Florista eletrônico

Acima, vídeo demonstrativo de Plant. Essa é a mais nova criação do artista japonês Akira Nakayasu, que trabalha com “plantas robóticas”.

Nakayasu vai apresentar sua instalação interativa na Ars Electronica, festival de arte e tecnologia que ocorre na cidade de Linz, Áustria. A edição desse ano será realizada de dois a 11 de setembro.

No ano passado, o designer chamou atenção com sua flor eletrônica Himawari. Vídeo abaixo.

Termina hoje consulta pública para modernização da Lei do Direito Autoral

Para Jason Sigal, do repositório musical livre Free Music Archive (FMA), “A arte nunca aparece do nada, é sempre inspirada por outra. Nós precisamos estar dispostos a reconstruir, remixar, traduzir, reinterpretar e compartilhar o trabalho de outros. Especialmente na música, as ferramentas digitais abrem um mundo de novas possibilidades.”

Percebeu o que está em jogo? Dá uma passada no site do Ministério da Cultura e contribua.

Revistas no Ipad: prós e contras

 

O blog RWW analisou algumas revistas eletrônicas lançadas para o tablet da Apple. No estudo, avaliou a versão digital da Wired e  a “banca” de revistas Zinio.

A revista sobre cultura digital Wired brilha por oferecer conteúdo multimídia (o texto é acompanhado de vídeo, slideshow, música etc.), recursos interativos (gráficos dinâmicos) e utilizar eficientemente a capacidade multitoque do aparelho.

Já o Zinio entrega, basicamente, versões bastantes similares ao material impresso das publicações. É um simulacro, com apenas algumas vantagens: capacidade de dar zoom e clicar nos links.

Clayton Christensen: inovação

Acima, Clayton Christensen, autor dos livros O Dilema da Inovação (sua obra mais importante); Innovation and the general manager; The Innovator’s Solution; Seeing What’s Next e O DNA do Inovador, sua obra mais recente.

Há dois anos, o economista passou pelo Brasil. Na ExpoManagement 2008, falou sobre como criar uma organização que propicie o crescimento de ruptura. Para ele, “as melhores oportunidades estão hoje nos menores mercados”.

Em entrevista à revista Época, ele explicou como a tecnologia de ruptura surge:

Em sua primeira aparição, o produto ou serviço costuma ser caro e difícil de usar. Além disso, exige que o consumidor tenha tempo e algumas habilidades para lidar com ele. A ruptura surge quando há uma oportunidade de transformar esse produto ou serviço, que é limitado, em algo acessível para um número grande de pessoas.

Entre suas ambições, tem o desejo de trazer a ciência para a inovação, tornando seu processo menos aleatório:

Ao lançar um produto ou serviço, as empresas devem almejar um público que chamamos de não-consumidores. São pessoas que, historicamente, não tinham dinheiro, habilidades ou tempo disponível para gastar. Outro ponto é que, se as empresas segmentarem o mercado de acordo com as características do produto, o resultado da inovação será duvidoso. Em geral, os clientes compram os produtos como se contratassem o serviço que ele lhes presta. A segmentação do mercado deve ser feita de acordo com esses serviços. Aí, a probabilidade de criar um produto conectado com os clientes é muito maior.

Na mesma conversa, ele faz uma ressalva ao seu trabalho:

Uma das coisas que não antecipei foi a flexibilidade com que as empresas adotam novas tecnologias e a facilidade que têm para implementá-las. Acreditava que a ruptura se daria apenas com o surgimento de novas tecnologias. Na verdade, ela está mais relacionada à mudança do modelo de negócios.

Atualização: 20/09/2011

Aprendizado contínuo

O jornalista e pesquisador Reges Schwaab me convidou para participar de um projeto do blog dele.  A ideia é abordar “Como você estuda?“. Segue o texto que mandei para ele.

Comecemos pelos livros. Busco sempre diversificar o que leio. Por mês, procuro mesclar livros técnicos com obras de ficção, sobre os mais diversos assuntos. Aprendo MUITO com isso. Livros aguçam minha criatividade. Ademais, muitas vezes oferecem sínteses, experiências de vidas em poucas páginas. Não me refiro aos “didáticos”, que querem oferecer fórmulas prontas, sem pensar no contexto de sua implementação.

A idéia da multidisciplinaridade não se restringe apenas aos livros. Na verdade, busco manter uma “dieta cultural” que envolva música, cinema, games, hq etc. Com o tempo, os laços entre essas diferentes disciplinas surgem, o que só enriquece minha bagagem intelectual, bem como cria novos desdobramentos para os projetos com os quais me envolvo.

