O “drama” de George Costanza

http://www.youtube.com/watch?v=_Crw85HvIFs

Fãs criam novos desdobramentos para a morte da noiva de George Constanza, personagem vivida por Jason Alexander no seriado Seinfeld.

Mas, na real, por que a noiva de George foi cortada do seriado? Jerry Seinfeld, protagonista e um dos criadores do programa, afirmou que um “final feliz” nesse estilo não se encaixava na série. A mesma preocupação deve ter norteado a criação do fraco episódio final do show.

E se a clássica sitcom Seinfeld fosse protagonizada por George Costanza? É mais ou menos isso que ocorre na ótima Curb Your Enthusiasm. O programa é protagonizado por outro criador de Seinfeld, Larry David. O comediante serviu de inspiração para a personagem George Costanza (o meu favorito).

Aliás, a mais recente temporada de CYE reuniu os atores principais de Seinfeld.

Os filmes das férias

O verão norte-americano é marcado pelas estreias de blockbusters, grande parte deles destinados aos mais jovens. Além de Alice no País das Maravilhas e Homem de Ferro 2, que chega aos cinemas hoje, o que mais podemos esperar? O ótimo mashup acima entrega.

As melhores atrações da TV e do cinema você assiste na internet

Cada vez mais, fãs utilizam o ciberespaço para interagir com quem possui interesses similares. Não raro, o debate sobre os episódios de séries como Lost 24 Horas aparece com destaque no Twitter (Trend Topics). Ou seja, a conversa ocorre globalmente.

Mas como isso é possível, se a transmissão não é simultânea no mundo? Os fãs internacionais não esperam o programa chegar às TVs de seus países. Eles assistem ao vivo, em sites de streaming, ou veem os episódios pouco tempo depois, já com legendas. A tradução é feita colaborativamente.

O que gera situações inusitadas. O episódio piloto de Being Human (já falei sobre o programa por aqui), mais dark e com outros atores, é cultuado online. São os saudosistas do que o seriado poderia ter sido.

Além dos grandes hits (The Big Bang Theory, Glee, The Office, House, Modern Family, Fringe, Flashfoward), programas são descobertos e acolhidos por uma comunidade fiel. Não apenas produções norte-americanas (Mad Men, Party Down, It’s Always Sunny in Philadelphia, Breaking Bad, Parks and Recreation, Nurse Jackie, Flight of the Conchords, Bored to Death, Damages, Caprica, Sons of Anarchy, Treme), mas também canadenses (Being Erica), inglesas (Life on Mars, Doctor Who,Torchwood, Ashes to Ashes) etc. Mesmo sem ter chegado “oficicialmente” por aqui. Isso ocorreu com o já citado Being Human e com Skins, uma espécie de Trainspotting teen. A VH1 está exibindo a primeira temporada do seriado; já foram exibidos quatro temporadas na Inglaterra.

Há problemas. Se por um lado mais pessoas assistem esses programas, menos audiência eles têm na TV. Séries como Heroes já são mais vistas online. De forma pirata. Após uma primeira temporada de êxito, a audiência televisiva diminuiu drasticamente. Por isso, sempre surgem especulações sobre o cancelamento da série. Se alguns shows são salvos por campanhas online, como Chuck, outros são vitimados por ela.

Apesar da convergência de meios, da ampliação da audiência e da diversificação das formas de consumir produtos culturais, as métricas utilizadas para caracterizar sucesso ainda são antigas. O conteúdo pode ser transmídia, mas o referência de sucesso é sua mídia inicial. No caso dos seriados, seria a grande audiência televisiva.

O mesmo ocorre com o cinema. Antes, os filmes norte-americamos demoravam muito para chegar a outros países. Agora, a estreia é quase simultânea, quando não há lançamento mundial.

Outra solução cada vez mais ventilada é a diminuição da janela (o intervalo do lançamento de um filme no cinema, locação e venda, tv paga etc.) O objetivo não seria distribuir conteúdo em diversas plataformas, mas sim o lucro de curto prazo.

Apesar de vivermos num mundo cada vez mais digital, os referênciais de sucesso ainda são antigos. De toda forma, o ciberespaço cria novos nichos, mas não destrói a cultura de massa. O grande público ainda procura o assunto comum. Nos EUA, a transmissão do Oscar e dos Jogos Olímpicos de inverno tiveram grande repercussão online. No Brasil, grandes hits televisivos, como BBB, A Fazenda novelas e eventos esportivos, são amplamentes comentados nas redes socias.

No caso dos filmes, isso fica mais complicado. O êxito numa plataforma de exibição alimenta toda a cadeia. Sucessos no cinema tendem a alavancar o lançamento em DVD, tv paga e aberta e por aí vai.

A difícil arte de amar

Em 2005, o filme Hitch – Conselheiro Amoroso fez sucesso ao contar a estória de um consultor (Will Smith) que auxilia homens com dificuldade em iniciar relacionamentos afetivos.

E se essa ajuda fosse coletiva? Essa é a proposta do site The Man’s Guide To Love. Nele, homens compartilham dicas para conquistar sua amada.

No site, você encontra informações sobre encontros, casamento, término de relacionamento…

Vale mais pela curiosidade: táticas bem-sucedidas em casos específicos são tidos como regras gerais, universais. Como se, além das peculiaridades de cada gênero, não existissem diferenças de temperamento, interesse etc.

De toda forma, se a internet facilita essa abordagem inicial, há quem aproveite para buscar novas aventuras. O site www.ashleymadison.com é especializado em relacionamentos extraconjugais. Seu slogan: “A vida é curta, tenha um caso”.

