Breaking Bad

Acima, prévia da quinta (e última) temporada. No final do post, você confere o trailer. O programa volta amanhã, nos EUA. Por isso, esse blog hoje é invadido por Breaking Bad.

O seriado, escrito e produzido por Vince Gilligan (que já repetiu tais talentos em Arquivo X), explora a vida de Walter White (Bryan Cranston, genial), pacato professor de química que descobre ter câncer. Para não deixar sua família desamparada, passa a produzir drogras. Os descobramentos do roteiro prendem o espectador. O personagem principal encontra-se em situações tensas constantemente, tentando manejar com equidade sua vida pregressa e o submundo do crime, território desconhecido até então. White tenta fazer isso sem se corromper. Tarefa difícil.

Um dos trunfos de Breaking Bad é investir nos personagens. Apesar da trama ser repleta de reviravoltas instigantes, é na relação pessoal que o show brilha, como a bela conexão entre White e Jesse (Aaron Paul, muito bom), seu antigo aluno e agora parceiro em negócios ilícitos. Mas há outras figuras interessantes. Muitas, inclusive, não são tão constantes na tela. Quando aparecem, é certeza de bons momentos. Isso porque os personagens são multifacetados, vão além do maniqueísmo geralmente encontrado em programas televisivos.

A violência, certamente, é um componente importante. Mas não surge de forma automática, como se fosse algo comum e corriqueiro. Até puxar o gatilho, os personagens têm dilemas, questionamentos morais sobre o caminho que estão tomando. Também acompanhamos a consequência desses atos violentos. [spoiler] Exemplo: após sofrer atentado, Hank (Dean Norris), o cunhado policial de White, não aparece no episódio seguinte já curado e sem sequelas. Ele tem de lidar com a reabilitação, o que demanda tempo. Daí surge a depressão, a impotência em lidar com tal situação. [spoiler] Isso resulta não apenas numa narrativa mais crível, mas principalmente rica.

Ao analisar o quatro construído até agora, você compreende a transformação dos personagens. O espírito humano que guiou os bons constumes de outrora dá lugar a uma pragmática cobiça ou a uma desperada luta pela sobrevivência. A derrocada é dolorosa. Para quem vive (e assiste).

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