Blog Playground: "Você só é jovem uma vez – mas isso pode durar uma vida inteira"
Hoje, dia 24 de agosto, é comemorado o dia da Infância! Aproveito a data para apresentar minha nova empreitada na blogosfera: Playground, o blog de brinquedo. Por lá, encontrará dicas culturais para crianças e/ou adultos. A idéia é justamente essa: falar sobre o que atrai a atenção dos pequenos e dos crescidos. Destacar produtos culturais que não tratam os mais novos como incapazes intelectuais, tampouco espantam os adultos.
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Vez por outra, vamos revisitar o passado. Mas esse não é um site para saudosistas, para aqueles que pregam que “bom mesmo era o meu tempo”. “Eu não vivo no passado, o passado vive em mim” (Paulinho da Viola). O objetivo do blog é abordar o que une distintas gerações hoje. Obras interessantes, que não confundem a falta de vivência das crianças com ausência de sensibilidade. O adulto não é apenas quem paga a conta, é parceiro na diversão.
Hoje, dou dicas de quadrinhos para meu sobrinho de 12 anos. Quando estou em dificuldade em algum jogo eletrônico, ele vem e me auxilia em alguma fase mais difícil.
Algumas vezes, assisto a um trailer destinado ao público infantil e penso: vai ser tão ruim que os pais vão disputar quem vai levar as crianças para o cinema.
Por outro lado… Animações da Pixar ou Dreamworks encantam crianças e adultos. Oferecem estórias divertidas, e não mensagens educativas em que o que importa é apenas a lição a ser aprendida. Desenhos animados exibidos na TV muitas vezes são mais engraçados que algumas sitcoms badaladas.
Por outro lado, jovens freqüentam bares com jogos de tabuleiro. Empresas usam jogos para treinar seus funcionários e até mesmo as notícias ganham versão lúdica (newsgames). Mesmo a malhação virou brincadeira (Wii Fit).
Na literatura, Harry Potter oferece livros longos e com passagens sombrias.
De certa forma, não é um fato novo. Nos anos 1990, O Mundo de Sofia, um livro infantojuvenil sobre a história da filosofia ocidental, fez grande sucesso também entre adultos. Tempos depois, O Estranho Caso do Cachorro Morto, de Mark Haddon, mirou o público mais novo, mas cativou também os mais velhos. O narrador, um garoto com deficiência mental, desconstrói vários clichês literários. Para isso, ele utiliza “técnicas” de um texto de ficção.
Se voltarmos mais no tempo, vamos encontrar as músicas de Chico Buarque para o filme Os Saltimbancos Trapalhões e a canção-tema do Sítio Do Pica-Pau Amarelo, composta por Gilberto Gil.
Esses são apenas alguns exemplos. No blog, vamos descobrir novas opções. Pablo Picasso certa vez afirmou: “Eu passei a vida inteira tentando desenhar feito uma criança.”
Vik Muniz, o artista plástico brasileiro mais prestigiado atualmente no exterior, compartilha sentimento similar: “Eu julgo minha maturidade artística pela habilidade de me fazer entender pelas crianças, por ser como uma delas. Você só é jovem uma vez – mas isso pode durar uma vida inteira.”
Faço o mesmo convite para você.
![CD [por Charles Cadé]](http://cadedigital.com/wp-content/themes/basic/themify/img.php?src=http://cadedigital.com/wp-content/themes/basic/uploads/logo/CDLogo02.png&w=&h=)





