Afinidade sonora: site descobre seu par musical (#musicmonday)

Um dos lugares comuns sobre relacionamentos é o que diz que os opostos se atraem. Na internet, como se pode vasculhar a vida pregressa dos outros, as pessoas preferem avaliar o perfil dos pretendentes em busca de afinidades: saber como pensa, quais seus gostos etc. Com um detalhe: há a possibilidade de “testar” a compatibilidade de características do futuro casal.

O Tastebuds segue essa linha.  Há duas formas de utilizar o serviço. Na primeira, é necessário possuir uma conta no Last.fm. Escreva seu login (não é preciso fornecer sua senha) e o sistema vai encontrar solteiros que possuem o mesmo gosto musical. Você pode filtrar o resultado por idade, nacionalidade, sexualidade etc.

Mesmo sem conta no Last.fm, também é possível jogar suas bandas favoritas e esperar pelo resultado.

Imagem via

A influência das redes sociais

Nessa apresentação, o professor e pesquisador Nicholas Christakis “comprova” a citação bíblica Diga com quem andas que direis quem és. Vídeo em inglês, sem legenda.

Para ele, uma ampla variedade de características – da felicidade à obesidade – pode se propagar de pessoa para pessoa. Segundo Christakis, devemos dedicar mais tempo à manutenção das redes sociais, já que elas estão fundamentalmente ligadas à bondade. “O que o mundo precisa é de mais conexões”, conclui.

Nicholas Christakis estuda as regras biológicas, psicológicas, sociológicas e matemáticas que governam o modo como se formam as redes sociais, bem como esses laços sociais moldam nossas vidas. Em 2009, lançou o aclamado livro Connected.

Veja também:

Análise: Quando as conexões entre pessoas na web ficam horizontais

Como criar livros digitais


A Livraria Cultura deve lançar no seu site, até o final desse mês, cem novos títulos de livros eletrônicos em português. Entre os autores, Graciliano Ramos, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade e Luis Fernando Verissimo.

Além dos problemas envolvendo direitos autorais, a falta de títulos nacionais é explicada pela pouca quantidade de especialistas em criar versões digitais para os formatos mais populares de ebooks.

Se você quiser ocupar essa lacuna, eis um bom tutorial sobre como criar livros eletrônicos. Com direito a dicas sobre como vender essas obras. Quer um atalho? Saiba como transformar arquivos pdf em epub.

Não se trata apenas de uma questão prática, mas também conceitual: no blog iA, no site do designer Matt Legend Gemmell e na página do programador Craig Mod você encontra análises mais aprofundadas sobre o iPad, o tablet da Apple.

[Veja também: falta definir um padrão de publicação do livro eletrônico, o "mp3" dos ebooks]

história sem fim

Recentemente, vi uma entrevista com o consultor de empresas Max Gehringer, autor de Almanaque dos Mundiais. Ele afirmou no programa de Juca Kfouri (ESPN) que talvez o formato ideal para seu livro fosse uma solução on-line, que permitiria atualizar a obra de forma mais dinâmica.

Esse foi um dos motivos que me levaram a lançar na web meu ebook Comunicação em Rede. Investi numa plataforma multimídia: não queria criar apenas um simulacro das obras em papel. Ademais, como está nas nuvens, todos podem acessar. Para isso, basta conexão à internet e um navegador (Internet Explorer, Fifefox, Chrome etc.).

[Quer transformar seu notebook num e-reader? Clica aqui]

Enfim, o objetivo era lançar um livro realmente digital, e não uma versão pdf de uma obra pensada para o meio analógico, como é a proposta do Kindle. Quando surgiu a segunda versão do e-reader da Amazon, escrevi:

Adoraria concentrar num único aparelho meus livros, as anotações que fiz neles, fazer pesquisas facilmente… Não só. Esses recursos apenas emulam e tornam mais fáceis tarefas que já realizamos. Que tal um produto realmente adaptado para o meio digital?
Com ele, criaríamos comunidades e debateríamos on-line com outras pessoas que apreciaram o mesmo livro… Não vi esse último recurso em nenhum produto desse segmento, mas acho que seria ótimo. Poderiam ser criadas comunidades (quem sabe reuniões virtuais com autores). Daríamos notas para os livros, e o sistema nos recomendaria outros títulos correlatos. Encontraríamos pessoas com gostos similares, tornando o processo de leitura mais coletivo: novos curadores surgiriam, o sistema também poderia publicar novos autores etc. Imagina as possibilidades de se ter tantos leitores on-line para obras multimídia? ‘Tou viajando…

Acima, abordei apenas um dos aspectos que poderiam ser potencializados: tornar coletiva uma experiência pessoal (ou ampliar essa relação outrora individual).

senta que lá vem história

Felizmente, muita coisa mudou de julho de 2009 – quando lancei meu ebook – para cá. O iPad cria novas perspectivas. Obviamente, nem todos os livros precisam ser multimídia (trata-se de uma opção, não uma obrigação). Todavia, com os novos tablets o livro pode ser… do jeito que se quiser, inclusive da mesma forma que são atualmente. Para quem quer ir além, há novas oportunidades. Pode-se inovar não apenas no conteúdo, mas também na forma:  o limite não é mais o papel, mas a criatividade.

Esse papo desperta muitos outros assuntos: os escritores teriam de ser agora autores-programadores? Self-publishing é obrigação ou opção? Como os tablets afetam a leitura? Volto ao tema em seguida.

Veja também:
Literatura & internet
A biblioteca virtual do Google em debate
Crie livros digitais com o conteúdo da Wikipédia
‘Eletrônicos duram 10 anos; livros, 5 séculos’, diz Umberto Eco
O cliente tem sempre razão segundo a internet
Será que o futuro do livro é multimídia?
Autores independentes se beneficiam dos e-books