A corrida pela busca em tempo real

O Twitter e Google fizeram uma parceria para que as mensagens publicadas no serviço de mensagens curtas apareçam na busca do gigante da internet. O microblog já havia anunciado parceria similar com o buscador Bing, da Microsoft. Segundo foi comentado na ocasião, o motivo do Facebook ter comprado o site de lifestreaming Friendfeed teria sido adquirir a tecnologia de pesquisa “sobre o que está acontecendo no momento”.

Não à toa, a busca em tempo real foi eleita como uma das tendências de 2009 pelo blog ReadWriteWeb.

Acredito que esse recurso pode trazer inúmeras vantagens. Ronaldo Lemos escreveu um belo texto sobre o assunto (acesso exclusivo assinantes UOL/Folha de São Paulo). Eis um trecho:

Já vi gente que só sai de casa para ir a um show quando tem certeza de que a banda de abertura (menos interessante) já está terminando de tocar. E como saber? Buscando no Twitter. Isso muda também a forma como a mídia tradicional é consumida. Quando a MTV fez a entrega dos prêmios do VMB deste ano, o que mais me chamou a atenção foram os 2.000 posts gerados por minuto quando ele estava no ar.
É um mercado em plena transformação e aberto para quem tiver a melhor ideia.

Todavia, como já escrevi antes, acho que os serviços de busca ainda precisam melhorar, criando novos critérios para encontrar conteúdo de qualidade, mas não necessariamente popular. Do jeito que as coisas andam, é como se estivem passando para outro segmento, sendo que o atual ainda necessita melhorias. Enfim, precisam “cavar mais fundo”.

Há um buscador com essa proposta, o DeepDyve. Ele promete pesquisar a “internet profunda”.

Não é tão simples assim. O Facebook possui 300 milhões de contas. É uma espécie de intranet gigante, pessoal para cada um, que não dialoga com os sistemas de busca.

De toda forma, os buscadores comuns não raro tem dificuldade de oferecer outras respostas, novas fontes. Os sites mais visados acabam recebendo mais visitas, que resultaram em mais links para essas páginas, o que vai contribuir para aumentar ainda mais sua audiência (um dos critérios do Google para hierarquizar os resultados da busca são os links apontados para um determinado site). Não que tenha que existir uma divisão entre esses dois conceitos, mas será que os buscadores não destacam quantidade e não qualidade?

Ademais, há ainda outro ponto técnico importante. Quem sabe técnicas de SEO (recursos que melhoram a posição nos sites de busca), amplifica ainda mais sua visibilidade online (Jeff Jarvis chama isso, no livro O que a Google faria?, de Googlejuice).

Enfim, enquanto a solução definitiva não vem, procure serviços segmentados de busca, diretórios segmentados. O CollegeDegree.com selecionou 99 sites para quem quer fazer buscas mais específicas na “web invisível”.

Imagem via Flickr de mrabanalc