Amor virtual, Fabrício Carpinejar

[…] Acredito em amor virtual. Pois nada é mais expansivo e verdadeiro do que se conhecer pela linguagem. Nada é mais íntimo e pessoal do que se doar pela linguagem.

Não serei convencido da frieza do relacionamento na web, da articulação de fachadas e pseudônimos, da ironia e dos subterfúgios denunciados nos chats.

[…] Na correspondência, há a esperança de ser amado e de entreter as dores. A esperança aceita tudo, transforma todo troco em investimento.

[…] Não há o julgamento pelas aparências (que se assemelha a uma execução sumária), mas o julgamento em função do que se imagina ser, do que se deseja, do que se acredita.

São raros os momentos em que se pode fechar os olhos para adivinhar.

Adivinhar é delicioso – é se dedicar com intensidade às impressões mais do que aos fatos.

[…] Não conheço paixão que não ofereça mais do que foi pedido. Quem reclamava da ausência de preliminares deve comemorar o amorvirtual. Nunca se teve tanta preliminar nas relações, rodeios, educação.

Fica-se excitado por falar. Devolve-se à fala seu poder encantatório de persuadir.

Afora o espaço democrático: um conversa e o outro responde. Findou o temporal de um perguntar para outro fingir que está ouvindo.

No amor virtual, a linguagem é o corpo.

[…] Amor virtual é conhecer primeiro a letra, para depois conhecer a voz.

A letra é o quarto da voz.

Educação participativa

http://www.youtube.com/watch?v=qU6LMt9Ieyc

Acima, vídeo sobre o Collaborize Classroom, aplicativo que leva as discussões da sala de aula para a internet. No vídeo, a professora relata que, in loco, geralmente são os mesmos alunos que participam. Online, os mais calados foram os primeiros a responder.

Essa é uma das sete plataformas interativas que podem auxiliar a educação, segundo o site Mashable. Vale também conferir o texto O uso das redes sociais como método alternativo de ensino para jovens, publicado no blog Mídias Sociais.

O valor das conexões

Depende muito do objetivo da pessoa ou da marca. Mas, no geral, eu diria que uma marca precisa saber que não é e nunca vai ser uma pessoa, que ela é uma marca, e que é melhor ela ser honesta quanto a ser uma marca e descobrir a sua voz de marca nas redes sociais do que fingir que é uma pessoa. As redes sociais são lugares de trocas, simbólicas ou concretas, e é bom que a marca tenha o que trocar, que ela não finja que seus valores simbólicos são concretos e vice-versa.

Gustavo Mini explica como as marcas podem ser bem-sucedidas online.

Vale também conferir o texto dele sobre o (ex?)publicitário Alex Bogusky, um dos grandes nomes mundiais do setor. Em pauta, virais, marketing de guerrilha, novos formatos de agências publicitárias…