gente renuncia, antes de mais nada, ao calor do lar -aquele lar que nos esperaria ao fim de cada dia, se tivéssemos ficado no campo [...]“

Contardo Calligaris, na sua coluna mais recente na Folha de São Paulo. Sem querer, fez uma crítica do filme Amor Sem Escalas (trailer no final do post), do cineasta Jason Reitman (Juno, Obrigado por Fumar).

A obra conta a história de Ryan Bingham (George Clooney), funcionário de uma empresa cuja missão é demitir pessoas. Por isso, viaja mais do que fica em casa, o que ele adora. No caminho, inicia um relacionamento com uma mulher (Vera Farmiga, luminosa) que compartilha de sua filosofia de vida.

É uma comédia romântica acima da média, mas que não esquece dos arquétipos do gênero. Não que seja um Chick flick (obras com um apelo maior para o público feminino): o casal protagonista é cínico, amoral.  Vive sem dilemas – pelo menos inicialmente – um estilo de vida que seria censurável por quem persegue o ideal romântico de felicidade.

A personagem mais “correta” – a pupila de Clooney no ramo de “transição de carreira” – é ingênua e, não raro, tem seus conceitos de vida dilapidados pelos mais “experientes”. Mesmo o final, com a tradicional mudança de rumo de personagens, é bastante peculiar. De toda forma, assim como nos demais filmes do direitor, as personagens são carismáticas. E há diálogos certeiros.

Mas esse texto não deveria ser uma crítica do filme. Na verdade, queria destacar a ótima trilha sonora (trechos abaixo). Há Be Yourself, de Graham Nash; Help Yourself, de Sad Brat Smith (que torna uma cena de casamento, que deveria ser apenas de alegria, num momento agridoce) e a maravilhosa Angel in the Snow, do inesquecível Eliot Smith.

***
#Musicmonday é o hábito de dar dicas musicais, no começo da semana, no Twitter. Vez por outra farei isso também por aqui. Se quiser conferir as canções mais citadas no Twitter, clique aqui. Também solto umas dicas no meu tumblr musical. As músicas que recomendei nesse post podem ser ouvidas por lá.

Músicas

Canção Artista
  1. This Land Is Your Land Sharon Jones and the Dap Kings
  2. Security Ballet Rolfe Kent
  3. Goin’ Home Dan Auerbach
  4. Taken At All Crosby, Stills & Nash
  5. Angel In The Snow Elliott Smith
  6. Help Yourself Sad Brad Smith
  7. Genova Charles Atlas
  8. Lost In Detroit Rolfe Kent
  9. Thank You Lord Roy Buchanan
10. Be Yourself [1971 Demo] Graham Nash
11. The Snow Before Us Charles Atlas
12. Up In The Air Kevin Renick
13. Time After Time Anna Kendrick

 

Trailer

 

"Nas verdadeiras revoluções, as coisas pioram para depois melhorar" [Futuro do jornalismo]

Entrevista com Clay Shirky, autor do livro Here Comes Everybody. Em inglês.

Para ele, não há salvação para a indústria da informação como conhecemos simplesmente porque não se trata de uma transposição desses meios para o ciberespaço.

Segundo Shirky, surgirão diversos modelos de produção da informação. Como sites híbridos, envolvendo profissionais e “amadores” para produzir conteúdo de qualidade. Esses novos processos serão melhores ou piores que os atuais? As duas coisas.

Talvez a maior ressalva que ele faça é que antes desse novo cenário se ajustar, as coisas ficarão “esquisitas”. Para piorar, talvez a estrutura atual acabe antes de uma nova se estabelecer.

“Quando as mudanças são drásticas, você tem de admitir que sua capacidade de fazer prognósticos sobre o futuro é limitada. Nas verdadeiras revoluções as coisas pioram para depois melhorar; do contrário não é uma revolução, mas sim um mero aperfeiçoamento do que já existe”, completa Shirky.

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