A revolução dos video games
Vídeo da PBS. Faz parte do projeto Off Book. Abaixo, você confere a edição do MOD MTV sobre games independentes.
Recentemente, a Folha perguntou: game é arte?
O curioso é que os critérios que geralmente são usados para esse tipo de avaliação são características de manifestações já existentes. Ou seja, para ser legitimado como arte, é necessário obedecer preceitos antigos, o que limita a ascenção de novas propostas. O que caracteriza o que é único numa arte, vira limitação noutro cenário. O contexto é diferente, as regras são as mesmas.
É o mesmo filme de sempre. O cinema também foi recebido como manifestação menor. Agora, ele serve de critério para julgar de forma preconceituosa a obra televisiva.
História em quadrinhos não basta, não é sério o suficiente. Para alçar voos maiores, tem de ser graphic novel. Incomoda-me não o fato de beber na fonte já conhecida (nada mais natural, já que se fala tanto em simbiose entre os meios), mas na necessidade de pedir benção. Nesse caso, do mundo livreiro. Se aceitar ser visto como subproduto do que já foi, bem-vindo ao clube.
Por outro lado… Há também os anarquistas do futuro. Pregam que tudo é novo, revolucionário. Só a ruptura total com o passado faz sentido no mundo atual.
Assim avançamos, presos a conceitos do passado.