Por outro lado, o ciberespaço também facilita a descoberta dos puladores de cerca. Exemplo: como vingança, um marido traído criou um site com o objetivo de debater a traição online: http://www.facebookcheating.com/.

PS - E depois do “viveram felizes para sempre”? Na SuperInteressante de março, uma matéria sobre intuição defende que é possível prever o fracasso de um relacionamento. Segundo pesquisadores da Universidade de Washington, há quatro indicadores: ficar na defensiva, dificultar a discussão, crítica e desprezo (de longe, o mais importante). De acordo com o estudo, um relacionamento pode suportar brigas, mas não desprezo recorrente.

Arte de rua em São Paulo

A Slice of Sampa, mini-documentário de Jared Levy. O cineasta norte-americano atualmente vive em São Paulo.

Os novos caminhos do documentário

O documentário teve um boom de produção e exibição recentemente. Com o barateamento dos equipamentos e a facilidade de divulgação online, esse estilo de filme tende a crescer ainda mais.

No meu tumblr cinematográfico, por exemplo, divulgo ótimos mini-documentários que antes só poderiam ser exibidos em festivais específicos ou ganhar limitada exibição comercial. Na web, os novos cineastas têm a possibilidade de dialogar com uma plateia maior. E buscar temas distintos, criar coletivamente, testar novas linguagens, experimentar novos caminhos.

Se procura informações sobre o assunto, há inúmeros livros sobre o cinema “verdade”. Desde os técnicos, que lhe auxiliam a produzir filmes, até os que analisam a estética, debatem o que interfere na captação da realidade etc.

Para quem quer ser cineasta, uma boa -e gratuita!- fonte de informação é o livro Introdução ao documentário, de Bill Nichols, que pode ser encontrado no Google Livros.

Filmar O Real, de Consuelo Lins e Cláudia Mesquisa, analisa a produção brasileira de filmes documentais. Não é gratuito, mas o valor é bem acessível (menos de R$ 20,00).

Há ótimos filmes que optam por uma narrativa documental mais clássica, que investigam uma realidade através do registro de bastidores, entrevistas e/ou pesquisa de arquivo (Ônibus 174, Notícias de uma Guerra Particular, Entreatos, Vocação do Poder etc.)

Entretanto, Filmar O Real mostra como o cinema documental busca novas propostas: há filmes mais poéticos (ensaios fílmicos que apresentam cuidado maior com a plástica, a composição da imagem, ampliando fatos do cotidiano que podem parecer “banais”, vide Acidente, Aboio, Andarilho, O Fim do Sem Fim, A Alma do Osso, O Verbo Contra o Vento, Uma Encruzilhada Aprazível, Di/Glauber, Nelson Freire), películas em que os próprios “personagens” encenam situações (Serras da Desordem), obras protagonizadas pelos cineastas (muitas vezes, o documentarista “investiga” sua história, como Santiago, Rocha que Voa, 33 e Passaporte Húngaro), documentários  filmados pelas personagens (Rua de Mão Dupla, Jardim Nova Bahia) etc.

Há diversos filmes que não apenas optam pelo registro da realidade pré-existente. Jogo de Cena propõe uma mistura de depoimentos das personagens reais com encenação das situações coletadas em entrevistas feitas pelo diretor Eduardo Coutinho. Como nem todas as atrizes são conhecidas, você não sabe quem realmente viveu a situação ou se se trata de uma interpretação. O “jogo” só é elucidado no final. Ademais, o documentário Valsa com Bashir inovou ao utilizar desenho animado para narrar a história de ex-soldados israelenses.

Os dois livros citados acima são apenas alguns exemplos. Há muitos outros, como Documentário – Técnicas para uma produção de alto impacto. A internet é outra ótima fonte de informação e troca de experiências.

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Veja também
25 melhores documentários da década (2000-2009)
A vida como ela é (em versão editada): Na Captura dos Friedmans, Prisioneiro da Grade de Ferro e o cinema de Eduardo Coutinho

O novo Doctor Who

Doctor Who voltou para mais uma temporada (trailer acima). Essa é uma frase comum em relação ao programa. Trata-se da série de ficção científica há mais tempo na TV: 30 anos. Entretanto, a exibição não foi ininterrupta. A versão mais nova foi iniciada em 2005.

Já foram exibidos mais de 750 episódios. O novo doutor é vivido por Matt Smith. 11 atores já interpretaram o famoso viajante do tempo (Time Lord) da série inglesa.

Isso ocorre porque a raça da personagem regenera toda vez que ele morre. Após cada regeneração, o médico adquire outro corpo. Embora mantenha suas memórias, sua personalidade sofre certa modificação. Ademais, a cada mudança, ele fica mais jovem.

A série já originou outros programas. O spin-off mais bem-sucedido é Torchwood. O seriado aborda uma agência governamental que investiga fenômenos sobrenaturais. Para isso, utiliza tecnologia alienígena.

Doctor Who [bastidores]

Imagem via Wikipedia

THE RAVEN

Ótimo curta de Ricardo de Montreuil.

When You're Strange [documentário sobre o The Doors]


Quem sabe o novo filme, dirigido por Tom DiCillo, realmente conta a história da banda de Jim Morrison.

Apesar de elogiado, principalmente a interpretação de Val Kilmer, o filme The Doors (1991) não é tão fiél aos fatos. O próprio diretor, Oliver Stone, disse que a obra retrata a visão de um fã da banda. Stone também reclamou do puritanismo de Meg Ryan, que não queria se “expor” no filme.