Magia

“There are only two worlds – your world, which is the real world, and other worlds, the fantasy. Worlds like this are worlds of the human imagination: their reality, or lack of reality, is not important. What is important is that they are there. these worlds provide an alternative. Provide an escape. Provide a threat. Provide a dream, and power; provide refuge, and pain. They give your world meaning. They do not exist; and thus they are all that matters.”

Neil Gaiman, The Books of Magic

Pobreza emburrece?

Apenas metade da inteligência de um indivíduo pode ser explicada pela herança genética, segundo estudo divulgado neste mês pela Universidade de Edimburgo, que envolveu cientistas de diversos países. O restante da composição do QI vem do ambiente em que se vive e dos estímulos educacionais recebidos desde o berço. Simplificando: um Einstein nascido na miséria, sem apoio para aprender, até seria inteligente, mas dificilmente um gênio. Alguém com potencial de ter uma alta inteligência torna-se apenas mediano. É como se um músculo deixasse de ser desenvolvido.
[…] Tradução: inteligência é uma habilidade que, em boa parte, se aprende, depende da família e das oportunidades na cidade.

Gilberto Dimenstein, na Folha

Retromania

Por que tanta canção nova parece cópia de música mais antiga? É o que o crítico musical Simon Reynolds investiga no livro Retromania – Pop Culture’s Addiction to its Own Past.

Para ele, “nunca houve, na história universal, uma sociedade tão obcecada com os artefatos culturais de seu passado imediato. É o que distingue ‘retrô’ de história.” Com isso, de acordo com Reynolds, as influências têm peso maior que a inspiração artística.

Certamente, é uma discussão atual. Por outro lado, é perigoso trabalhar com reducionismos. Ezra Pound há muito tempo já havia classificado os artistas em inventores, mestres e diluidores.

Na imagem, Johnny Rotten.

A psicologia dos mercados

Já fazia tempo que se acumulavam evidências de que a economia americana vai de mal a pior. E todo mundo sabia que a Europa tinha um problema de dívida. Por que, então, todas essas loucas oscilações?
Uma possível resposta vem, quem diria, da psicologia e da neurociência. Nos últimos anos, um campo de estudos chamado de neurofinanças tem tentado usar a ciência cerebral para explicar como nossos circuitos primitivos podem atropelar a nossa razão quando se trata de investir.
[…] Denise Shull, fundadora da Trader Psyches, que presta consultoria de estratégias de neurociência a fundos e investidores, diz que muitos investidores estão usando o pânico de 2008 como novo ponto de referência. Depois de tanta gente ter perdido tanto dinheiro, muitos investidores já não hesitam em vender no primeiro sinal de problemas, diz ela.

Do NY Times (via Folha). Curiosamente, a mídia segue o mesmo rumo, tratando o setor financeiro como alguém que sofre dos nervos. Não raro, notícias apontam que é necessário “tranquilizar” os mercados. Os investidores? São pessoas inseguras, que emitem sinais ambiguos e cujo “pessimismo” deve ser aplacado com medidas severas do governo. Mas esses são sempre “vascilantes”, o que compromete o restabelecimento da “confiança” na economia.

Esse é apenas um lado da moeda. O excepcional documentário Trabalho Interno (Inside Job, 2010), que investigou a crise de 2008, tentou pintar o cenário todo. A desregulamentaçãoo do mercado financeiro foi um dos fatores determinantes. É a velha falácia da autoregulamentação.

Pouco mudou. As agências especializadas em classificação de risco de crédito, que erraram feito nas suas avaliações em 2008, ainda conseguem criar alvoroço por ter jogado para baixo a avaliação de risco dos EUA. Do jeito que as coisas vão, deve pintar um Trabalho Interno 2.

Trabalho Interno – trailer

desplugado

“É um passo para trás, e uma maneira estúpida de lidar com a liberdade na rede. Em San Francisco, tentaram bloquear o acesso a celulares para evitar uma manifestação no sistema de trens suburbanos. O que aconteceu? A manifestação para protestar contra o bloqueio acabou sendo maior que o protesto original. É bom ver que as pessoas se defendem destas ações.”

Christopher Poole, o criador do fórum 4chan, comenta as tentativas de censura na rede. “moot”, como é mais conhecido, veio ao Brasil para participar do festival de cultura de internet YouPix.