História para contar

Há algum tempo, escrevi por aqui sobre Roman Opalka, pintor que buscava alcançar o infinito. Para quem se interessa pelo assunto, uma boa pedida é conferir o livro País dos Números, do inglês Alex Bellos.

A obra traz inúmeras curiosidades sobre matemática. Exemplo: e se optássemos por contar de 12 em 12, ao invés de utilizar o atual sistema decimal?

Antes de investigar a “tirania do 10″, Bellos havia mergulhado numa paixão nacional.  O resultado: Futebol: O Brasil em Campo (Zahar, 2002).

Confira, no final do post, a entrevista que o autor, que também atuou como correspondente do jornal The Guardian no Brasil, concedeu a Jô Soares. Nela, comenta seu título mais recente.

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Depois de conhecer tantas curiosidades, como guardar essa informação? Uma pedida é o livro A Arte e a Ciência de Memorizar Tudo, do jornalista Joshua Foer. De acordo com o autor, memorizar “tem mais a ver com a capacidade de inventar cenas do que de reter informações”.

Como cortar um bolo de acordo com princípios científicos [bônus]

‪Zeitgeist 2011‬

Retrospectiva 2011, segundo o Google. Para conferir os assuntos mais procurados nesse ano.

Quinze minutos de infâmia

Quando todos são famosos, ninguém é. A popularidade que muitos anônimos acreditam ter conseguido com seus vídeos engraçadinhos e comentários politicamente incorretos nada mais é do que uma flutuação social irrelevante.
[...] A internet amplifica e registra tudo. Por causa do seu alcance, ela cria um novo tipo de sucesso, instantâneo e efêmero como o barato de uma pedra de crack [...] Por isso fazem de tudo para criar novas polêmicas e controvérsias vazias, em busca de factoides que os recoloquem em evidência.
O resultado é uma avalanche de afirmações e comentários de baixa qualidade, que transbordam em grosserias por falta de cultura, exultando o despreparo em nome de uma irreverência vazia. Para chamar a atenção, vale qualquer coisa: ignorância, homofobia, fundamentalismo, pedofilia, apologia ao crime e outras baixarias. Falem mal, mas falem de mim.
A celebridade é construída sem ter feito nada de célebre, porque sempre haverá idiotas dispostos a consumir [...] em vez de se dar ao trabalho de elaborar um argumento. Muitos valentões de mídia se calariam caso tivessem que defender as mesmas bobagens em público. Protegidos pela distância, esbravejam feito crianças mimadas, cada vez mais barulhentas.

Luli Radfahrer

Interregnum, uma animação sobre o primeiro hacker

O curta de animação conta a história de René Carmille, considerado o primeiro hacker da história. Ele sabotou o sistema de identificação nazista, salvando inúmeras vidas no processo. Uma criação de Nick Fox-Gieg e Jeanne Stern.

A vida sem recalques

“[…] grosso modo, nos tornamos civilizados no momento em que sacrificamos a nossa natureza, recalcando nossos instintos mais primitivos, para garantir a vida em sociedade. Não podemos mais sair por aí fazendo o que bem entendemos[…]. A repressão de nossos instintos, em todas as esferas do humano, tem um custo alto. Mas, em troca, ganhamos a segurança proporcionada pelo contrato social.
[…] Temos de reprimir nossos instintos e, assim, abrir mão de nossa liberdade. Nesse processo, é necessário enxergar o outro como uma pessoa, um semelhante, alguém com direitos, para que o pacto se torne possível. Por que, então, é aceitável que alguém filme a cena de um ser humano em total desamparo e a dissemine na internet? Por que esse ato não é visto como um rompimento do contrato social? 
Ao filmar a cena e ao difundi-la na rede, embora exponha a mulher por completo, aquela que a filma não a enxerga de fato nem por um segundo. Porque para enxergar é preciso se identificar com o outro. Se em algum momento a mulher que filma tivesse conseguido se identificar com a mulher filmada, acredito que a teria protegido – e não a exposto mais. 
[…] Isso é visto como “normal” e aceitável. Minha hipótese, porém, é de que é um ato de barbárie, na medida em que deixa de reconhecer o outro como humano. Ao apontar e amplificar a barbárie que acredita estar na outra mulher, é ela que se torna bárbara.

Eliane Brum

Catvertising

Vídeos com gatos, a nova onda da publicidade. Criação divertida, no estilo mockumentary. Em tempo: o Link já dedicou uma edição à popularidade dos gatos na internet. Para além dos vídeos e memes, há projetos curiosos, como o LOLcat Bible, a bíblia dos bichanos.