cultura

The Wire/A Escuta, um ensaio visual

Para falar sobre o estilo visual da soberba série produzida pela HBO, o acadêmico norueguês Erlend Lavik descartou a ideia de publicar um artigo e resolveu elaborar um ensaio em vídeo. Ficou bacana.

Peace, Adam

[...] este é o Yauch de que as pessoas vão se lembrar: um homem que poderia dizer que estava arrependido e não se sentir diminuído por isso; um homem que vive dentro dos princípios do budismo e do compromisso de ampliar o conhecimento da situação política no Tibete; uma pessoa genuinamente calma que havia se tornado mais propensa a fazer piada sobre si mesmo do que qualquer outro. Yauch é uma das vozes que podem representar o hip-hop em poucas palavras, como áspero e tenso. E ele fez muito com essa voz.

Sasha Frere-Jones, na New Yorker. Sempre certeiro.

Jornada nas estrelas: maratona

Tudo ao mesmo tempo agora: 56 episódios da série Jornada nas estrelas (Star Trek). Som e áudio. Ócio criativo?

Janela Indiscreta [Timelapse]

Remix reúne, num único plano, tudo que o personagem de James Stewart via no clássico de Alfred Hitchcock. Foda.

Sopranos, 5 anos depois

A revista Vanity Fair reuniu, pela primeira vez após o fim do seriado, produção e elenco de The Sopranos (no Brasil, Família Soprano). O criador,  David Chase, e diversos atores, como James Gandolfini e Edie Falco, fazem revelações sobre os bastidores do programa e comentam o legado do show.

Sim, o controverso final também é debatido: essa conversa começa na metade da sexta página. Matthew Weiner, roteirista e produtor executivo de The Sopranos e que depois viria a criar a extraordinária série Mad Men, é um dos que defendem o derradeiro episódio.

Da periferia das cidades para o grande público

Sempre foi assim. À margem, a periferia das grandes cidades concebe seus próprios modos de expressão artística. Diante das adversidades do dia a dia, cria e os desenvolve. Eles, então, ultrapassam a linha da pobreza e, digamos, ascendem socialmente; chegando à indústria cultural – que tenta codificá-los. Amplificada, a voz dos excluídos causa desejo e repulsa em um novo público, para, no final do processo, ser assimilada, domesticada, na visão dos mais alarmistas, pelo sistema. No caso da música, isso é de uma clareza exemplar.

Texto do Valor Econômico percorre o trajetória de gêneros musiciais como samba, funk, rap, punk…

O jornalismo segue o mesmo ritmo, não dedicando muita atenção para o que a periferia produz. A não ser fatos violentos. Ao olhar para a agenda cultural dos jornais, o destaque vai principalmente para o que ocorre nas regiões mais ricas das cidades. Ou mesmo para eventos que ocorrem para além das fronteiras do estado.

Não que o jornalismo cultural deva se voltar apenas para a realidade local. O trânsito de ideias é sempre bem-vindo. O que me espanta é o deslumbramento com o que vem de fora. E a falta de atenção para que se vê na esquina.