A mercadoria imaterial da cultura digital
Lembra-se do meu brainstorm a respeito das novas formas de produção e difusão da cultura digital? De certa forma, ele está saindo do papel.
A Netflix, serviço norte-americano de locação de filmes, está chegando ao Canadá. Apenas a versão digital da Netflix, em que o espectador assiste o filme on-line (via streaming), será disponibilizado no novo mercado. A possibilidade de locação para receber o DVD por correio, bastante popular nos EUA, não estará disponível no Canadá.
O produto cultural se torna cada vez mais digital e sem fronteiras. Há menos restrições e mais opções para o consumidor. Se em relação à música impera a “pirataria”, outros setores buscam novas saídas.
E é apenas o começo. O popular site de vídeos Hulu, que transmite séries nos EUA, já mira o exterior. No Brasil, o TV Terra é o site de vídeo mais popular (dados do Ibope Nielsen Online; o YouTube não foi citado, talvez por geralmente ser restrito a vídeos de até 10 minutos). O canal do portal Terra transmite gratuitamente séries como Lost, Desperate Housewives, Grey’s Anatomy e Scrubs.
Mesmo o setor de livros, geralmente mais conservador, aponta novos rumos. A Amazon divulgou que as vendas de e-books ultrapassaram as de livros impressos. E se trata de um mercado restrito, ainda incipiente.
Veja também:
Por uma nova mentalidade na produção e difusão de entretenimento – Parte 1
Por uma nova mentalidade na produção e difusão de entretenimento – Parte 2
