A pegadinha "Cala Boca Galvao"

“Galvão é um pássaro brasileiro em extinção; mais de 300 mil são mortos todo ano na época do carnaval. ‘Cala a boca’ quer dizer ‘salve’…”

Ótimo vídeo. Aliás, outros remix estão sendo criados.

[Em tempo: A Galvao Bird's Foudation mantém um perfil no Twitter:http://twitter.com/galvaoinstitute.]

Outra notícia falsa transformou o termo “Cala Boca Galvao” em novo single da Lady Gaga.

Tudo começou na cerimônia de abertura da Copa do Mundo: na última quinta, a expressão foi a mais comentada do mundo no Twitter.

De lá para cá, o movimento só cresce: hoje, a “piada interna” foi abordada pelo jornal espanhol El País (via @brugalliano@micaelsilva) e no New York Times. No dia seguinte, o jornal norte-americano repetiu a dose.

O “homenageado” disse que não liga para a brincadeira. Até comentou o assunto na Globo.

Link do vídeo via @lucianacade

Última atualização: 08h (16/06)

Um mundo digital sem pornografia

De uns tempos para cá, a Apple vem adotando uma posição moralista, limitando a venda de aplicativos com conotação sexual para seus produtos (iPhone, iPod Touch e iPad).

Adoro os produtos da Apple, inclusive uso criações da empresa. Mas, nesse caso, discordo da prática da Apple. A história já ensinou: o Index digital da Apple sempre dará margem a questionamentos sobre os critérios adotados. A empresa, inclusive, já vetou o aplicativo de um cartunista. Depois que Mark Fiore venceu o conceituado prêmio jornalístico Pulitzer, seu aplicativo foi liberado.

A Apple já cortou, de uma só vez, 5.000 programas com conteúdo supostamente sexual. Sobrou até para uma loja virtual de biquinis. Já o software da Playboy continua liberado.

Claro, você pode comprar produtos da concorrência. Steve Jobs já recomendou: quer pornografia? opte por um celular com sistema operacional Android. Todavia, a medida atinge justamente quem não é um consumidor heavy user de produtos eletrônicos, que não sabe distinguir sistemas operacionais diferentes.

Esse é o mesmo público que durante muito tempo encarou a logomarca com “e” azul do Internet Explorer como sinônimo de acesso à grande rede. Muitas dessas pessoas desconheciam outras opções de navegadores online.

Fala-se hoje que a tecnologia está cada vez mais simples, acessível. É uma afirmação parcialmente correta. Um público amplo opta por produtos de informática como quem compra uma TV. Todavia, eles desconhecem detalhes técnicos, características de software e hardware que influenciam na experiência.

Imagine um consumidor que escolhe comprar um iPad ao invés de um netbook. A experiência será simplificada, o consumidor poderá ficar maravilhado com a facilidade de uso do tablet da Apple. Por outro lado, talvez ele desconheça do que está sendo privado.

Até mesmo a Nintendo, que mantém há tempos uma política restritiva de jogos violentos e sensuais, está mais flexível. A casa do Super Mario continua mais afeita aos produtos voltados para a família, mas os videogames da empresa receberam recentemente títulos como Grand Theft Auto: Chinatown Wars (Nintendo DS) e No More Heroes (Wii).

(Fato curioso, o violento Grand Theft Auto: Chinatown Wars está disponível na App Store. Geralmente, atitudes do tipo são comuns: costuma-se ser mais rígido com o sexo e mais tolerante com a violência.)

O ser humano geralmente é tratado como incapaz, alguém que não pode tomar suas próprias decisões. Já há muita tutela do estado, regras demais que limitam nossas vidas, que buscam estipular o que é certo ou errado. Não quero terceirizar a gestão de minha vida, por mais “bem intencionados” que estejam.

A medida visa proteger os mais novos? Quem tem de zelar pelos pequenos são seus pais, não empresas. No máximo, elas podem facilitar o trabalho dos pais, criando filtros. Algo que já acontece nos computadores, com programas “anti-pornografia”. Ou nos cinemas, que empregam classificações indicativas.

Em suma, você compraria um aparelho de DVD que limita o gênero de filmes que pode assistir? Trazendo para o mundo da informática: o que acharia se a Microsoft estipulasse o que pode instalar no seu computador, já que ela possui o sistema operacional mais popular (Windows)? Gostaria de viver num mundo assim?

PS – Como outras medidas restritivas, essa política da Apple pode ser contornada (em parte). Muitos desses aplicativos possuem sites adaptados para o iPhone. Agradeça à natureza anárquica da internet. Todavia, pode não ser a mesma experiência. Há diferenças entre sites móveis e aplicativos.

