Android: história visual

Do lançamento à mais nova versão (Ice Cream Sandwich, a primeira a valer tanto para celulares quanto tablets), o site The Verge analisa a evolução visual do Android, o popular sistema aberto para dispositivos móveis.

O bicho sai até simpático do Google. O problema são as modificações mirabolantes dos fabricantes de hardware ou o desleixo de alguns criadores de aplicativo. Não à toa, o Google quer acabar com as discrepâncias visuais. Agora, há um guia de design para a plataforma Android.

Labuta ou sina: os novos tempos do trabalho

A revista Fast Company elaborou algumas dicas para quem trabalha em casa. Para a publicação, a mudança de ambiente exige nova mentalidade e um bom sistema de gestão de atividades.

Eu, que trabalho dessa forma há algum tempo, já falei muito sobre o tema por aqui (inclusive, já dei algumas dicas). Na verdade, prefiro o termo trabalho remoto, mais amplo e apropriado para tempos em que a tecnologia permite que você trabalhe de qualquer lugar (profissionais preferem locais alternativos, inclusive), utilizando gadgets distintos.

Outra opção cada vez mais comum é a adoção da jornada flexível de trabalho: quando as empresas permitem que funcionários aliem a rotina de suas atividades às necessidades da vida doméstica.

Na verdade, de acordo com alteração recente da CLT, a distinção entre trabalho dentro da empresa e à distância, no que toca a direitos trabalhistas, fica cada vez menor.

Nem tudo está definido, porém: em tempos de conexão constante, o que seria hora extra hoje em dia?

Para Douglas Rushkoff, há questões mais importantes. De acordo com ele, a tecnologia deve nos libertar do emprego.

Entendo que todos queremos pagamentos – ou ao menos dinheiro. Queremos comida, moradia, roupas e tudo que o dinheiro compra. Mas será que todos queremos realmente empregos?
Estamos vivendo em uma economia na qual o objetivo não é mais a produtividade, mas o emprego. Isso porque, em um nível muito fundamental, temos quase tudo de que precisamos.
[…]Nosso problema não é que não temos o suficiente – e sim que não temos maneiras suficientes para as pessoas trabalharem e provarem que merecem o que querem.
[…] O emprego, enquanto tal, é um conceito relativamente novo. As pessoas podem ter sempre trabalhado, mas até o advento da corporação, nos princípios da Renascença, a maioria delas simplesmente trabalhava para si.
As pessoas faziam sapatos, criavam galinhas ou criavam valor de alguma forma para outras pessoas, que depois trocavam, ou pagavam por esses bens e serviços. Até o fim da Idade Média, a maior parte da população da Europa prosperava assim.

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A economia do conhecimento

O século 21 é o da economia do conhecimento, pois seus produtos se valorizam mais que as matérias-primas. Somente 3% do preço de um café brasileiro no Starbucks dos EUA volta ao produtor; 97% vão para quem fez o processamento, a engenharia genética etc., produtos da economia do conhecimento. Se queremos estar nesse grupo, temos de investir em educação, ciência e tecnologia.

Andrés Oppenheimer, na Folha. O jornalista argentino lançou no Brasil o livro Basta de Histórias! Na obra, ele propõe que os latino-americamos deixem de lado sua obsessão com o passado e mirem o futuro investindo em ciência, inovação, tecnologia e educação de qualidade.

Durante sua pesquisa, viajou por cinco anos para analisar como diversos países (entre eles Finlândia, Índia, China, Israel e Brasil) gerem seus sistemas de educação. Com isso, investiga a influencia do ensino no grau de desenvolvimento econômico. Abaixo, Oppenheimer comenta seu livro.

A revolução dos video games

Vídeo da PBS. Faz parte do projeto Off Book. Abaixo, você confere a edição do MOD MTV sobre games independentes.

Recentemente, a Folha perguntou: game é arte?

O curioso é que os critérios que geralmente são usados para esse tipo de avaliação são características de manifestações já existentes. Ou seja, para ser legitimado como arte, é necessário obedecer preceitos antigos, o que limita a ascenção de novas propostas. O que caracteriza o que é único numa arte, vira limitação noutro cenário. O contexto é diferente, as regras são as mesmas.

