Cinema independente: as lições de Edward Burns

Continuando esse papo sobre como a tecnologia facilita o trabalho independente… Vale conferir a experiência de produção do novo filme do ator/diretor Edward Burns, Newlyweds. Não foi feito com grandes limitações técnicas, mas usou a tecnologia para trabalhar com um orçamento enxuto. Trailer abaixo.

Dessa forma, Burns retorna ao ponto inicial da sua carreira. Seu primeiro filme, Os Irmãos McMullen (The Brothers McMullen, 1995), foi feito com limitação orçamentária. Sua mãe, por exemplo, era a encarregada da alimentação da equipe. No ano seguinte ele lançaria o simpático Nosso Tipo de Mulher (She’s the One, 1996). A trilha do filme, feita por Tom Petty, é ótima. Abaixo, uma faixa do disco: a bela Walls, uma das minhas músicas preferidas.

Tom Petty – Walls

Filmes feitos com celular

The Swarm, curta de terror feito com celulares. Nesse caso, trata-se de uma ação de marketing para divulgar os produtos da linha Xperia, da Sony.

A equipe é formada por profissionais: direção de Tom Harper (cineasta já premiado com um Bafta). Já o roteiro coube a Geoff Busetil e Daniel Kaluuya, que trabalharam na série juvenil Skins (por sinal, a sexta temporada do programa estreou recentemente).

O vídeo brilha ao mostrar as possibilidades do celular na própria trama do curta. Por outro lado, perde pontos por não divulgar eficientemente a “usabilidade” do gadget.

Não gosto dessa abordagem de imitar uma produção caseira, mas deixar o controle criativo para os profissionais. A mensagem que pode ficar é: Olhe, é um belo produto, mas para usá-lo você precisa de credenciais técnicas. Melhor seria mostrar produções independentes ou lançar concurso para destacar filmagens amadoras. Isso mostraria que o produto é acessível.

Mas há outras iniciativas do tipo. O Mashable, por exemplo, listou bons vídeos feitos com iPhone.

Android: história visual

Do lançamento à mais nova versão (Ice Cream Sandwich, a primeira a valer tanto para celulares quanto tablets), o site The Verge analisa a evolução visual do Android, o popular sistema aberto para dispositivos móveis.

O bicho sai até simpático do Google. O problema são as modificações mirabolantes dos fabricantes de hardware ou o desleixo de alguns criadores de aplicativo. Não à toa, o Google quer acabar com as discrepâncias visuais. Agora, há um guia de design para a plataforma Android.

A vida é mais interessante através do filtro de um celular?

É a pergunta que o NY Times faz em matéria que mostra a rotina de jovens que convivem com seus pares através da interação presencial e via internet.

Nessa nova vida social, não há distinção de ambientes: a troca de olhares é intercalada com fugas para conferir, via celular, o que está acontecendo noutros cenários.

O medo de estar perdendo algo é uma preocupação constante. Já há nome para isso: FOMO. De acordo com pesquisa realizada pela agência de publicade JWT New York, 65% dos jovens adultos se sentem deixados de fora quando percebem que amigos estão fazendo alguma coisa sem eles.