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Infelizmente, muitas vezes as pessoas adotam o discurso da igualdade, mas na verdade querem um tratamento especial, diferenciado das demais. É apenas uma das vilanias cotidianas do trânsito. É fácil se esconder na coletividade.
Para responder essa questão, o periódico El País conversou com Jennifer Preston, a editora de mídias sociais do New York Times. No cargo desde maio de 2009, a jornalista revela que, para além do uso das ferramentas, seu papel tem muito de evangelização, de defender a implementação dessas novas mídias.
Para ela, a web 2.0 é útil principalmente para encontrar fontes, seguir e explorar tendências, conseguir informações e investigar pautas.
De acordo com Preston, uma das vocações mais importantes dos jornais é fornecer a informação da última hora, contar o que se passa em tempo real. Isso seria imprescindível para o leitor, que agora também participa desse processo.
No caso dos terremos no Chile e Haiti, colaboradores amadores deram dicas preciosas, iam aonde os jornalistas não conseguiam chegar. Forneciam dados e fotos, que foram devidamente creditados.
Entretanto, a jornalista faz uma ressalva: é importante filtrar as informações, escolher com critério as fontes.
Outro problema da rede seria a questão da privacidade, quando definir o que é válido divulgar ou não.
De acordo com Preston, o futuro aponta para a geolocalização, que pode ser de grande valia principalmente nas notícias locais.
Para ela, o trabalho jornalístico continuará sendo duro. Mas, com as mídias sociais, poderá ser feito com um pouco mais de diversão.
O NY Times é uma das publicações mais preocupadas em utilizar novas mídias. Sabe que seu produto não é o papel, mas sim a informação. Ademais, procura não apenas estar nesses espaços, mas sim realmente ocupá-los, implementar a forma mais efetiva de utilizá-los. A fan page no Facebook, que conta com mais de 600 mil participantes, é usada para conseguir informações, os jornalistas pedem ajuda aos leitores. Além disso, o NY Times possui 85 perfis segmentados no Twitter. 145 dos seus profissionais também usam o serviço de mensagens curtas.
Mas há problemas: o gargalo do financiamento. Recentemente, a empresa divulgou que voltará a cobrar pelo conteúdo online no ano que vem. O visitante poderá conferir alguns textos gratuitamente. Depois, só pagando.
Mais:
Blogs
Hit me! – música alternativa, mashups, clipes etc.
Radar – cinema, trailers, curtas, animações, webseries, bastidores etc.
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M.I.L.K. (Moments of Intimacy, Laughter and Kinship; Momentos de Intimidade, Riso e Parentesco) é um projeto que celebra os momentos em família, a amizade, o amor…
A iniciativa foi inspirada na clássica exposição fotográfica The Family of Man (da década de 1950). M.I.L.K. reúne imagens de 164 países. Mais de 17 mil fotógrafos profissionais e amadores colaboraram.
Você pode conferir algumas fotos na internet. O projeto também deu origem a um livro.
A designer alemã Katja Tschimmel aborda o design thinking como motor para a inovação.
Best Worst Movie é um documentário sobre Troll 2, filme de terror lançado em 1990. Outrora rejeitado (há atores que nem mencionam terem participado da obra), Troll 2 recentemente ganhou ares de cult. É daqueles filmes ruins que despertam humor involuntário; a película se transforma na própria piada (no IMDB, a nota média do filme é 2; o máximo é 10). A precariedade da produção e as deficiências artísticas despertam a atenção dos cinéfilos, que muitas vezes resgatam filmes esquecidos.
A fama tardia não é rejeitada. George Hardy -que atuou em Troll 2 e posteriormente virou dentista- abraça a aclamação do público.
Como um Ed Wood moderno, Claudio Fragasso acredita na sua criação. O “reconhecimento” tardio permitiu ao cineasta retomar os trabalhos. No momento, ele prepara Troll 2: Part 2.
Filmes trash existem há um bom tempo. Todavia, na internet o tosco parece ter encontrando sua plateia mais fiél. O Último Dragão, Dentada (Teeth), Força Sinistra e Jesus Cristo Caçador de Vampiros são outros exemplos de filmes trash cultuados hoje.
Além de obras ruins, os filmes B também podem ser espaço para experimentação, de onde saíram muitos artistas talentosos e reconhecidos. O primeiro longa de James Cameron (Titanic e Avatar) foi Piranha II: The Spawning. Outro cineasta que começou no mundo trash foi Peter Jackson (trilogia Senhor dos Anéis). Seu primeiro filme foi Trash – Náusea Total. Seu terceiro filme, Fome animal, também é bastante “peculiar”. Eles não estão sós: George Clooney fez O Retorno dos Tomates Assassinos; Leonardo DiCaprio atuou em Criaturas 3. Jack Nicholson participou da primeira versão d’A Pequena Loja de Horrores com o mestre do cinema trash Roger Corman.
Aliás, o cineasta cult Corman deu oportunidade para inúmeros diretores: John Landis, Francis Ford Coppola, Tim Burton e Jonathan Demme, que homenageou seu mentor dando pontas para ele atuar em seus filmes (como Filadélfia).
Saiba mais: confira outras dicas de filmes no meu tumblr sobre cinema.
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Afonso Brazza: pior cineasta do mundo
47 bombas: A obra do diretor Alan Smithee
Martin Moore, do Media Standards Trust, comenta o projeto Journalisted. O site britânico monitora o trabalho de jornalistas que atuam na indústria da comunicação, criando metadados a partir das informações coletadas.
O serviço entrega os assuntos mais abordados pelo jornalista, as reações aos seus textos etc. O internauta pode pesquisar entre mais de dois milhões de textos catalogados, bem como receber um resumo semanal dos profissionais que achar mais relevantes.
Ademais, é possível descobrir outros repórteres que cobrem o mesmo tema. Os profissionais que se interessarem podem editar seus perfis.
O projeto lembra outra iniciativa britânica, o Who Knows Who, rede social que mostra as conexões das personalidades do Reino Unido (políticos, celebridades e empresários).
Os metadados poderiam permitir abandonar palpites travestidos de análises profundas. No lugar do achômetro, análises abalizadas, baseadas na avaliação de dados concretos.
Certa vez, numa edição do programa de debate esportivo Linha de Passe, da ESPN Brasil, os jornalistas comentaram como são cobrados de informar os times de futebol para os quais torcem. A mesma atitude não seria vista em relação a outros jornalistas, como os profissionais que cobrem a editoria política. Não são questionados sobre suas inclinações políticas, se são filiados a algum partido etc. A partir de metadados, informações como essa emergem. A transparência ganharia, já que desnudaria o que não é revelado, mas é relevante.
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Linking data, plataformas abertas para o conhecimento
Por que dados são relevantes?
![CD [por Charles Cadé]](http://cadedigital.com/wp-content/themes/basic/themify/img.php?src=http://cadedigital.com/wp-content/themes/basic/uploads/logo/CDLogo02.png&w=&h=)