The Wire/A Escuta, um ensaio visual
Para falar sobre o estilo visual da soberba série produzida pela HBO, o acadêmico norueguês Erlend Lavik descartou a ideia de publicar um artigo e resolveu elaborar um ensaio em vídeo. Ficou bacana.
Para falar sobre o estilo visual da soberba série produzida pela HBO, o acadêmico norueguês Erlend Lavik descartou a ideia de publicar um artigo e resolveu elaborar um ensaio em vídeo. Ficou bacana.
[...] este é o Yauch de que as pessoas vão se lembrar: um homem que poderia dizer que estava arrependido e não se sentir diminuído por isso; um homem que vive dentro dos princípios do budismo e do compromisso de ampliar o conhecimento da situação política no Tibete; uma pessoa genuinamente calma que havia se tornado mais propensa a fazer piada sobre si mesmo do que qualquer outro. Yauch é uma das vozes que podem representar o hip-hop em poucas palavras, como áspero e tenso. E ele fez muito com essa voz.
Sasha Frere-Jones, na New Yorker. Sempre certeiro.
Começa com um dos meus filmes favoritos do gênero, Gattaca – Experiência Genética. Ainda rola Guerra nas Estrelas, Matrix, Blade Runner, Inception… Lista completa aqui.
Tudo ao mesmo tempo agora: 56 episódios da série Jornada nas estrelas (Star Trek). Som e áudio. Ócio criativo?
Um documentário interativo que segue a arte de rua pelo mundo: Défense d’afficher. São oito diretores, que te levam ao Brasil, Grécia, Quênia, EUA, França… Em São Paulo, por exemplo, conhecemos a obra do grafiteiro Alexandre Orion.
Um aplicativo móvel (All City; para iPhone) permite ampliar sua experiência. Com ele, é possível registrar e mapear arte de rua pelo mundo.
Remix reúne, num único plano, tudo que o personagem de James Stewart via no clássico de Alfred Hitchcock. Foda.
A revista Vanity Fair reuniu, pela primeira vez após o fim do seriado, produção e elenco de The Sopranos (no Brasil, Família Soprano). O criador, David Chase, e diversos atores, como James Gandolfini e Edie Falco, fazem revelações sobre os bastidores do programa e comentam o legado do show.
Sim, o controverso final também é debatido: essa conversa começa na metade da sexta página. Matthew Weiner, roteirista e produtor executivo de The Sopranos e que depois viria a criar a extraordinária série Mad Men, é um dos que defendem o derradeiro episódio.
Depois de três anos, o Dirty Projectors reaparece. Foda.
O novo disco deve sair ainda nesse semestre. No final do ano passado, Dave Longstreth conversou com a SPIN sobre a produção do novo trabalho.
Primeiro clipe de Religar, o álbum de estreia de Leo Cavalcanti.
Sempre foi assim. À margem, a periferia das grandes cidades concebe seus próprios modos de expressão artística. Diante das adversidades do dia a dia, cria e os desenvolve. Eles, então, ultrapassam a linha da pobreza e, digamos, ascendem socialmente; chegando à indústria cultural – que tenta codificá-los. Amplificada, a voz dos excluídos causa desejo e repulsa em um novo público, para, no final do processo, ser assimilada, domesticada, na visão dos mais alarmistas, pelo sistema. No caso da música, isso é de uma clareza exemplar.
Texto do Valor Econômico percorre o trajetória de gêneros musiciais como samba, funk, rap, punk…
O jornalismo segue o mesmo ritmo, não dedicando muita atenção para o que a periferia produz. A não ser fatos violentos. Ao olhar para a agenda cultural dos jornais, o destaque vai principalmente para o que ocorre nas regiões mais ricas das cidades. Ou mesmo para eventos que ocorrem para além das fronteiras do estado.
Não que o jornalismo cultural deva se voltar apenas para a realidade local. O trânsito de ideias é sempre bem-vindo. O que me espanta é o deslumbramento com o que vem de fora. E a falta de atenção para que se vê na esquina.
