Top Secret America: a reportagem multimídia do jornal Washington Post

Vídeo sobre o projeto “Top Secret America”, a reportagem épica do jornal Washington Post. A equipe da publicação investigou por dois anos os serviços de segurança norte-americanos.

Como resultado, uma reportagem repleta de dados importantes. O trabalho jornalístico de fôlego revela que há 1.271 agências governamentais e 1.931 empresas privadas que desenvolvem trabalho de inteligência nos EUA. Cerca de 854.000 pessoas atuam nessa área.

Além das informações, a embalagem dessa matéria multimídia também impressiona. O trabalho se desdobra em vários caminhos: documentáriofotos, mapa etc. A conversa continua no Twitter (hashtag #topsecretamerica). Vale a visita.

A mercadoria imaterial da cultura digital

Lembra-se do meu brainstorm a respeito das novas formas de produção e difusão da cultura digital? De certa forma, ele está saindo do papel.

A Netflix, serviço norte-americano de locação de filmes, está chegando ao Canadá. Apenas a versão digital da Netflix, em que o espectador assiste o filme on-line (via streaming), será disponibilizado no novo mercado. A possibilidade de locação para receber o DVD por correio, bastante popular nos EUA, não estará disponível no Canadá.

O produto cultural se torna cada vez mais digital e sem fronteiras. Há menos restrições e mais opções para o consumidor. Se em relação à música impera a “pirataria”, outros setores buscam novas saídas.

E é apenas o começo. O popular site de vídeos Hulu, que transmite séries nos EUA, já mira o exterior. No Brasil, o TV Terra é o site de vídeo mais popular (dados do Ibope Nielsen Online; o YouTube não foi citado, talvez por geralmente ser restrito a vídeos de até 10 minutos). O canal do portal Terra transmite gratuitamente séries como Lost, Desperate Housewives, Grey’s Anatomy e Scrubs.

Mesmo o setor de livros, geralmente mais conservador, aponta novos rumos. A Amazon divulgou que as vendas de e-books ultrapassaram as de livros impressos. E se trata de um mercado restrito, ainda incipiente.

Veja também:
Por uma nova mentalidade na produção e difusão de entretenimento – Parte 1
Por uma nova mentalidade na produção e difusão de entretenimento – Parte 2

O poder das palavras [frase]

Em tempos em que as notícias aparecem de imediato na tela de seu telefone celular, explicar um acontecimento já não é tanto uma liberdade estética, é uma necessidade ética.
Hoje, na imprensa impressa ou na eletrônica, a quase ninguém importa escrever bem ou ser crítico. E confunde-se a crítica com a queixa. O leitor comum, de textos impressos ou eletrônicos, percebe o mundo sobretudo através das palavras.
Quem não se preocupa por “escrever bem” não perde leitores, isso é o de menos. Perde, sim, gente que entenda que diabos está sucedendo e que, assim, se comova, divirta ou se indigne.

Julio Villanueva Chang, jornalista peruano