futuro periférico

[Simon] Reynolds olhou apenas para o pop que circula pelo “centro” para concluir sobre o domínio do passado. Pouco mirou a periferia pop, que vive nos camelôs e “4Shareds” da vida. Só de relance viu que tinha algo diferente ali.
E é isso. A periferia pop global é uma explosão de música que não tem nada a ver com o passado. Os “futuristas” estão em toda parte: são os cumbieros na Argentina, os funkeiros ou tecnobregas aqui, o kuduro em Angola, ou o Shanghaan eletro na África do Sul.

Ronaldo Lemos comenta, na Folha, sobre o livro Retromania, de Simon Reynolds. O crítico musical inglês defende que a cultura pop atual mira apenas o passado.

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