Bicicleta, uma nova rota para a política de transporte

Acima, vídeo apresenta mais uma alternativa de transporte que chega a Nova York. Ao todo, serão 10 mil bicicletas disponíveis em 600 estações. NY junta-se a várias cidades européias que já adotaram as magrelas como opção de mobilidade urbana. Em Berlin, até festas são movidas a pedaladas.

Embora em menor escala, o Brasil também adota iniciativas como essa. Desde 2010, por exemplo, João Pessoa-PB, uma das cidades mais verdes do país, já possui serviço de locação de bicicletas. Aliás, foi a primeira capital nordestina a contar com um sistema de bicicletas públicas.

Obviamente, é necessário criar o cenário para que as pessoas passem a utilizar bicicletas, um dos métodos alternativos que podem ser adotados nos centros urbanos. Seguindo o mesmo raciocínio, não é possível pregar a adoção imediata do sistema público de transporte sem refletir sobre o cenário atual e o que se quer construir. Até porque ele não dá conta do público atual. Nas grandes cidades, coletivos trafegam lotados. Quando existem, as linhas do metrô são limitadas.

No caso das bicicletas, é importante criar ciclovias, ciclofaixas, bike lanes (vídeo acima)… O que muitas vezes só é conquistado quanto a população protesta, já que as cidades são pensadas para carros. Esse foi o caso da Holanda (vídeo abaixo), país com maior número de ciclistas no mundo e um dos lugares mais seguros para pedalar. Os holandeses só conseguiram conquistar essa realidade após mobilização. A pressão popular foi seguida por políticas de incentivo aos transportes alternativos.

As empresas, por outro lado, devem baratear as bicicletas dobráveis. O Governo pode contribuir para isso, ao reduz a alíquota de tributos. Ademais, deve investir na integração dos transportes. Ou seja, vou até determinado ponto de bicicleta. Em seguida, continuo de metrô. É importante também investir em segurança, tanto de trânsito quanto policial.

O problema é que o Estado ainda teima em ressaltar a estrutura atual de transporte. Cria incentivos para a indústria automobilística, faz grandes investimentos nas vias automotivas… Para piorar, as pessoas pagam imposto pela posse do carro, e não pelo uso.

(E as obras de mobilidade, que seriam preparadas para Copa de 2014? Antes apontadas como legado do evento esportivo, já são vistas como algo menor. Talvez nem sejam entregues. Como paliativo, dia de jogo vira feriado. Beneficia-se o turista, e se esquece dos benefícios de longo prazo para os moradores da cidade)

Em julho do ano passado, a revista Trip se debruçou sobre as vantagens das bicicletas. Coisa de gente “alternativa”? Hoje até os executivos são ciclistas.

PS – Depois de dez anos de grandes investimentos em infraestrutura, Nova York aumentou em 289% o número de ciclistas da cidade. Para comemorar o fato, foi lançado o vídeo abaixo:

About these ads

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s