É o mesmo filme de sempre. O cinema também foi recebido como manifestação menor. Agora, ele serve de critério para julgar de forma preconceituosa a obra televisiva.

História em quadrinhos não basta, não é sério o suficiente. Para alçar voos maiores, tem de ser graphic novel. Incomoda-me não o fato de beber na fonte já conhecida (nada mais natural, já que se fala tanto em simbiose entre os meios), mas na necessidade de pedir benção. Nesse caso, do mundo livreiro. Se aceitar ser visto como subproduto do que já foi, bem-vindo ao clube.

Por outro lado… Há também os anarquistas do futuro. Pregam que tudo é novo, revolucionário. Só a ruptura total com o passado faz sentido no mundo atual.

Assim avançamos, presos a conceitos do passado.

Creative Commons: flexibilize seus conceitos

O maior benefício está no ciclo de inovação. Os primeiros consumidores de um produto serão os mais intensos usuários. Ao ouvir um consumidor sobre como ele usa esse produto, você aprenderá muito mais rápido a se reinventar e se adaptar do que se ouvisse apenas sua equipe. O que aprendemos com as empresas que usam essa estratégia é que muitas vezes o especialista não trabalha para você. Na maior parte do tempo, a pessoa mais esperta usando o seu produto ou serviço é um dos seus consumidores. E começar essa relação desde cedo o ajudará a conseguir esse tipo de insight.

Lawrence Lessig, advogado e criador do Creative Commons, fala sobre as vantages da colaboração entre empresas e consumidores.

Creative Commons é uma proposta de flexibilização e não extinção do direito autoral. Ao invés do restritivo “All Rights Reserved” (Todos os direitos reservados), você define o modelo de cessão escolhendo em que situações sua obra pode ser usada por outros: comercialmente, se é possível fazer cópias e distribuir, se outras pessoas podem modificá-la (edição) etc.

A propriedade intelectual ainda é sua. Entretanto, ao invés da necessidade de autorização caso a caso, como ocorre no tradicional “copyright”, o autor já diz para o mundo como sua obra pode ser utilizada.

Isso cria novas formas de remunerar e espalhar a criação artística. Cobra-se de quem pode pagar, como empresas, e libera o uso gratuito para outros. Desde que divulgue a autoria.

Algumas pessoas podem dizer: “Ah, mas isso já está previsto nas leis”. Sim, pode ser. Mas o Creative Commons, por não estar vinculado a uma bandeira específica, se torna um selo global. Ou seja, cria-se uma linguagem mundial dos direitos autorais. Você não precisa ser jurista ou saber como funciona a lei em um país específico.

Cartazes que revelam toda a história

Acima, pôsteres que entregam os comerciais que já nascem no set de filmagem.

Isso me lembrou o RioMarket, evento sobre oportunidades de negócios do setor audiovisual, que ocorre em paralelo à mostra de cinema Festival do Rio. Na programação, debates, workshops e prêmios, como eleger a melhor ação de Product Placement do Cinema Brasileiro (inserir produtos e marcas nos filmes).

Audiovisual: novas formas de financiamento, produção e distribuição

Acima, um guia de crowdfunding para financiamento de filmes.

Essa é apenas uma das abordagens plurais que podem ajudar o processo criativo. Cada vez mais, cineastas iniciantes ou independentes formam coletivos (infográfico no final do post). Há rodízio criativo na equipe. Num momento, um técnico atua como diretor de fotografia. Noutro filme, assume a direção.

A  distribuição, outro gargalo do cinema nacional, também busca novos rumos. O Circuito Fora do Eixo, que reúne 70 coletivos espalhados pelo Brasil, tem como meta fazer a nova produção circular.

O curta-metragem pernambucano Do Morro?, de Mykaela Plotkin e Rafael Montenegro, é um exemplo de filme que busca alternativas para chegar ao público. A obra investiga a ascensão do cantor popular João do Morro.

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