bem viver
Casal em movimento
Acima, a jornada de um casal pelo Japão. Antes, Mike Matas e sua namorada já haviam passeado pelo Marrocos e Espanha.
Sexo sem vergonha
[…] não sei (ninguém sabe) disciplinar o desejo sexual; só posso […] tentar disciplinar a culpa e a vergonha que azucrinam sua vida e estragam seus prazeres.
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[…] a associação de sexo com vergonha e culpa é um bordão cultural muito antigo, no qual somos convidados a acreditar por todo tipo de poder. A exigência de domesticar o desejo sexual parece ser, aos olhos de todos, um pré-requisito básico de qualquer ordem social.
Além disso, há a eterna inveja dos reprimidos: como dizia Alfred Kinsey, em regra, os que consideramos doentes e maníacos sexuais são apenas os que praticam mais sexo do que a gente.
Contardo Calligaris, na Folha.
Esse cenário cada vez mais se diversifica. Tradicionalmente mais associado aos prazeres masculinos e distante dos holofones, as mulheres estão tornando o erotismo mainstream. Nos EUA, o ator pornô James Deen virou ídolo jovem. Depois de fazer sucesso na internet, o romance erótico Fifty shades of grey, descrito como “Crepúsculo para adultos” ou “pornô para mamães”, promete ser o próximo sucesso literário internacional. Na tv paga, o canal erótico Sexy Hot exibe sessões especiais que buscam atender também os anseios femininos. Na Quarta para Casais, o pornô surge romântico.
Essa nova abordagem igualmente chegou aos aplicativos. Geometric Porn (vídeo abaixo), do artista Luciano Foglia, é uma coleção de formas geométricas que lembram órgãos sexuais. O objetivo é estimular a intimidade, de forma não explícita. A Apple não embarcou na ideia e barrou o app.
Bicicleta, uma nova rota para a política de transporte
Acima, vídeo apresenta mais uma alternativa de transporte que chega a Nova York. Ao todo, serão 10 mil bicicletas disponíveis em 600 estações. NY junta-se a várias cidades européias que já adotaram as magrelas como opção de mobilidade urbana. Em Berlin, até festas são movidas a pedaladas.
Embora em menor escala, o Brasil também adota iniciativas como essa. Desde 2010, por exemplo, João Pessoa-PB, uma das cidades mais verdes do país, já possui serviço de locação de bicicletas. Aliás, foi a primeira capital nordestina a contar com um sistema de bicicletas públicas.
Obviamente, é necessário criar o cenário para que as pessoas passem a utilizar bicicletas, um dos métodos alternativos que podem ser adotados nos centros urbanos. Seguindo o mesmo raciocínio, não é possível pregar a adoção imediata do sistema público de transporte sem refletir sobre o cenário atual e o que se quer construir. Até porque ele não dá conta do público atual. Nas grandes cidades, coletivos trafegam lotados. Quando existem, as linhas do metrô são limitadas.
No caso das bicicletas, é importante criar ciclovias, ciclofaixas, bike lanes (vídeo acima)… O que muitas vezes só é conquistado quanto a população protesta, já que as cidades são pensadas para carros. Esse foi o caso da Holanda (vídeo abaixo), país com maior número de ciclistas no mundo e um dos lugares mais seguros para pedalar. Os holandeses só conseguiram conquistar essa realidade após mobilização. A pressão popular foi seguida por políticas de incentivo aos transportes alternativos.
As empresas, por outro lado, devem baratear as bicicletas dobráveis. O Governo pode contribuir para isso, ao reduz a alíquota de tributos. Ademais, deve investir na integração dos transportes. Ou seja, vou até determinado ponto de bicicleta. Em seguida, continuo de metrô. É importante também investir em segurança, tanto de trânsito quanto policial.
O problema é que o Estado ainda teima em ressaltar a estrutura atual de transporte. Cria incentivos para a indústria automobilística, faz grandes investimentos nas vias automotivas… Para piorar, as pessoas pagam imposto pela posse do carro, e não pelo uso.
