Escape from Tomorrow

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Randy Moore escolheu como locação de seu filme o playground de Mickey Mouse. De tom crítico ao universo Disney, Escape from Tomorrow (trecho acima) foi produzido em sigilo; ao longo de 3 anos, o cineasta realizou filmagens clandestinas no parque de diversões do conglomerado de entretenimento. Anda fazendo barulho no Sundance 2013.

Deve virar caso de justiça. Para a New Yorker, Escape from Tomorrow remete à série fotográfica Food Chain Barbie (“Cadeia Alimentar da Barbie”), de Thomas Forsythe. No final da década de 1990, o artista mostrou Barbie sob ataque de vários aparelhos vintage. O objetivo era criticar o mito da beleza convencional e a aceitação social das mulheres como objetos. A Mattel, que produz a boneca, processou Forsythe por violações de direitos autorais.

Criando novos trabalhos a partir de mídias existentes

Acredito que toda a cultura sempre foi uma cultura remix. A ilusão de que os criadores desenvolvem trabalhos totalmente originais em suas obras é apenas isso, uma ilusão. Por outro lado, os curadores também lançam novos trabalhos, através da seleção que realizam. Esta é a época mais participativa e produtiva de expressão cultural na história do mundo.

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Os curadores estão na mesma classe de atores criativos, como editores e galeristas. Eles conhecem um campo de produção, adotam padrões, usam esse conhecimento e julgamento para mostrar o trabalho em novos contextos que acrescentam significado

Patricia Aufderheide, autora do livro Reclaiming Fair Use: How to Put Balance Back in Copyright (obra escrita em parceria com Peter Jaszi). Para ela, “é encorajador ver sinais de monetização do trabalho de curadoria”, algo que está nos planos do YouTube. Até porque um futuro possível para o site de vídeos é ser um “canal de canais”. E a curadoria de conteúdo é parte importante nesse novo “ecossistema de conteúdo”.

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