A velocidade da informação

“A internet claramente mudou a velocidade com que se produz e publica informação. Sites como o nosso [ProPublica] podem ter a internet como plataforma básica de publicação, permitindo que nossa produção chegue a qualquer um que tenha acesso à internet. A web também modificou de forma brutal a economia do processo de publicação de notícias”.

Paul Steiger, editor do ProPublica, primeiro site a ganhar o Prêmio Pulitzer.

Via

Como acompanhar online a Copa do Mundo-2010


Para quem não quiser acompanhar a Copa do Mundo de Futebol via TV, há muitas opções online.

A tabela de jogos você confere no belo hot site da publicação espanhola Marca.

Para assistir os jogos ao vivo, aponte seu endereço para a página especial do Globo Esporte. os sites Lifehacker e Savedelete fizeram listas com várias outras dicas.

Todavia, para além dessas experiências similares a outros meios de comunicação, o que a internet pode trazer de novo?

Numa edição recente do programa Linha de Passe, o jornalista José Trajano afirmou que os jornalistas deveriam assistir mais jogos da arquibancada. Para ele, é outra visão, que enriquece a abordagem jornalística. Não apenas do jogo em si, mas da experiência de estar num estádio de futebol. Como os profissionais da mídia geralmente ocupam lugares específicos, não vivenciam a mesma experiência dos torcedores, o entusiasmo dos boleiros, os problemas de infra-estrutura (segurança, fila, alimentação etc.)

De certa forma, a web 2.0 já faz isso: as mídias sociais trazem o evento para mais próximo dos internautas. O Twitter é um bom exemplo. Através da ferramenta de mensagens curtas, ontem ocorreu uma conversa global sobre a abertura da Copa (perdeu o espetáculo? assista aqui) No Brasil, o locutor Galvão Bueno virou alvo.

Aliás, o Twitter facilitou ainda mais essa interação ao criar um agregador de conteúdo sobre o evento esportivo. É possível filtrar o conteúdo por país (quer saber o que estão falando sobre o Brasil?)

Não só: você também pode acompanhar a Copa através do relato dos próprios jogadores. Ou seja, sem intermediários. O que lembra jogos antigos: após o jogo, jornalistas tinham acesso livre ao vestiário, não existia tanto controle da informação.

Obviamente, esses jogadores devem ter passado por media training. Receberam orientações para usar o Twitter, quais os temas abordar, o que evitar etc. Ademais, não é porque alguém falou algo que isso necessariamente reflete a verdade. De toda forma, você tem acesso a informações de bastidores, que podem ser fornecidas no calor das emoções (ou seja, mais difícil de controlar).

Outras seleções (Holanda e México) foram mais radicais, tendo restringido a participação dos jogadores nas mídias sociais.

Esses são apenas alguns exemplos peculiares dessa Copa 2.0 (sugira outros nos comentários;  esse é um post em construção, então sua participação pode enriquecer o texto). A análise da web acaba sendo muito focada nos EUA. De certa forma, seria o equivalente do eurocentrismo (narrar acontecimentos históricos a partir da Europa) no mundo digital.

Como o futebol não é tão popular nos EUA, provavelmente se dará destaque a projetos de outros países. Afinal, estamos falando do esporte mais popular do mundo. Aliás, será interessante observar como a web brasileira vai cobrir esse assunto, quais os produtos que os grupos de comunicação vão lançar, como o internauta brasileiro vai interagir… Estamos falando realmente de uma audiência global: em tempos de Copa, até quem não tem interesse no esporte se aproxima do tema.

Veja também
Game de futebol de verdade chega às redes sociais

Strokes, a volta

Foram 70 minutos de show em Londres (09/06): sem novas canções, mas com a maioria das músicas conhecidas da banda.

Abaixo, você confere a set list do show (a última é Take It or Leave It). Em seguida, alguns trechos da apresentação.

Mais vídeos e fotos aqui.


REPTILIA

YOU ONLY LIVE ONCE

Apresentando o iPhone 4

Agora sim. A quarta geração do iPhone concilia o que a Apple sabe fazer melhor (ótimo design e sistema operacional intuitivo) com outras características já adotadas pela concorrência (câmera mais eficiente, multitarefa, câmera frontal para vídeo-chamada etc.).

Mas não foi só isso. Steve Jobs anunciou diversas novidades no Worldwide Developer’s Conference. O Link conta a história toda. Vídeo em inglês, sem legenda.