Arte digital: solar, minha galeria virtual
Recentemente, a Fast Company fez uma ótima seleção com iniciativas criativas de uso da tecnologia nos museus. Entre as melhores experiências, cita: site ArtBabble, o YouTube do mundo das artes; performance em que uma artista vai viver, durante um tempo, num museu (e relatar a experiência via Twitter: @msikate); mostras on-line de vídeos em que pessoas do mundo todo podem enviar seus trabalhos (Crowdsourcing); visitas virtuais; aplicativo para dispositivos móveis; museu que liberou a API de seu site (permite que outras pessoas possam utilizar esses dados) etc.
Arte em geral se faz presente nesse blog. Especialmente a arte digital, sobre a qual escrevi há algum tempo.
De toda forma, tinha o desejo de fazer um projeto maior sobre o assunto. Por isso, eis solar, minha “galeria” virtual. Nessa tag, encontrará dicas sobre arte visual, bioarte, net art, remix, transmídia, videoarte, arte urbana, robótica, performance…
Em A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, Walter Benjamin defende que o culto da obra é ampliado pela sua reprodução, que cria novas formas de aproximação com o público. Se não pode visitar um museu in loco, o ambiente digital cria um atalho para a experiência.
Divisões como alta e baixa cultura não me interessam. O objeto do trabalho é divulgar, sem preconceitos, manifestações artísticas. Uma das influências do projeto foi a galeria francesa Arludik (www.arludik.com/), que destaca quadrinhos, games, animações… O site Wooster Collective, sobre arte urbana, é outra referência.
O novo espaço também acolhe releituras feitas por fãs ou “amadores”.
‘[…] cada leitor, cada espectador, cada ouvinte produz uma apropriação inventiva da obra ou do texto que recebe. Aí temos que seguir Michel de Certeau, quando diz que o consumo cultural é, ele mesmo, uma produção – uma produção silenciosa, disseminada, anônima, mas uma produção (Roger Chartier, na obra A aventura do livro, do leitor ao navegador, p.19).
O artista plástico Marcel Duchamp já defendeu que o espectador faz 50% do trabalho. Por isso, solar não é uma galeria comum. De visitante, pode se transformar em curador convidado. Você não é apenas espectador, também colabora compartilhando o que acha relevante.
Nada mais natural: o ambiente digital amplia a divulgação e produção de arte. Entretanto, muitas obras são pouco conhecidas.
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