1dl.us: o canivete suíço dos sites

O site 1dl.us tem uma proposta simples e convidativa: concentrar vários serviços em apenas um endereço. Você encontra por lá ferramentas para encurtar endereços eletrônicos (url), espaço para hospedar imagem, dentre outros serviços.

É uma mão na roda para quem produz/divulga conteúdo on-line.


Dirty Diaries: erotismo mainstream

Há muito tempo, escrevi por aqui sobre literatura erótica. Na ocasião, comentei sobre várias obras que dialogaram com um público mais amplo, e não miravam apenas uma audiência segmentada. Esse mesmo movimento pode ser observado no cinema.

Durante muito tempo, a indústria pornô foi vista como entretenimento masculino. Essas obras seriam a dramatização de fantasias dos homens. Por isso, os filmes seriam carregados de gemidos exacerbados, mulheres siliconadas etc. Tudo soaria falso e superlativo.

E se surge um novo olhar sobre o assunto, agradeça às mulheres. E às novas tecnologias, que possibilitam novas abordagens sobre os mais diversas assuntos. No final desse post você confere o trailer do projeto coletivo Dirty Diaries [censura 18 anos]. O filme é formado por 12 curtas, que foram dirigidos por suecas. Elas filmaram o material com celulares. O objetivo do projeto é repensar a pornografia.

A iniciativa lembra o filme francês Intimidade. Dirigido pela cineasta Patrice Chéreau, a obra ia além, mostrando cenas típicas de filme pornô (com participações de astros do cinema erótico, inclusive).

No meio termo, há Nove Canções do cineasta Michael Winterbottom, do ótimo A Festa Nunca Termina.

Existem também outras obras que trilham caminhos mais polêmicos, como Irreversível. Muitas vezes, apostando numa mistura de sexo e violência. Outro que causou muito barulho foi Buffalo 66, dirigido por Vincet Gallo (mais conhecido por seu trabalho como ator).

Quem também gosta de tatear temas polêmicos é Todd Solondz, que dirigiu os explosivos Histórias Proibidas e Felicidade (nesse ano ele está lançando filme novo, Life During Wartime). Consegue resultados bem melhores que Larry Clark, diretor do horrível e apelativo Ken Park e do muito contestado Kids.

Se muitos causam estardalhaço, De Olhos Bem Fechados, dirigido pelo genial Stanley Kubrick e protagonizado pelo então casal Tom Cruise-Nicole Kidman, pouco entregou, apesar da grande expectativa criada pelo ótimo trailer (veja abaixo).

(As cenas desse filme e a canção de Chris Isaak, Baby Did A Bad Bad Thing… É um dos melhores casamentos trailer e canção que já vi)

Outros filmes que apresentaram um pouco mais de pele nas telas: Corpos Ardentes (dirigido por um dos grandes nomes do cinema norte-americano nos anos 1980, Lawrence Kasdan),  9 1/2 Semanas de Amor (estrelado por Mickey Rourke e Kim Basinger) etc.

Claro, esse movimento não é novo. Vez por outra, surge um novo ciclo, para sumir pouco tempo depois. Em 1992, Instinto Selvagem, estrelado por Michael Douglas e Sharon Stone, foi um grande sucesso no cinema. Logo em seguida, outras obras tentaram embarcar nesse mesmo filão, mas malograram: Invasão de Privacidade, A Cor da Noite (com Bruce Willis e Jane March, que conseguiu esse papel após fazer o também “quente” O Amante), Jade (de Joe Eszterhas, um dos roteiristas mais valorizados dos anos 1990; ele também escreveu Instinto Selvagem, Showgirls e Invasão de Privacidade), A Fuga (com o então casal Alec Baldwin e Kim Basinger) etc.

Se voltarmos ainda mais no tempo, vamos encontrar Último Tango em Paris (1972), no qual Marlon Brando descobre os poderes eróticos da manteiga. O mesmo diretor desse filme, Bernardo Bertolucci, voltaria a abordar novamente os caminhos libertinos do sexo em Os Sonhadores.

No Brasil, destaca-se Um Copo de Cólera, protagonizado por outro casal,  Alexandre Borges e Júlia Lemmertz. O filme transpõe para a tela grande o livro de Raduan Nassar. Há também o polêmico Cama de Gato, longa protagonizado por Caio Blat.

Dirty Diaries – trailer

Os sonhos de Mila

Conheça Mila, a filha da escritora Adele Enersen. Graças à mente inventiva de sua mãe, você também pode desvendar os sonhos da pequena Mila.

Enquanto sua filha dorme, Enersen “recria” os sonhos da bebê em fotos. No blog Mila’s Daydreams você confere outras imagens.

Via

Flipboard, uma revista eletrônica personalizada

Um dos assuntos mais comentados dessa semana foi o Flipboard (vídeo acima). O aplicativo para iPad transforma recomendações feitas na web 2.0 (Twitter e Facebook, por exemplo) em uma revista eletrônica, com títulos e fotos.

Se você não está interessado na conversação, mas sim no conteúdo compartilhado nas mídias sociais, o aplicativo é a solução. Como um bom produto tecnológico, não é você que tem de se adaptar a ele; o aplicativo entrega um produto que se adequa às suas características: sua disponibilidade de tempo, seus hábitos de leitura etc. (Veja outros exemplos de aplicativos que seguem a mesma filosofia no final desse post)

Não é mais necessário, por exemplo, ficar o tempo todo on-line para acompanhar as notícias, já que Flipboard funciona como um leitor dinâmico de FEEDs. Outra característica interessante é que o serviço mostra o que foi recomendado, não aponta apenas um link, como ocorre no Twitter. Assim como acontece na badalada plataforma de blogs Tumblr, você já tem acesso ao conteúdo de quem segue. Não gostou, siga em frente. Ou seja, funciona como um resumo dos fatos mais relevantes compartilhados por seus contatos.

Entretanto, por puxar conteúdo de outros sites, o serviço seria legal? O site de tecnologia Gizmodo debate essa questão.

Frase

3 coisas que mudarão sua vida: Flipboard: http://bit.ly/aqXQ9z Apollo: http://youtu.be/Cqlu-kWAcHA ABCNews: http://bit.ly/9kFxNh

Sérgio Lüdtke, jornalista