Como seria a cidade ideal para se viver?

O músico David Byrne explica como seria sua cidade ideal. Ele, que anda de bicicleta na cidade em que mora, Nova York, também faz o mesmo nos locais que visita.

Trata-se de uma visão bastante pessoal. Por exemplo, as cidades muito pequenas deveriam ser evitadas porque todo mundo sabe o que você faz.

Uma cidade pouco densa oferece outros problemas. Como estamos distantes uns dos outros, precisamos investir em atrativos visuais (como cirurgia plástica, roupas e corte de cabelo ousados). Segundo ele, nos tornamos peças de propaganda ambulante.

Sensibilidade e generosidade; segurança (não necessariamente políticas públicas, mas a sensação de comunidade, em que as pessoas não vão usurpar o bem alheio e você pode ficar mais relaxado, menos desconfiado); diversidade de opções (que devem estar próximas) são outros pontos que também são citados.

Espaços públicos, último item mencionado por Byrne, são um dos pontos que mais aprecio. Isso porque tende a aglutinar muitos pontos que ele descreve. Se uma cidade é segura, as pessoas circularão por esses espaços. E se as pessoas são, mininamente, simpáticas, buscarão interagir nesses espaços. Se uma cidade é organizada, essas áreas provavelmente não estarão abandonadas. Acima de tudo, são locais democráticos, em que pessoas distintas convivem (pobres e ricos, com raças e credos diferentes).

Quem sabe Byrne não estava descrevendo Estocolmo, a capital da Suécia, que foi escolhida a primeira capital verde da Europa. Lá, cerca de 95% da população vive a menos de 300 metros de uma área verde.

Budismo tibetano [& minha mensagem de fim de ano]

Em 2009, passei a estudar com mais afinco os ensinamentos hinduistas e budistas. O que me levou a visitar, no começo de novembro, o Khadro Ling, centro budista em Três Coroas-RS (foto acima; há outras imagens no meu Flickr).

Estou longe de ser um especialista sobre tais temas. Interessei-me pelo budismo porque me ajuda de forma efetiva (com a meditação, por exemplo), não apenas dogmática. É uma filosofia reflexiva que prega que já somos seres iluminados. Ou seja, não se deve buscar a resposta externamente, um ser todo poderoso que vai nos redimir e guiar.

Gosto do budismo por ser uma filosofia que acolhe, compreende, e não julga. Buda, inclusive, disse que se deveria refletir sobre seus ensinamentos. No cotidiano, devemos aplicar o que os budistas chamam de mente de aprendiz, ter uma postura de humildade na busca do conhecimento.

Na revista Galileu de julho desse ano, há uma pequena entrevista com Allan Wallace, físico e estudioso da mente humana, doutor em estudos religiosos pela Universidade de Stanford e monge tibetano nomeado pelo próprio Dalai Lama. Wallace defende a união de ciência e religião em prol da compreensão da mente.

“Ao contrário das religiões ocidentais, que exigem a fé, o budismo incentiva o ceticismo. Nossos fundamentos apelam para a experiência, assim como a ciência”, explica.

Ano novo

Como mensagem de fim de ano, não desejo a todos um ótimo 2010, mas um excelente agora. Muitas vezes, o ser humano se vê atormentado pelo que ocorreu e temeroso do que pode acontecer. E esquece do único momento que é genuinamente seu, o agora.

Por isso, desejo que você seja a mudança que espera que ocorra no mundo.

Feliz 2010… agora. :)

Vídeo

Veja, abaixo, a apresentação do monge budisa, bioquímico formado, escritor e fotógrafo Matthieu Ricard. Ele explica os benefícios do treinamento sistemático da mente para buscar a felicidade.

PS - O blog entra em recesso de fim de ano, mas há muitos posts agendados. Enquanto isso, vou pensando nas novidades da “temporada 2010″ dessa página. Boas festas!

Equipamentos para gravar podcasts

O site Hivelogic lançou um guia de equipamentos para quem quer criar podcasts. Há dicas para quem não quer investir muito e para os usuários que desejam fazer um programa mais “profissional”.

