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O esquema de House

Uma das críticas mais comuns em relação ao programa é que a estrutura dos episódios era bastante esquemática, como visto acima. Mesmo seguindo essa trilha, eram bons episódios, o mistério e as tentativas de solução prendiam a atenção.

Todavia, o melhor da série geralmente ocorreu quando House foi além. Mas isso é papo para outro post.

Black Adder

House não é o primeiro hit de Hugh Laurie na tv. Nos anos 1980, ele atuou na sitcom britânica Black Adler. Acima, o ator fala sobre sua participação na série.

O programa, cujo roteiro ficou a cargo de Richard Curtis (roteirista de Quatro Casamentos E Um Funeral, Um Lugar Chamado Notting Hill, Simplesmente Amor…), Rowan Atkinson (o eterno Mr. Bean também foi o protagonista do programa) e Ben Elton, é um clássico da TV britânica. Curiosamente, o mote do show era tirar sarro da história inglesa. É uma das minhas sitcoms preferidas.

House e seu “parentesco” com Sherlock

Originalmente, House não existia na série. A ideia de investigar doenças incomuns estava lá desde o início, mas seria um programa centrado na equipe, na força coletiva. Foi a própria emissora que sugeriu um personagem de destaque entre os demais.

Desde o lançamento, a astúcia e a falta de tato de House lhe valeu comparações com a criação de Arthur Conan Doyle. Fãs, inclusive, criam tramas que reúnem os dois personagens.

Curiosamente, a ligação imaginada pelos fãs já existiu. Um ano antes de House estrear, Hugh Laurie atuou na sitcom britânica Fortysomething. Ele interpretava Paul Slippery, um médico com três filhos. Um deles vivido por Benedict Cumberbatch, o Sherlock da aclamada série britânica atual. Felizmente, Fortysomething não foi além da primeira temporada. Se bem-sucedida, teria tirado Hugh Laurie de House.

Bryan Singer e a escolha do elenco

“Many years ago, I made a short film with an old neighbor of mine, Ethan Hawke. Ethan introduced me to Robert Sean Leonard, and I showed him a rough cut of my little student film. Bobby gave me a check for $1,000 and wrote a letter saying, “Keep doing what you’re doing.” I never forgot that. When he came up on my casting list, I said, “Bobby can do anything. He has the role.” I wouldn’t have cast him if I didn’t know he was brilliant, but literally the moment he came across my desk, I said, “He’s going to be Wilson and that’s just that.”

— Sobre Robert Sean Leonard

“I had seen a lot of foreign actors and I was very concerned that they would have trouble with the dialect, particularly with all the medical terminology. And there wasn’t anyone with a strong voice and a magnetic presence. A tape came up, which was this very rough, self-made audition tape that was done in a restroom in Africa by Hugh Laurie, who I had never heard of. He happened to have a lot of razor stubble and the quality of sound was like one of those Bin Laden videos. It was really bad. And yet, something about his voice really appealed to me. There was a smoothness to it and an articulation that I found really could carry this character. I turned to Paul and Katie and I said, “This is what I’m talking about! This is what we need — an American!” And they looked at me and said, “He’s British.”

— Sobre Hugh Laurie

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Bryan Singer, produtor executivo de House e diretor de cinema, fala sobre o que pesou na escolha do elenco do programa. Em tempo: Ethan Hawke e Robert Sean Leonard trabalham juntos em Sociedade dos Poetas Mortos.

House & Wilson

Vídeo criado por fã homenageia a união dos dois personagens. O elo entre eles virou exemplo do fenômeno bromance, uma relação de cumplicidade entre dois caras.

A união ia além da tela. Abaixo, Hugh Laurie e Robert Sean Leonard comentam sobre o final do programa. Um dos melhores trechos é quando são questionados sobre o que gostariam de levar de lembrança do set. RSL responde: Olivia Wilde.

Dia “House”

É com a inventiva capa criada por Charis Tsevis que começa por aqui a série de posts sobre House, programa cujo último episódio será exibido hoje na tv norte-americana. A ocasião ganhou ares oficiais. Em Los Angeles, dia 21 de maio passa a ser “House day”.

O Brasil vai conhecer o derradeiro episódio em junho, via canal Universal. Para atenuar a espera, a emissora brasileira lançou um belo vídeo de despedida.

The Wire/A Escuta, um ensaio visual

Para falar sobre o estilo visual da soberba série produzida pela HBO, o acadêmico norueguês Erlend Lavik descartou a ideia de publicar um artigo e resolveu elaborar um ensaio em vídeo. Ficou bacana.