Jovens agentes da mudança

A campanha global Generation Waking Up lançou um vídeo sobre a importância do engajamento coletivo para a construção de um mundo sustentável. Com esse objetivo em mente, a GenUp promove atividades artísticas, treinamentos, encontros em comunidades (Hubs) e mantém redes colaborativas online.

Relatório de tendências

O relatório de tendências 2012 da trendwatching.com só chega no dia 21 de novembro. Entretanto, a empresa vem lançando resumos executivos do que vem captando ao longo do ano.

O mais recente deles é o Retail renaissance (Renascença do varejo). Nele, aborda o prazer dos consumidores em comprar produtos e serviços no “mundo real”. Isso porque as lojas físicas proporcionam contato humano, gratificação instantânea, possibilitam compartilhar experiências etc.

Mas há desafios. O varejo tem de se adaptar a um novo cenário de crise econômica nos países desenvolvidos, saber lidar com a concorrência do e-commerce e prestar atenção às novas exigências do consumidor, cada vez mais atento às questões ambientais.

Um resumo do estudo pode ser conferido online.

Economia criativa e inovação como políticas de governo

O Ministério da Cultura (MinC) lançou ontem o Plano da secretaria da economia criativa. Nele, são apresentadas as políticas, diretrizes e ações que devem ser perseguidas entre 2011 e 2014 nesse setor.

Há mudanças interessantes ocorrendo no Governo Federal. Após adicionar Inovação ao nome, O Ministério da Ciência e Tecnologia parece começar a dar atenção a setores historicamente negligenciados, como incentivar o entretenimento eletrônico no país.

Agora é a vez da pasta da Cultura despertar e criar políticas de incentivo à indústria criativa. Resta saber se os governos estaduais e municipais seguirão a mesma toada. E se o Governo Federal irá além do discurso. Até porque os dois ministérios possuem verbas limitadas, se comparados com o orçamento destinado a outras pastas.

Há espaço para crescer. Um dos mantras que aprendi quando trabalhei num Centro Internacional de Negócios é que é mais vantajoso oferecer um produto com valor agregado do que apenas comercializar a matéria-prima. Não exporte o algodão, venda a roupa.

Ademais, para que esses setores possam contribuir de forma ainda mais significativa para o desenvolvimento do país, é necessário investir em recursos humanos, incentivos fiscais (principalmente para as microempresas; aliás, ‘tá demorando para sair do papel essa Secretaria da Pequena Empresa)  e mapeamento das regiões do país, identificando lacunas e potencialidades de cada local. Assim, é possível ver o todo, evitando a mesma disputa fragmentada que marcou as décadas passadas, quando muitos estados atraíram empresas, com grande isenção de impostos. Houve um leilão de vantagens, com visão de curto/médio prazo.

Todavia, de nada vai adiantar se o esforço não envolver as diversas esferas do Estado. Ou se os projetos forem descontinuados quando houver mudança de governo. Mesmo representando politicamente a continuidade, o MinC abandonou vários projetos de cultura digital da gestão anterior. Ou seja, anuncia agora que quer incentivar a economia criativa. Por outro lado, ainda mostra grande simpatia por leis retrógradas de direitos autorais, o que freia a inovação.

Também não é o caso de apenas cobrar o Governo. As empresas tem de investir, abrir o bolso. É necessário também existir colaboração entre a iniciativa privada e a academia. Enfim, muitas frentes devem agir.

Há problemas também em quem milita na indústria criativa. Ao produzir festas, ficava chocado com a falta de visão dos empresários, Tudo vira gasto, nada é investimento. Por outro lado, ativistas culturais muitas vezes não querem lidar com o lado comercial/administrativo das iniciativas. Aliás, muitos procuram apenas o glamour do setor. No cinema, a maioria quer ser diretor. Na moda, estilista. No máximo, stylist. A cadeia produtiva, claro, vai muito além do holofote.

Olhar para a tecnologia/inovação, indo além dos gadgets, e abordar a dimensão econômica da cultura é algo que esse blog persegue. Para quem quer saber um pouco mais sobre a geração de negócios criativos, a Época Negócios fez uma boa reportagem sobre o tema. Outro pedida é ler o texto que a mesma revista produziu sobre como Israel se tornou um celeiro de inovações tecnológicas.

CSS – Hits Me Like a Rock [clipe]

A canção conta com participação do vocalista do Primal Scream, Bobby Gillespie, banda que passou pelo Brasil no último fim-de-semana.

Fuck Everything, You Cold Have It All… Esse terceiro disco do CSS, La Liberación, tem uma quantidade enorme de potenciais singles.

Em tempo: a Rolling Stone publicou na edição passada um belo perfil da vocalista do CSS, Lovefoxxx.

“Another Brick in the Wall”

A escola como lugar onde os pais depositam seus filhos, e suas vãs esperanças, não tem futuro. […] Como comportas, terão que ser abertas para que as muitas águas façam uma pororoca de modernidade.
O muro estanque da escola já está para ser rompido pela fluidez da web. Não há cartilha que resista ao mar profundo da internet. O parco material enfadonho de hoje é reduzido à decoreba. Mesmo quando os métodos são atualizados, e colocados na web.
[…]Só fica de pé o muro que tem uma fundação verdadeira. Fazer de conta que se ensina, que se aprende, e que nós, pais e sociedade, estamos satisfeitos, só remenda com cimento-cola um muro que deveria ter caído há muito tempo. Olho nos muros, gente, lá vem tijolo.

Ricardo Semler, escritor e empresário, na Folha.

Jardins filtrantes

Acima, vídeo mostra como é feita a limpeza das águas do rio Sena (França). Não há consumo de eletricidade, nem produtos químicos. No processo, 30% mais barato que outras formas de despoluição, são utilizadas plantas capazes de absorção de poluentes ou oxigenação.

A tecnologia da Phytorestore deu tão certo que está sendo adotada por empresas e comunidades inteiras.