In Time: trailer

A premissa da falta de tempo é interessante. E atual. O perigo é a ideia ser desperdiçada num filme de ação, no qual os personagens apenas correm de um lado para outro, como se estivessem participando de uma gincana. Algo que, infelizmente, tem ocorrido com frequência em filmes de ficção científica.

Curioso notar que, Justin Timberlake, depois de “trazer a sensualidade de volta” à música, hoje é mais facilmente encontrável no cinema. Recentemente, lançou duas comédias: Professora Sem Classe e Amizade Colorida (com a linda Mila Kunis).

O crime das mortes evitáveis

Se quiser medir a taxa de civilidade de uma cidade, veja o tamanho de sua calçada. E, se quiser medir a cidadania de um país, pode usar como indicador o número de pedestres mortos.
O que ocorre em nosso trânsito são casos tão absurdos que, daqui a não muito tempo, quando olharmos para trás, não vamos sequer entender como os toleramos. É como vemos hoje a mulher não ter direito de votar, crianças serem obrigadas a trabalhar, negros serem escravos ou alguém fumar no avião.

Gilberto Dimenstein

Falando nisso: o antropólogo Roberto Da Matta já explorou o tema no livro Fé em Deus e Pé na Tábua.

Mover, comer & aprender

Os três curtas acima sintetizam 44 dias de viagem, por 11 países. As 2 câmeras do projeto captaram quase um terabyte de imagens.

Escuta Só

“[...] a música não é puramente técnica, feito algo concebido em laboratório, mas sim uma coisa que se relaciona com o que acontece numa época e pode ser temperada com sentimento intenso, com emoção.”

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“É frequente no jornalismo cultural os julgamentos definitivos, isso é bom, aquilo não presta. O real na maioria das vezes está entre os dois extremos. A arte, como a vida, constantemente mistura o bom e o ruim.”

Alex Ross, crítico musical da revista New Yorker, em entrevista publicada na Folha. Escuta Só é seu livro mais recente lançado no Brasil.

Qual o tamanho do sucesso na internet?

Você já deve ter ouvido falar de pessoas que, em épocas remotas, teriam sido enterradas vivas por sofrerem de um mal chamado catalepsia, doença rara na qual a pessoa não consegue se movimentar, mas preserva suas funções vitais. Hoje, a medicina aponta que isso seria altamente improvável, já que equipamentos modernos conseguem monitorar o funcionamento do organismo.

Talvez os ares da evolução médica não tenham chegado à cultura digital, povoada de curandeiros lúgubres, que oferecem pouco alento aos pacientes: daí surge a morte dos blogs, dos podcasts… E até da web. Ao longo de quinze anos acessando a grande rede, já vi esse discurso ser adotado inúmeras vezes.

Se os benefícios da sociedade em rede ainda estão no começo, sua compreensão muitas vezes mostra-se atrasada, viciada na indústria cultural.

Claro, os coveiros digitais mostraram-se apressados. Isso porque a internet permite criar um novo ecosistema para a distribuição e consumo de conteúdo. Entretanto, muitos ainda miram o conceito de sucesso perseguido pelos conglomerados de entretenimento. É um equívoco. Sucesso não é só visibilidade. Ao invés de pensar apenas em números de audiência, o ideal seria pensar em outras métricas de retorno, como a capacidade de engajamento.

Não que isso seja algo novo. Mesmo na indústria cultural, as metas eram sempre superlativas. Michael Jackson, que vendeu milhões de cópias do álbum Thriller, tinha que não apenas manter o sucesso, mas sim elevá-lo. O ápice vira o ponto de referência. Bad, o álbum que sucedeu Thriller, gerou inúmeras canções de sucesso. Entretanto, não vendeu tanto quanto o trabalho anterior. Apesar do resultado, sua repercussão foi “menor”.

Está na hora de mudar esse discurso. Por vezes, é um debate insano, que nem leva em conta o custo-benefício da empreitada. A ideia de sucesso não pode estar atrelada apenas a aceitação generalizada. Até porque um produto cultural pode ser um fracasso de vendas, mas ser um sucesso em outros aspectos, como o artístico.

Isso se torna ainda mais verdadeiro na web. A internet cria novas percepções do que é popular. Ela amplia as possibilidades de difusão e interação de produtos e serviços segmentados. Claro, muitos sites despertam o interesse geral num primeiro momento. Depois do hype inicial, muitos deles preservam entusiastas. É só prestar atenção nas vibrantes comunidades de nicho, que elegem um assunto específico.

Depois do pico, muitos serviços diminuem sua “popularidade”, mas não necessariamente somem. A perspectiva geral pode ser de “fracasso”, que tal site foi “abandonado”. Para quem está inserido neles, tal visão é mais do que errada. É ignorada, já que eles se mantém ativos, fazem parte de uma comunidade viva que preserva seus interesses e costumes. Continuam atualizando seu blog, editando seu podcast…

A internet é uma rede de redes. Por isso, o único critério hierárquico não deveria ser olhar para números de audiência. Até porque esses agrupamentos ampliam o uso dos serviços digitais, criando novos códigos de conduta e novas formas de explorar sua capacidade de colaboração. Reorganizados em prol do coletivo, os agentes individuais participantes dessas subculturas específicas vão além do que foi concebido pelos desenvolvedores dos projetos. O popular retuíte, prática de encaminhar mensagens publicadas por outros no Twitter, surgiu dentro da comunidade de usuários, para depois ser agregado ao serviço.

Continuar olhando apenas para os grandes hits da internet seria o mesmo que observar o mapa de uma cidade mirando apenas suas avenidas mais barulhentas e congestionadas. Há motoristas que elegem como caminho as vias mais congestionadas, quando atalhos poderiam oferecer uma tragetória mais eficaz. Por outro lado, mesmo nos grandes centros, há ruas menores, praças e vielas amplamente adotadas por uma vizinhança significativa e atuante.

Na internet, se quer obter sucesso, talvez deva perseguir um belo “fracasso”.

PS – Prepare-se. Já já pinta o papo sobre o Twitter não ser mais o mesmo, que não dá mais no couro…

O post abre com o belo trabalho de Julia Feld

Os diversos caminhos da comunicação digital

[...] Ao elaborar sua presença digital, é importante observar inúmeros fatores: público-alvo, linguagem, periodicidade e relevância do conteúdo, contexto da mensagem etc. Não existe um modelo padrão: para criar projetos específicos para seu cliente, é importante ter uma visão multidisciplinar da grande rede.

É difícil atingir seus públicos de interesse apenas utilizando uma plataforma de comunicação, posto que a web é ramificada. Por isso, é importante ocupar vários espaços. Mas de forma integrada, criando soluções que não sejam fragmentadas demais, intrusivas ou que saturem o já sobrecarregado consumidor conectado. Sem medo de experimentar, devem ser desenvolvidas ações continuadas, que consigam acompanhar o cliente digital, em constante migração de serviços virtuais.

Trecho de um artigo meu publicado no blog da agência Virta. Faz parte do #VirtaBlogWeek, projeto no qual autores invadem o espaço da empresa para falar sobre comunicação corporativa.