Pierre Lévy, o filósofo da web

Minha principal projeção realizada é a do crescimento das comunidades virtuais, hoje conhecidas como mídias sociais.
Outra diz respeito à transformação da mediação cultural: nós vemos atualmente que as funções dos jornalistas, publicitários, curadores, críticos, bibliotecários etc. podem ser realizadas por qualquer pessoa on-line. Além disso, podemos perceber que, por mais que as pessoas usem a internet, elas continuam se encontrando pessoalmente.
Penso também que eu estava certo ao interpretar a cibercultura não como uma cultura de gueto compartilhada apenas pelos fãs do digital, mas como a cultura compartilhada por todos na era digital.

Pierre Lévy analisa, na revista Cult, as projeções que fez no seu livro, Cibercultura.

Ipad 2 <3 mundo editorial

Acima, novo comercial do Ipad 2. O vídeo destaca os múltiplos usos do tablet. Entretanto, no começo, o destaque vai para o Wall Street Journal e para a revista Spin.

Faz sentido. Dois terços dos usuários britânicos, por exemplo, usam o tablet para ler jornais, revistas e livros. Não que seja o uso mais frequente. No topo, aparecem atividades ligadas à internet (o que vem prejudicando a venda de netbooks). Entretanto, o mundo editorial mostra bom fôlego. Destaque também para as compras.

O tempo vai mostrar se essa aproximação é uma relação duradoura ou apenas um flerte inicial. No lançamento, várias revistas obtiveram êxito na venda de edições avulsas no Ipad. Depois, os números despencaram. Talvez a venda de assinaturas seja uma estratégia mais bem-sucedida.

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