Recomendo o GarageBand (Mac), excelente e fácil programa para edição de arquivos sonoros.

No ano passado, já havia citado algumas dicas de podcasts internacionais para geeks. Mas há uma variedade de boas opções. Entre os nacionais, sugiro: o divertido Nerdcast (variedades);  Jumpcast (comunicação), de Luli Radfahrer; Vida Fodona (musical), de Alexandre Matias e Qualquer coisa (musical), de José Flávio Jr, Paulo Terron e Max de Castro, que, aliás, virou programa de rádio na OI FM.

Para quem procura podcasts sobre comunicação, recomendo também os internacionais On the media e This week in tech.

São apenas algumas dicas. Fique à vontade para fazer sua sugestão nos comentários.

E se quer fazer seu próprio podcast, os links abaixo podem lhe ajudar.

Como fazer

Podcast – comunidade no orkut

O que é, como criar, editar, hospedar e publicar um podcast

Fora dos holofotes, o podcast resiste

Formato pode incluir negócios e diversão

Como escutar e produzir

iTunes – Dicas

Imagem via Flickr de tranchis

Tudo o que gostaria de saber sobre o Twitter

O blog do meu xará, Charles Curle, reuniu inúmeros links sobre serviços para ampliar a experiência no microblog.

Há dicas de ferramentas sobre publicidade, métricas e dados, becape das informações, caridade, compartilhamento de arquivos, notícias, mapas, música, fotos e vídeos, busca, celular, ensino etc.

Imagem via Flickr de respres

Os melhores perfis do Twitter para bibliotecários

Depois de seleções similares para jornalistas, profissionais web, fotógrafos e designers, eis mais uma lista segmentada no Twitter. Dessa vez, para bibliotecários. O trabalho foi feito pelo site OnlineCourses.org.

Imagem via Flickr de Harper College Library

Se o cão é o melhor amigo do homem, faça uma nova amizade: adote um animal

Esse é o mote da minha mais nova campanha utilizando o Google Maps. No novo mapa (link curto: tinyurl.com/adocaoanimais), você encontrará locais em todo o país todo que promovem a adoção de animais. Nessa empreitada, contei com a importante colaboração da jornalista Luciana Cadé e do veterinário Geovane Monteiro.

Segundo Monteiro, gatos e cães vira-latas ou SRD (sem raça definida, o termo correto)  são os mais comuns de serem encontrados em feiras de adoção. Isso decorre do fato de serem também os tipos de cães que normalmente são abandonados e/ou vivem nas ruas.

A adoção de outros animais tidos como “pet” é mais rara. Além disso, dependendo do tipo de animal -por exemplo psitacídeos (periquitos, calopsitas e papagaios)-  cuidados extras são importantes. “Se forem espécies nativas, é necessário que o animal não seja oriundo de comercio ilegal. Tem de possuir comprovante de que foi adquirido de um criador comércial autorizado pelo Ibama”, esclarece Monteiro.

[Mais informações]
Tudo sobre adoções e doações
Os  Mandamentos da Posse Responsável de Cães e Gatos
Teste do Proprietário Responsável

[Outro mapa que também criei]
Enchentes no Norte-Nordeste – Saiba onde pode fazer doações (Google Maps)

Imagem via Flickr de J. Star

O que é o sistema operacional Google Chrome OS?

O Google lançou ontem seu sistema operacional integrado com as nuvens (cloud computing): os programas não estão instalados no computador, mas sim funcionam direto da internet, como a suíte de aplicativos Google Docs.

Como virou praxe, a empresa lançou um vídeo explicativo da ferramenta (acima). O sistema, que será gratuito e terá código aberto (open source), já está disponível para programadores. Seu lançamento para o público ocorrerá no ano que vem.

