Elogio tardio

A narração social se deslocou do romance para o cinema e depois do cinema para as séries, e agora está passando das séries para os facebooks e twitters e demais redes da internet. O que envelhece e perde a vigência fica solto e mais livre: quando o público do romance do século 19 se deslocou para o cinema, foram possíveis as obras de Joyce, de Musil e de Proust.

Quando o cinema é relegado como meio de massa pela TV, os cineastas dos “Cahiers du Cinéma” resgatam os velhos artesãos de Hollywood como grandes artistas; agora que a TV começa a ser substituída massivamente pela web, valorizam-se as séries como forma de arte.
Em breve, como o avanço tecnológico, os blogs e os velhíssimos e-mails e as mensagens de texto serão exibidos nos museus. Que lógica é esta? Só se torna artístico -só se politiza- o que caduca e está “atrasado”.

Ricardo Piglia, escritor

A epidemia de ansiedade

[…] existe a suspeita de que tanta pressa está deixando as pessoas inseguras, perdidas em meio a tanta informação. Se alguém não estiver apressado ou, pelo menos, parecendo apressado, deve ser um desocupado e, portanto, um fracassado.
[…] Foram feitos vários testes revelando que a dependência da informação é semelhante, em muitos casos, à dependência química. Isso é o que se vê quando se pede para que os jovens fiquem sem acesso a internet e longe do celular. Responde-se apenas ao estímulo externo, na busca diária de mais um aplicativo
Não se está fazendo uma daquelas críticas retrógradas às tecnologias, afinal quem não quer usar o Skype ou ter acesso aos amigos pelo Facebook? […] O problema é saber até que ponto tanta informação exterior inibe o autoconhecimento interior.

Gilberto Dimenstein

Solução possível? Pratique meditação, técnica milenar comprovada pela neurociência e que propicia menos ansiedade, depressão e dores crônicas.

Faça você mesmo: a contracultura DIY

Roll Up Your Sleeves (Arregace as mangas), de Dylan Haskins, é um documentário sobre a cultura Do it yourself (DIY), forma alternativa de organizar, trabalhar e pensar, uma herança do movimento punk.

Dica da @babee

Cisne Negro

Cisne Negro é uma das estreias de hoje. Na direção, o talentoso Darren Aronofsky (O Lutador, Réquiem para um Sonho e Pi). Natalie Portman, que interpreta uma bailarina talentosa (e perturbada), concorre ao Oscar de melhor atriz. É a favorita.

A obra, um thriller psicológico que termina em clima de terror, também concorre nas categorias melhor filme, diretor, montagem e fotografia. Trailer abaixo.

Encontrei a foto acima, que não é do filme, aqui.

O Vencedor

O Vencedor deveria ter sido dirigido por Darren Aronofsky (de… O Lutador), que caiu fora para comandar outro filme com grande número de indicações ao Oscar desse ano: Cisne Negro. O Vencedor concorre em sete categorias. Confira o trailer abaixo.

Sexta

Que isso, Tom, cinema é a maior diversão. Confere as estreias de hoje.

Imagem d’aqui.