Se democracia é escolha, por que alguns teriam suas possibilidades limitadas?

Se

Rudyard Kipling
Tradução: Guilherme de Almeida

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti, quando estão todos duvidando,
E para esses, no entanto, achares uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares;
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais nem pretensioso;

Se és capaz de pensar, sem que a isso só te atires;
De sonhar, sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires
Tratar da mesma forma esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder, e ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
A dar o que for que neles ainda existe;
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
Resta a vontade em ti que ainda ordena: “Persiste”!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
E, entre reis, não perder a naturalidade;
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade;
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra, com tudo o que existe no mundo,
E – o que é mais – serás um Homem, ó meu filho!

The Walking Dead: It’s evolution, baby!


Nos anos 00, ressuscitaram os filmes sobre zumbi. Bons títulos foram lançados. O sombrio Extermínio, dirigido por Danny Boyle, foi um dos primeiros a ganhar visibilidade. Depois seguiram os terrir (meus preferidos, que misturam terror e comédia): Todo Mundo Quase Morto (roteiro do criativo Simon Pegg), Zumbilândia… Até mesmo um filme feito com baixo orçamento, no estilo de produção do mexicano El Mariachi, foi lançado: Colin.

Agora é a vez dos mortos-vivos chegarem à TV. A série The Walking Dead (trailer abaixo) estreia dia 31 de outubro nos EUA, via AMC (mesmo canal dos ótimos dramas Mad Men, Rubicon e Breaking Bad). No Brasil, a série chega logo depois.

Zombie, Cranberries

Another head hangs lowly,
Child is slowly taken.
And the violence caused such silence,
Who are we mistaken?

But you see, it’s not me, it’s not my family.
In your head, in your head they are fighting,
With their tanks and their bombs,
And their bombs and their guns.
In your head, in your head, they are crying…

In your head, in your head,
Zombie, zombie, zombie,
Hey, hey, hey. What’s in your head,
In your head,
Zombie, zombie, zombie?
Hey, hey, hey, hey, oh, dou, dou, dou, dou, dou…

Another mother’s breakin’,
Heart is taking over.
When the vi’lence causes silence,
We must be mistaken.

It’s the same old theme since nineteen-sixteen.
In your head, in your head they’re still fighting,
With their tanks and their bombs,
And their bombs and their guns.
In your head, in your head, they are dying…

In your head, in your head,
Zombie, zombie, zombie,
Hey, hey, hey. What’s in your head,
In your head,
Zombie, zombie, zombie?
Hey, hey, hey, hey, oh, oh, oh,
Oh, oh, oh, oh, hey, oh, ya, ya-a…

Acima, um dos grandes hits dos anos 1990 (clipe abaixo). A banda começa hoje, em São Paulo (Credicard Hall), sua turnê pelo Brasil. Depois seguem para Florianópolis, Brasília, Recife e Fortaleza.

Atualização: a banda tocou ontem no Rio de Janeiro – Valeu pela dica, @Lu_Pinheiro

Cranberries – Zombie [clipe]

A arte do direito autoral

“Não existe copyright para arte. Quer dizer, claro que existe copyright, mas como artista, você não o respeita. Você não respeita o copyright do jornal quando recorta um pedaço dele para usar em sua pintura cubista se você é Picasso. Você só recorta e cola onde preferir, sem se preocupar com essas coisas. Eu sinto que o mundo moderno, com samplers e coisas assim, é meio desse jeito. Não estou falando de como funciona legalmente, e sim eticamente”

Robert Schneider, da ótima banda nerd Apples in Stereo. Volta e meia, divulgo algum clipe deles no meu tumblr musical Hit me!

Uma das músicas mais conhecidas do Apples in stereo é Energy. A canção foi utilizada num comercial da Pepsi (veja no final do post).

O grupo tocou nesse fim de semana no Brasil (SWU). Para quem não conhece a banda, o Link publicou um ótimo perfil sobre eles.

Falando nisso: o suplemento de cultura digital do Estadão também destaca o filme The PirateBay: Away From Keyboard (PirateBay: Longe do Teclado), documentário sobre o serviço de compartilhamento de arquivos. Os piratas pagaram a conta da produção do filme.

The Apples in stereo – Energy [Clipe]

Comercial