(E as obras de mobilidade, que seriam preparadas para Copa de 2014? Antes apontadas como legado do evento esportivo, já são vistas como algo menor. Talvez nem sejam entregues. Como paliativo, dia de jogo vira feriado. Beneficia-se o turista, e se esquece dos benefícios de longo prazo para os moradores da cidade)
Em julho do ano passado, a revista Trip se debruçou sobre as vantagens das bicicletas. Coisa de gente “alternativa”? Hoje até os executivos são ciclistas.
PS – Depois de dez anos de grandes investimentos em infraestrutura, Nova York aumentou em 289% o número de ciclistas da cidade. Para comemorar o fato, foi lançado o vídeo abaixo:
Fontes de inspiração
“[...] Com o apogeu dos vestibulares, os livros se tornaram resumos. Com o declínio dos vestibulares, eles viraram sentenças. Não havia limites para a retração. Grandes e imensas obras foram se transformando em quadrinhos, trechos e frases, publicados em blogs e perfis do Twitter do Facebook.
[...] Ler ganhou a solenidade de estudo. Difícil, demorado. As redes sociais e os aplicativos passaram a converter autores em gurus. A moda é extrair trechos de caudalosas narrativas para bombarem na internet. Hoje, uma frase irônica é deslocada do seu contexto, a ponto de parecer um elogio. Pensamentos provisórios recebem ares definitivos de epitáfios. Romancistas como Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e Ernest Hemingway viram dublês dos fãs e são condenados a uma condição secundária de frasistas.
[...] Uma descrição de apoio, sem nenhuma relevância fora da trama, é emoldurada pelo bronze das aspas.
Banalidades têm contornos de iluminação profética. [...] Um pouco mais, teremos a autoria de vírgulas e travessões.
Inspirado pela Wikipédia, o leitor tomou a iniciativa de editar sua biblioteca e alimentar a intensa e tumultuada convivência digital com máximas edificantes (não importam os meios). O gosto pela frase de efeito vem resultando na produção em série de frases de defeito, pondera o crítico Antonio Carlos Secchin.
A Revista da Cultura também olhou para a prática online de citar, de forma correta ou não, trechos de obras e pensamentos de escritores. O assunto não é novo. E a maioria das abordagens trazem uma leitura negativa. Mas o texto de Fabrício Carpinejar, cujo programa de tv estreou na terça, faz toda a diferença.
Os documentários de 2011, segundo João Moreira Salles
O responsável por filmes como Santiago, Entreatos e Notícias de uma Guerra Particular seleciona alguns títulos do ano que passou. O maravilhoso As Canções, filme de Eduardo Coutinho no qual Salles atuou como produtor executivo, é um deles. É a mesma parceria por trás de filmes como Moscou, Jogo de Cena, O Fim e o Princípio, Peões e Edifício Master.
Falando em Coutinho. Já viu a entrevista que ele deu para a Globo News?
Super Mario Bloco
Em Santa Teresa, bairro da capital fluminense, o carnaval desse ano foi em ritmo “eletrônico”.
Senhor felicidade
Mr. Happy Man, um documentário sobre Johnny Barnes. Há 28 anos, ele torna as pessoas mais felizes através de um ritual simples: diz “eu te amo” para quem cruza seu caminho.
Blue Like Jazz
Na comédia dramática Blue Like Jazz, um jovem de 19 anos abandona os preceitos de uma educação religiosa rigorosa para buscar uma nova abordagem para sua espiritualidade. O filme, que estreia em abril nos EUA, é baseado no best-seller (com toques biográficos) do ótimo frasista Donald Miller.
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“Eu quero que minha espiritualidade livre-me do ódio, não que me dê motivo para isso.”
“Se amar as pessoas é um pedacinho do céu, então certamente o isolamento é um pouco do inferno.”
- Don Miller

