O que funciona nas fan pages do Facebook?

Posts que provocam mais reação (eu não chamaria de engajamento) nas páginas jornalísticas do FB, segundo o estudo: aqueles que contêm perguntas, os que trazem reflexões, os mais longos (5 linhas), os que abordam temas polêmicos e, naturalmente, os que são publicados em dias e horários de maior movimentação online. OU SEJA, posts consistentes, planejados, pensados.

Via página no Facebook do blog Intermezzo. O estudo completo você confere nesse link.

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O Google+ realmente corrige as "falhas" do Facebook?

A semana de estréia foi marcada por uma acalorada recepção. Agora, outras vozes começam a comentar o Google+.

Já falei sobre o assunto antes, mas volto ao tema para aprofundar alguns aspectos. Muitos apontam que o Google+ “corrige” um defeito do Facebook, a questão de privacidade.

Ora, essa propalada falta de privacidade do Facebook é recente. Antes, a rede de Mark Zuckerberg era muito elogiada pela proteção da identidade digital do usuário. O serviço piorou? Não, apenas mudou de foco. Seu criador vem afirmando cada vez mais que a privacidade como conhecemos está com os dias contados. Claro, disse isso só depois do serviço ganhar escala, construir essa comunidade de 750 milhões de usuários. O novo posicionamento tem mais a ver com questões comerciais (anúncios vinculados ao conteúdo que o usuário compartilha) do que com erros estruturais.

Para mim, o Google+ deveria ir além, evoluindo a ideia de rede social digital, que poderia passar a ser realmente multicanal, com grande ênfase nos dispositivos móveis. Perfis em redes sociais vem e vão, mas mudar o número de celular é bem menos constante. Coisa que o aplicativo WhatsApp, um serviço de comunicação entre celulares, já percebeu. A Apple também já disse que vai embarcar no Iphone um comunicador…

O Google+ poderia utilizar a mesma estratégia do WhatsApp, permitir a criação de identidades/números virtuais com o Google Voice (estilo Skype) e/ou possibilitar maior integração entre esse recurso e a nova plataforma digital da empresa. Ou seja, o Google+ poderia ser utilizado como forma principal de contato dos usuários, localmente e internacionalmente. Conquiste não apenas o usuário, mas também seu hardware. Seria um passo natural, inclusive: o Android, plataforma para dispositivos móveis do Google, já domina o mercado norte-americano.

Informações apontam que 18 produtos do Google devem ser integrados ao Plus. Além disso, mais de cem novos recursos devem aportar no Google+. Como já falei anteriormente, as possibilidades do serviço são promissoras. Seu lançamento, porém, foi tímido. E equivocado. Ao invés de lançar um recurso que agrega assuntos do interesse do usuário (Google+ Sparks), porque não puxar (e filtrar os assuntos mais relevantes) da conta que ele tem no Google Reader? Ou então criar um jornal “social”, baseado nos perfis dos sites de relacionamento do usurário (vide o Flipboard, aplicativo bem-sucedido no iPad). Integração com o YouTube, com seu serviço de pagamento online (Google Checkout) e embarcar o Google Tradutor para facilitar o compartilhamento de conteúdo internacional e a interação entre os diversos povos também seriam boas pedidas… As possibilidades são muitas.

Da forma como foi lançado, o Google+ soa como um “Facebook aprimorado”. Mas será que acertou o alvo correto? Só o tempo dirá. O Orkut sempre foi muito criticado por sua limitações, o que não afetou sua popularidade durante um bom tempo. Todavia, até o interessante recurso do Google+ de criação de círculos para grupos distintos com os quais relaciona pode complicar o que é simples. Muitos que migravam do Orkut para o Facebook reclamavam, porque achavam mais difícil se localizar por lá. Por outro lado, gostaria que o serviço facilitasse a ampliação dos meus contatos, para conhecer novas pessoas, e não restringir o meu universo às pessoas que já conheço. Ademais, não sei se a maioria dos internautas se preocupa tanto assim com privacidade. É só checar o nível de exposição de muitas mensagens publicadas em perfis abertos no Twitter.

Mesmo a constante comparação com o Facebook soa exagerada. E problemática. Do jeito que muitos abordam o tema, parece que o Google+ precisa atingir, em pouco tempo, o tamanho do Facebook. Ou seja, é o gigantismo ou o fracasso? Ademais, numa empresa com tantos braços operacionais como o Google, o sucesso dessa nova empreitada pode suscitar mais investigações sobre o domínio da empresa na internet.

Orkut: o pulso ainda pulsa

Ao mesmo tempo que lança uma nova rede social, o Plus, o Google faz loas ao seu site de relacionamento mais antigo.

Arte no Moleskine

Há mais aqui. Recentemente, a revista da Livraria Cultura publicou uma matéria sobre o caderno de anotações preferido dos criativos. O preço realmente pode assustar, mas sempre é possível optar por um genérico do produto.

Uso o meu como idearator portátil. Pequeno, é fácil de segurar apenas com uma mão. A capa dura serve de apoio para a escrita. E a cor amarela do papel ajuda nas anotações e leituras noturnas. Para guardar os cadernos lotados, é fácil: seu tamanho diminuto e padronizado facilita a criação do seu arquivo pessoal.

Google+: como usar

Depois que entrei no Google+, o que faço por lá? Esse tutorial te ajuda no caminho (mais dicas no final do post). Aliás, para não se sentir só, pode puxar seus contatos já existentes em outros serviços online. Ou acompanhar as atualizações do Facebook no Google+.

Ao que parece, o clima de festa vip retratado na imagem acima vai perdurar por pouco tempo. Nesse fim de semana, o Google+ já deve contar com 20 milhões de perfis cadastrados. E as contas para empresas vem aí. Para quem ainda curte o Orkut, o Google já avisou que a rede social mais popular no Brasil vai continuar pulsando.

Resta saber se essa leva inicial de cadastrados vai se converter em usuários engajados, comunidade forte, ou não passa de curiosidade. A estratégia de convites já se mostrou vitoriosa (Orkut) e fracassada (Google Wave).

Bônus

Direção errada

a individualização da informação é perigosa. Invertam o algoritmo: enviem a todas as pessoas as perspectivas que mais as desafiem.

Roger Cohen, no jornal NY Times. Artigo completo aqui.