Egito: Flash Mob Revolution

Se o levante popular conseguiu ser sufocado no Irã, o mesmo não ocorreu na Tunísia. Agora, a revolução digital segue para o Egito (acima, vídeo de um protesto no país).

Repressão na rua e online já é algo comum no receituário das ditaduras contestadas. Se o governo egípicio bloqueia sites, como o Twitter, a população libera suas redes WiFi para que os manifestantes possam utilizar seus celulares e compartilhar fotos e vídeos.

O governo falha não apenas em controlar a informação e a comunicação. Quando manifestações do tipo são abraçadas pela população, a rede de apoio é ampla. No Egito, restaurantes liberam comida e bebida gratuitamente para quem participa dos protestos.

Todavia, a empolgação com os ventos de liberdade que chega à região acaba turvando a cobertura jornalística. É necessário ir além do factual: não apenas noticiar fatos isolados, mas gerar explicações. Sem conectar as informações, fazer remissão a acontecimentos passados que ajudaram a construir o cenário atual, saberemos que algo está acontecendo num país distante (e de diferente cultura), mas não exatamente o que. Seria adotar a cartilha do jornalismo policial para cobrir o exterior, que fala de casos específicos, e não de políticas públicas. De tanto consumir notícias sobre crime, gera uma sensação (no caso, de perigo generalizado, o que pode não ser verdadeiro), e não compreensão da realidade. É necessário juntar as peças do quebra-cabeça.

Devido à ampla utilização das mídias sociais na organização de mobilizações e compartilhamento de conteúdo (via Twitpic, Facebook e YouTube), por vezes pode ser difícil encontrar material relevante (e autêntico). A ampliação de fontes é salutar para a comunicação e para a democracia. Todavia, a pulverização de conteúdo dificulta a compreensão dos fatos. Sem um trabalho de filtragem e checagem das informações, a contextualização e a compreensão do quadro geral pode ser comprometida. Por isso, vale a pena conferir o trabalho de acompanhamento que a Fast Company está fazendo.

É relevante também tentar vislumbrar os próximos passos, antever cenários.  Novas revoluções podem iniciar em outros países? Esse tipo de levante ganha respaldo quando a economia vai mal. Além disso, a China ensina que a repressão pode ser muito maior. O país asiático joga muito mais duro contra os opositores e a pressão internacional.

Outra ponto importante é não tentar criar um “final feliz” antecipado. A Tunísia marcou o início das manifestações populares, mas a cobertura da imprensa diminuiu depois da queda do ditador do país. O novo governo recebe pouca atenção. E o fim de uma ditadura não representa, necessariamente, a criação de um sistema de governo igualitário.

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American Idol 10

Jacee Badeaux, 15 anos(!), canta Sitting on the dock of the bay, do maravilhoso Otis Redding.

Nesse fim de semana, estava zapeando, achei o American Idol no canal pago Sony…. E não mudei mais.

Alguns poderiam dizer que assistir American Idol seria meu “guilty pleasure”. Na verdade, gosto “sem vergonha”. Sempre acreditei que você ter múltiplos interesses, o que varia é a gradação do “gostar”.

Em American Idol, há os cantores histriônicos, soltando gritos desnecessários. Em muitos casos, menos é mais. São tantos maneirismos, cacoetes, que o cantor não imprime sua personalidade. Por outro lado, é bacana escutar alguém cantando a capella, empolgado. Sem enganações de estúdio, como o programa Pro Tools, o Photoshop da música.

De toda forma, por vezes só queremos uma distração. Como diz a música do vídeo acima: “I’m just sittin’ on the dock of the bay / Wastin’ time”. É bom apenas relaxar sem racionalizar o momento. Até porque, como provocou a escritora Susan Sontag, a interpretação é a “vingança do intelecto contra a arte”.

Claro, não gosto quando os sem noção são tratados como chacota (na maioria das vezes ignore os jurados; os são cruéis ou melosos demais). Não curto o que os alemães chamam de “Schadenfreude” (prazer em ver alguém em má situação). Mas sempre é bom ser surpreendido. Há extravagantes interessantes, como ‪Tiffany Rios‬ e o nerd rejeitado no colégio ‪Brett Loewenstern‬ (com Bohemian Rhapsody, do Queen). E esse participante, Caleb Hawley, numa ótima versão de Hallelujah I Love Her So, do Ray Charles? Senti um clima Susan Boyle.

Sem falar nas histórias de superação. Várias já foram mostradas: ‪Paris Tassin (cantando Temporary Home‬)Robbie Rosen‬ (Yesterday)

Esses são apenas alguns exemplos. E ainda estamos na primeira semana. Se não quiser ver todos os programas, pode acompanhar o canal TheAmericanIdol10 no YouTube.

Sundance 2011: festival de cinema independente revela vencedores

Abaixo, você confere os vencedores do Sundance, um dos maiores festivais de cinema independente do mundo. No tumblr Radar, pode assistir trailers dos filmes escolhidos.

Na categoria documentário mundial, a audiência selecionou Senna, de Asif Kapadia, obra que conta a história do piloto -e grande ídolo nacional- Ayrton Senna.

Um dos grandes desafios do cinema independente é a distribuição. O UOL fez uma lista de dez filmes do Sundance 2011 que devem chegar ao Brasil.

Ficção

Grande Prêmio do Júri
Like Crazy

Prêmio do Júri (Cinema Mundial)
Happy, Happy (Noruega)

Prêmio do Público
Circumstance

Prêmio do Público (Cinema Mundial)
Kinyarwanda

The Best of NEXT!: Prêmio do Público
to.get.her

Melhor Realizador
Sean Durkin por Martha Marcy May Marlene

Melhor Realizador (Cinema Mundial)
Paddy Considine por Tyrannosaur

Prêmio de Argumento Waldo Salt
Sam Levinson por Another Happy Day

Prêmio de Argumento (Cinema Mundial)
Erez Kav-El por Restoration

Melhor Fotografia
Pariah

Melhor Fotografia (Cinema Mundial)
All Your Dead Ones

Prêmio Especial do Júri
Olivia Colman e Peter Mullan em Tyrannosaur

Prêmio Especial do Júri
Another Earth e Felicity Jones em Like Crazy

Documentário

Grande Prêmio do Júri
How to Die in Oregon

Prêmio do Júri (Cinema Mundial)
Hell and Back Again (Inglaterra)

Prêmio do Público
Buck

Prêmio do Público (Cinema Mundial)
Senna

Melhor Realizador
Jon Foy por Resurrect Dead: The Mystery of the Toynbee Tiles

Melhor Realizador (Cinema Mundial)
James Marsh por Project Nim

Melhor Montagem
If A Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front

Melhor Montagem (Cinema Mundial)
The Black Power Mixtape 1967 – 1975

Melhor Fotografia
The Redemption of General Butt Naked

Melhor Fotografia (Cinema Mundial)
Hell and Back Again

Prêmio Especial do Júri (Cinema Mundial)
Position Among the Stars

Prêmio Especial do Júri
Being Elmo: A Puppeteer’s Journey

Mark Zuckerberg (e seus clones) no Saturday Night Live

‪Jesse Eisenberg‬ foi o convidado dessa semana no programa humorístico Saturday Night Live (SNL). Eisenberg interpreta Mark Zuckerberg, o criador do Facebook, no aclamado filme A Rede Social. ‪

No vídeo, o ator abre o SNL. Em seguida, surge Andy Samberg, umas das melhores revelações do programa nos últimos anos. No final, surge um desajeitado Mark Zuckerberg. Apesar da soma de talentos, o resultado é sem graça.