Atualização:
Veja, abaixo, uma demonstração do Chrome OS [via Blog da Vanessa Nunes]

O poder da influência das listas no Twitter

A criação de listas no Twitter se tornou outro artifício para agrupar informação de forma segmentada e acompanhar pessoas com interesses afins.

Para o blogueiro Robert Scoble, a ferramenta modificou como ele consegue informações e como interage com a comunidade tecnológica (ele recomenda algumas comunidades relacionadas a esse tema).

E como ocorre essa influência? O blog Skeptic Geek fez um estudo sobre o assunto com perfis de pessoas ligadas à área tecnológica (gráfico acima). Entre diversas ferramentas possíveis, como Twitterank, Twitter Grader, Twitterholic, Twinfluence, Twitalyzer, ele optou pela Klout. O resultado completo você confere aqui.

PS – Agradeço às pessoas que me incluiram nas suas listas.

Organizando e divulgando eventos via web 2.0

O Mashable criou um guia de como planejar e promover eventos com a mídia social. Pego algumas ideias e acrescento o meu “mojo”.

Para o planejamento, sugere utilizar wikis (PBworks seria o mais indicado), a dupla Google Calendar/Google Docs e o sistema de gestão Basecamp.

O primeiro passo da divulgação é selecionar alguns nomes especiais para receber o contato inicial. São os formadores de opinião, que podem agregar valor ao seu evento (jornalistas, blogueiros, Twitteiros, donos de comunidades em redes sociais etc.). Não esquecer das pessoas próximas – familares e amigos – que podem auxiliar na divulgação de forma engajada. Você pode convidar pessoas através de serviços como Anyvite e Eventbrite.

As redes sociais geralmente possuem recursos interessantes de agenda que você pode enviar para seus contatos (Facebook alert, por exemplo).

O Twitter é uma das ferramentas essenciais para “espalhar” seu evento. Não esqueça de criar uma hashtag sobre o assunto.

Você pode facilitar a divulgação disponibilizando wi-fi gratuito no evento. Ademais, pode fazer a transmissão ao vivo (Ustream). Não precisa ser de todo o evento, apenas das partes mais relevantes. Depois, pode colocar no YouTube os trechos mais interessantes. Publique as melhores fotos no Flckr.

Depois, monitore as opiniões e continue a conversa, ainda mais se visa promover outras edições. Para eventos menores, inicie a conversa, pergunte. Tente criar uma lista de contatos.

Minha vida como ativista cultural anda meio parada no momento, mas quando retomá-la tentarei aditivar a lista amiga (pessoas que disseram que estariam no evento, e por isso vão pagar menos). Acrescentaria que, se essas pessoas divulgassem o evento em redes sociais (Twitter, Fotolog – não esqueçam dele, festeiros adoram a ferramenta-, Orkut etc.) o preço do ingresso seria ainda mais em conta. Para isso, bastaria enviar a imagem do seu perfil do serviço web 2.0 com sua divulgação para os promotores do evento.  Mais que público, teria “sócios” engajados.

Outras sugestões: manter um blog, criar uma rede social específica (Ning) e perfis em diversas redes sociais (Facebook, Twitter, Flickr, YouTube etc.)

Imagem via Maciej Dakowicz

Escrita subjetiva [Yoani Sánchez]

De Cuba, Com Carinho

“Para evitar endeusamentos e futuras crucificações, deixo claro em uma das páginas que o meu blog é um exercício pessoal de covardia: dizer na rede tudo aquilo que não me atrevo a expressar na vida real”.

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“Meus textos são passionais e subjetivos, cometo o sacrilégio de usar a primeira pessoa do singular e meus leitores sabem que só falo daquilo que vivi”.

Trechos do livro De Cuba, Com Carinho, coletânea de posts do premiado site Geracion Y, da cubana Yoani Sánchez. A obra foi lançada recentemente no Brasil. O blog também conta com uma versão em português. O Link publicou um perfil de Yoani.

Veja também
Entrevista com Yoani Sánchez [Revista Criativa]
Entrevista exclusiva com a blogueira Yoani Sánchez, vencedora do The BOBs 2008