Diariamente, no horário comercial, leio as últimas notícias (hard news) sobre os temas que despertam meu interesse (profissional e pessoal). Os textos mais longos ficam para o final do dia ou para os fins de semana. Durante a noite leio livros/revistas, assisto filmes e séries…  Não me restrinjo apenas a textos e obras culturais nacionais. Mesmo as estrangeiras, convém ir além. Tento “cavar mais fundo”, procurar o que não é óbvio. Isso me leva para ótimos destinos. Eu vivo no mundo, não apenas na minha residência.

Nos fins de semana, procuro não apenas absorver as informações mas também transformá-las em projetos, aplicar o que aprendi. Isso também me ensina muito, assim como o contato com outros profissionais, tentar manter laços (on e off line).

Guardo o conteúdo que acho mais interessante (em arquivo digital). Também mantenho um moleskine sempre por perto em que vou jogando idéias aleatórias, trechos de obras interessantes que me inspiram… Vez por outra, revisito esse material. Algumas idéias se mesclam, outras ainda estão hibernando.

Muitos textos meus são gestados em grandes intervalos de tempo. Isso faz parte do meu processo de aprendizado. Leio textos de outros, reflito sobre o assunto… Isso resulta numa escrita mais apurada. O que é publicado não é uma opinião do momento (na maioria das vezes, apenas manifestação do ego), mas sim uma reflexão, em que peso prós e contras. Muitas vezes, colocando à prova o que acredito.

Tento absorver conhecimentos em outras áreas, como administração, gestão etc. Acho que a comunicação muitas vezes olha apenas para o próprio umbigo. É um erro. Por vezes, opto por cursos rápidos. Servem como um contato inicial, bem como abrem minha visão para a experiência de outras áreas e profissionais. Além d’eu não ter tanto tempo disponível, cursos rápidos são ótimos porque permitem que eu realize vários treinamentos. Ou seja, amplia a possibilidade de estudar vários temas, não exigem semestres ou anos de dedicação em atividades que, em princípio, não seriam primordiais para a minha atuação.

Anualmente, faço avaliações do que preciso melhorar. E, olha, a lista é longa. Também listo conhecimentos/experiências novas que quero absorver. Ainda sou -e sempre serei- um aprendiz. Meus acertos e erros me enriquecem. Acima de tudo, tenho por prática cultivar a incerteza. Sou aberto ao novo, até porque não tenho todas as respostas. Aliás, para mim o mais interessante é perguntar. E seguir atrás da resposta. Se não tiver preconceito, as ramificações que surgirão serão tão interessantes que você vai esquecer a pergunta. “Afinal, como cheguei aqui?”

Quando adolescente, li uma matéria sobre como, no futuro, uma mesma pessoa teria várias profissões durante sua vida adulta. Acho isso interessante até hoje, mesmo porque minha profissão nem existia na época. Ademais, na minha atividade profissional, uso recursos que só existiam no campo da ficção.

É por isso que quero aprender e compartilhar sempre. Aliás, não faço distinção entre conhecimento acadêmico, técnico ou amador. O que importa é a bagagem, a experiência adquirida. Conversar com pessoas “simples” já me inspirou bastante. Já outras, consideradas detentoras do conhecimento, me deram sono. São tidos como intelectuais, lêem muito, mas na verdade são especialistas em fichar livros. Obviamente, nem todos os acadêmicos são assim. Mas há aqueles que são escravos das idéias alheias, e acham isso uma virtude. O conhecimento não é um convite, mas um fim em si. Algo similar ao ato de colecionar figurinhas. Pior: nunca tiveram uma idéia criativa e se apregoam como os mais capacitados para julgar o que é válido ou não. Como se o conhecimento fosse uma prova esportista, em que é necessário haver vencedores e, acima de tudo, perdedores.

O conhecimento é livre. Por isso, quando alguém diz para mim algo como “tem de ser assim”, já me perdeu. Mudei muito meu comportamento, as idéias que defendo. Mas não alterei meu modo de pensar para o que era conveniente no momento. Mudei porque surgiram idéias mais interessantes. Ficar atrelado a conceitos pode representar não coerência, mas birra. Meu propósito é evoluir. Sempre.

Acho curioso o conceito de educação continuada. Soa como algo forçado, e não uma prática agradável, um cuidado consigo. Procuro aprender todo dia. Sou o mesmo desde que me entendo por gente: minha curiosidade é infinita. De certa forma, ainda sou uma criança, só me divirto de outras formas. Com meus brinquedos, encenava outras experiências, criava novos universos. Agora, quero viver várias vidas numa só.